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Da Instituição Coxeana
Vídeo do jogo Os Coxos 0 – 3 Squadra Azzurra
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Jogo de valentes dá primeiro ceptro a’Os Coxos
Os Coxos sabiam, desde a derrota com a Squadra Azurra, que as hipóteses de serem campeões eram mínimas. Mas o inusitado aconteceu: a Squadra foi goleada pelos We Shall See e, sorte bendita, Os Coxos partiam para o último jogo a três pontos das outras duas equipas e com a hipótese de decidirem tudo no goal-average. Uma vitória por três golos de diferença dava o primeiro troféu à turma vermelha. E agora?
Não havia outra forma de colocar a questão: com a derrota anterior atravancada na garganta (o que não impediu o álcool de fluir através dela mais tarde essa noite), Os Coxos entraram a todo o gás. O lema era: sete anos depois, ninguém nos pára. E ninguém parou: numa partida de 20 minutos, só deu encarnados e o resultado volumoso de 8-0 chegou e sobrou para dar a vitória do I Torneio Inter-Gerações a’Os Coxos. Brutal é o mínimo que se pode dizer.
Ainda o camera-man Luís Miguel Loureiro não tinha ligado a câmara e já Os Coxos ganhavam por 1-0. Poucos minutos depois, “Tricky” alargava a vantagem, a passe de Luís, e Romano chutava de esquerdo para fazer o 3-0. O rolo compressor coxeano nem deixava o adversário respirar. João Gonçalves “Psicopito”, que já o nome à equipa e se apresentou com uns quilinhos a mais, já não sabia onde havia de se meter.
Perante a humilhação de um 3-0 ao sexto minuto, e a perspectiva de saírem de campo sem um único ponto, os FDP perderam a cabeça. Fábio “Sabes las novidads? vou para Madrid, Tchupa!” Silva foi o primeiro a perder-se em picardias com o árbitro, Ivo Neto. Mas pouco depois também João Guerra, que envergava o 92 nas costas, discutia argumentos.
Num destes momentos, deixou de olhar para o jogo e Romano aproveitou para fazer o 4-0, que praticamente carimbava o passaporte coxeano para a vitória no torneio. Já cheirava a vitória (e a suor, e a bacalhau, cortesia de Marcos Sabino) e, antes de acabar a primeira-parte, ainda houve tempo para Pires molhar o pincel, antecipando aquilo que seria um Enterro da Gata em grande.
Na segunda parte, a toada não mudou, apenas aliviou de intensidade. Houve mais três golos, dos pés de Pires, Sabino e até… Rui Rocha – é verdade, deu mesmo para tudo. A certa altura, os FDP, que até já empataram com Os Coxos em anos anteriores, chegaram a parecer uma equipa de crianças, tal era a fragilidade que demonstravam ao jogar. As adeptas Ana Isabel, Laura Vilaça e Daniela Pereira, choravam pela humilhação.
No final, o troféu foi mesmo para Os Coxos. Houve direito a taça, a medalhas e beijinhos. E só não ficou tudo registado porque a pessoa que segurou na câmara se esqueceu de clicar no botão de “rec”. Fuck!
Alberto Teixeira: 12 - Foi praticamente um expectador da partida. Apenas teve de fazer uma intervenção, e aí esteve bem, repelindo ora com o peito, ora com o pescoço, dois remates do jovem João Gonçalves.
Carlos “Tricky” Ferreira: 15 - Dois golos e muito trabalho à mistura. Não rematou muito, mas transmitiu sempre solidez na fase inicial de criação de jogo, quando era preciso certeza no passe. Merecido campeão.
Luís Miguel: 14 – Sem fazer uma exibição de encher o olho, conseguiu subir uns pontinhos relativamente aos dois jogos anteriores, facto ao qual não será alheio a qualidade inferior do adversário. Mas ainda não foi o Iniesta da época passada. Conseguiu a proeza de não marcar nenhum golo em três jogos.
Marcos Sabino: 17 – Fintou, chutou e transportou jogo como poucos. Apesar de muito individualista, sacrificou-se na defesa e foi sempre uma seta apontada à baliza. Marcou um – o último – e fez três assistências, a somar a outras duas que já tinha feito na primeira partida. Chega?
MVP: Hugo Pires: 17 - Atacou como poucos e marcou mais dois na sua conta pessoal. O avançado improvável, como já o chamaram, selou assim com chave-de-ouro a sua época de estreia de coxo ao peito: campeão de CS, melhor marcador e, provavelmente, o Coxo de ouro do ano. É obra.
Pedro Romano: 16 – Marcou dois golos, ambos a passe de Sabino, e foi importante na construção de jogo. Jogando mais tempo do que nos jogos anteriores, conseguiu marcar o ritmo e travar e acelerar a partida conforme as circunstâncias o exigiam. No final, festejou efusivamente a vitória no torneio. Oito anos depois da equipa se formar, sabe bem.
Rui Rocha: 14 – Jogou pouco tempo, mas ainda foi a tempo de marcar um golo. O eterno suplente mostrou-se bem quando foi solicitado e revela boa forma. Um justo campeão. Os problemas de saúde parece debelados.
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Derrota azulada compromete vitória no Torneio Inter-Gerações
À partida para o segundo jogo do Torneio Inter-Gerações de CC/CS, a turma perneta tinha duas certezas: a margem de erro era nula – uma derrota praticamente inviabilizava a vitória no torneio – e este seria provavelmente o jogo mais complicado. Não só por causa do reconhecido valor da Squadra Azurra, mas também, e sobretudo, porque a Instituição Coxeana ia ter de fazer duas partidas seguidas. Era dose.
Logo ao início ficou claro que a Squadra jogava no nível acima dos We Shall See. Os dois defesas trocavam bem a bola e driblavam como poucos e rapidamente impuseram o seu jogo. Não havia oportunidades de golo, mas a partida era intensa: bola cá, bola lá, entradas duras e despiques individuais. Era matar ou morrer. Todos sabiam disso.
Os Coxos jogavam com muita transpiração mas pouca inspiração. Luís, o habitual estratega, estava em dia não, e Sabino tinha dificuldades para penetrar na defesa adversária. O que não impediu que os primeiros dois remates fossem coxos: em ambos os lances, Sabino arranjou espaço e obrigou o guarda-redes alviceleste a aplicar-se. Mas os músculos pediam descanso.
Um dos mais cansados – e arreliados, a julgar pelo que gritou durante a partida – era Pires. E foi pelo seu lado que surgiu aquele que se viria a revelar o momento definidor do jogo: no minuto cinco, Pires esqueceu-se do seu jogador e, num lance de contra-ataque puro, Teixeira foi fuzilado para o 1-0. Agora, tinham de ser Os Coxos a correr atrás do prejuízo. As carecas e as barrigas já pesavam. De fora, os We Shall See ainda aspiravam a ganhar o torneio.
Os Coxos estiveram à altura do desafio. Caíram em cima da Squadra e pressionaram como nunca. Durante este período, os azuis só criavam perigo de contra-ataque, ao passo que Os Coxos fustigavam o guarda-redes adversário constantemente. Mas, perante a dureza da defesa, os sustos vinham invariavelmente por remates de longa distância, com “Tricky” a assumir aqui um papel preponderante. Pêlo que queima, como há quem diga.
Veio a segunda parte. Os Coxos reentraram exaustos. Tinham os músculos a pedir descanso, mas o orgulho a pedir sangue. Carregaram durante vários minutos. Tique-taque, contava o cronómetro, acariciado pelo árbitrio Ivo Neto (primo do comentador Rui Santos garantem algumas fontes). Tique-taque, tique-taque – e os golos não entravam. Tique-taque, tique-taque – e Os Coxos cada vez mais longe de se sagrarem campeões de CS.
Não desistiram. Mas, a cinco minutos do fim, foram vencidos pelas suas forças. Os lances foram tirados, na sua génese, a papel químico: alguém pressionava demasiado o guarda-redes, que passava a bola e criava assim superioridade no meio-campo, o jogador transportava a bola, obrigava Os Coxos a abrir espaços e – pum, pum!, dois tiros de rajada. No primeiro, a defesa subiu para impedir o remate e deixou isolado o jogador que só teve de encostar; no segundo, optou pela marcação e deixou o transportador da bola estourar do meio da rua.
À saída do campo, Os Coxos já baixavam os braços. Era preciso uma derrota milagrosa – e por muitos golos – da Squadra Azurra para ainda poderem sonhar com o caneco. Mas os 3-0 eram uma dor demasiado aguda para permitir grandes sonhos naquele momento.
Alberto Teixeira: 14 – Sem hipótese nos golos, foi vítima de uma defesa demasiado permeável no contra-ataque. Ainda fez duas grandes defesas em períodos cruciais da partida. Não merecia perder, muito menos por aquela margem.
MVP: Carlos “Tricky” Ferreira: 14 - Foi de longe o jogador de campo mais acutilante. Apesar de jogar atrasado, puxou a equipa para a frente e rematou até lhe doerem os pés. Também não merecia a derrota.
Marcos Sabino: 12 - Começou bem, a furar e a fintar. Mas rapidamente perdeu o discernimento e a acutilância que o caracterizam. Os passes, capítulo em que é exímio, nunca lhe saíram bem e ele próprio acabou por se perder. Na defesa, contudo, este sóbrio.
Luís Miguel: 11 – Desinspirado, no mínimo. Jogou certinho, sem falhas, mas a Luís pede-se sempre mais do que apenas ser o Moutinho de serviço. Nunca tirou coelhos da cartola e deu sempre a ideia de não conseguir impor o seu futebol no miolo. Estará a precisar de ir para o banco?
Hugo Pires: 9 – Não se pode dizer que tenha estado particularmente desinspirado no ataque, e a verdade é que se houve jogador inconformado, foi ele. Mas um avançado não pode viver só de golos, e na defesa foi ele quem comprometeu por três vezes, falhando a marcação e abrindo assim espaços para a Squadra penetrar. Tem de olhar mais para trás.
Pedro Romano: 10 – Como o irmão Luís, esteve pouco inspirado, e ainda foi a tempo de perder uma bola que quase dava golo. Jogou demasiadamente à frente para aquilo que são as suas características.
Rui Rocha: 10 - Jogou muito pouco, e quase passava despercebido, não fosse um estouro que embateu com força no poste. Estava 2-0 na altura…
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Estreia de sonho na I Liga Inter-Gerações de CS/CC
Há duas formas de se vencer uma partida: com raça, esforço e muito trabalho; ou com talento e inspiração. No regresso aos torneios oficiais, Os Coxos usaram os dois predicados para despachar a mítica equipa docentina de Ciências da Comunicação, os poderosos We Shall See FC, e entrar com o pé direito no I Torneio Inter-Gerações de CC. Cinco golos marcados foi o pecúlio com que Luís Santos & companhia voltaram aos gabinetes do ICS.
Os Coxos entraram, desta vez, com o treinador Romano no banco. Pires jogou na frente, Luís Miguel e Marcos Sabino nas alas e “Tricky” na defesa. Teixeira era, como normal, o guarda-redes. E a entrada directa de Pires revelou-se uma boa jogada: ainda o jogo não levava um minuto e já o pequeno craque de Valpaços fazia o 1-0. Passe de Sabino, Pires falhou à primeira mas na recarga acabou mesmo por facturar. Um bom prenúncio para o Enterro.
Com Fernando Jesus na baliza, faltavam ao We Shall See argumentos para empurrar o jogo lá para frente. E foi por isso com naturalidade que Sabino, que apareceu pouco mas sempre de forma decisiva, chutou do meio da rua e fez o 2-0, com o defesa Paulo Salgado a dar uma ajudinha, ao desvia a bola do guarda-redes. O resto da primeira parte teve pouca história: Os Coxos atacavam e Fernando Jesus lá ia defendendo como podia.
No regresso, o We Shall See veio com mais garra (e mais jogadores, o que, parecendo que não, também ajudou) e conseguiu equilibrar melhor os pratos da balança. Várias vezes levou o perigo à baliza de Teixeira e em pelo menos duas ocasiões o keeper do Económico teve mesmo de se aplicar a fundo, com belas estiradas ao canto inferior da baliza. Com os Coxos já a “gerirem esforço” (vinha aí mais uma partida…), os We Shall See cresceram e ganharam alento.
Contudo, muitos anos de bola, técnica, experiência e órgão sexuais de dimensões muito superiores à média permitiram a’Os Coxos gizar contra-ataques venenoso que em pouco tempo mataram o jogo. Primeiro, foi Sabino a isolar Pires e este, num toque de classe, a facturar de calcanhar. Estavam jogados cinco minutos da segunda-parte e o jogo parecia irremediavelmente perdido.
Depois, foi Pires a retribuir a generosidade. Num passe bem pensado, isolou Romano, que não teve problemas em driblar Fernando Jesus e marcar o 4-0. Mas o melhor estava guardado para o final. Rui Rocha – sim, esse mesmo! – acreditou que podia chutar do meio-campo e marcou um golo de levantar o estádio (uma das poucas coisas que ele consegue levantar).
O 5-0 final pode ser demasiado penalizador para uns We Shall See que fizeram pela vida a criaram oportunidades de golo, mas mostra bem a força e o vigor d’Os Coxos 2011/2012. Grandes perspectivas para os jogos seguintes.
Alberto Teixeira: 14 – O capitão não teve grandes problemas na baliza, mas correspondeu sempre que foi chamado a defender. Pelo menos duas vezes teve de se aplicar e aí mostrou que está em grande forma.
Carlos “Tricky” Ferreira: 14 – Muito batalhador, como é seu timbre. Jogou longe da baliza, o que lhe retirou capacidade de disparar às redes, mas cumpriu bem o papel de último homem da defesa. Útil.
Marcos Sabino: 15 - Parece que está com dificuldades em soltar a bola, porque o esférico custa a sair em lances chave. Ainda assim, correu muito, marcou um golo de longa distância e fez duas assistências. Decisivo, mesmo quando não é o seu dia. Estará dopado?
Luís Miguel: 13 - Discreto. Cumpriu com a sua função, mas não lhe vimos os slalons a que já habituou os adeptos. Não marcou nem assistiu, mas acabou por ser útil na defesa. Não dá para ser Iniesta todos os dias.
MVP – Hugo Pires: 16 - Muito mexido na frente, marcou dois belos golos – um de levantar o estádio – e ainda assistiu Romano para o 3-0 que sentenciou a partida. Dá profundidade ao ataque e parece cada vez mais entrosado. Merece o ceptro de MVP.
Pedro Romano: 14 - Começou no banco, mas quando entrou transmitiu serenidade à equipa. Bom a trocar a bola, foi útil na altura de gerir a bola, e foi ainda a tempo de marcar o 3-0. Os seus remates continuam, contudo, ridículos.
Rui Rocha: 14 – Jogou pouco, é verdade, mas cumpriu sempre. Não jogou melhor do que Luís, mas aquele golo do meio campo vale, por si só, dois ou três pontos a mais na nota. Parabéns.
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Teixeira: “Dedicamos esta vitória ao Philippe”
Foi com um sorriso nos lábios e uma medalha ao peito que o novo capitão, Alberto Teixeira, abriu o seu coração ao blogue Coxeano, na primeira entrevista depois da grande vitória no I Torneio Inter-Gerações de CC/CS 2012. Numa conversa em tom ameno, Teixeira fala do passado, do presente e do futuro. Tudo num tom de voz pacóvio.
O que sente ao ser campeão de CC?
Sempre foi um sonho para toda a equipa ser campeão de CC. Era um título que há muito procurávamos. Lutamos todos os dias para que este objectivo fosse concretizado. Estamos obviamente muito felizes com este título que espero que venha marcar o virar de página na história d’Os Coxos no que toca a novas conquistas. Não esquecemos também quem nos apoiou durante todo este trajecto. Estou a falar de ex-jogadores como o Daniel, o Beja, Freitas e o Phillipe. E estou também a falar da maravilhosa claque de apoio que todos os dias tem tem conquistado novos membros.
Tem um gosto especial por ser agora capitão?
O objectivo sempre foi conquistar títulos em nome da equipa, mesmo quando não era capitão. Qualquer vitória tem sempre um gosto especialmente bom. É um pouco indiferente se fui eu ou outro a capitanear a equipa neste momento . O que interessa é o colectivo, toda a gente diz. Mas não nego que é uma honra poder envergar a braçadeira coxeana e liderar uma equipa de amigos. E por isso este título teve também um sabor especial, claro. E quero dedica-lo ao Phillipe, o anterior capitão e uma pessoa com quem gostaríamos de partilhar esta felicidade pessoalmente.
Foi preciso esperar sete anos… Porquê tanto tempo?
É muito difícil explicar por que ainda não tínhamos conquistado um troféu. Tivemos grandes jogadores que envergaram a jersey coxeana. Tivemos grandes momentos como equipa. Mas no momento certo havia sempre alguma coisa que falhava. Acho que a história dos Coxos é um pouco como a história da selecção holandesa em mundiais de futebol: são sempre incluídos na lista dos favoritos, praticam um futebol deslumbrante, mas depois acaba por morrer na praia. E depois há também o mérito do adversário. Defrontamos sempre boas equipas dentro do próprio curso.
Quando perdeu o segundo jogo, pensou que o torneio estava perdido?
Perdemos o segundo jogo depois de termos feito um imediatamente antes. Foi um jogo que exigiu muita concentração e trabalho, pois era um adversário forte. Conseguimos acompanhar o ritmo elevado da partida, mas depois de estar em desvantagem procuramos incessantemente o empate e desequilibramos um pouco a equipa. Em dois desses momentos de desequilíbrio, a outro equipa desferiu o golpe fatal. Depois de termos perdido esse jogo foi natural o desalento que surgiu no seio da equipa. Trabalhamos estoicamente para dar uma alegria aos adeptos e, mais uma vez, as coisas iam sair frustradas. Mas, como sempre acontecerá nesta equipa, a esperança nunca morreu e a verdade é que conseguimos sair do pavilhão da Arminho com o caneco.
O que se passou com Pires, que saiu do segundo jogo visivelmente chateado com os colegas de equipa?
É natural um grande jogador como o Pires sair chateado. O Pires é um jogador que busca a perfeição em cada toque, em cada passe em cada remate. É um atleta que gostamos muito de ter como companheiro. Se as coisas não correm bem, é natural que surjam momentos de alguma frustração. E o que aconteceu no jogo foi uma coisa instintiva. Não conseguimos dar a volta ao resultado numa partida que poderia ser decisiva para os objectivos da equipa. O Pires sabia que podia ter feito melhor em alguns lances.
Goleada por 8-0 aos FDP… Como conseguiram?
Todos sabem que os FDP são uma grande equipa. Sabíamos isso de anteriores confrontos. Por isso foi um bocado surpreendente que não tenham alcançado qualquer triunfo no torneio. Os Coxos, por seu turno, sabiam que para conquistar o troféu não podiam ser leves na abordagem ao jogo. Soubemos atacar bem e defender ainda melhor. O resultado expressivo foi depois o reflexo da nossa vontade e querer em conquistar o primeiro troféu na história coxeana.
Este foi o último jogo da época? Ou ainda vamos poder ver Os Coxos de novo em campo?
O nosso departamento técnico está a avaliar o calendário até final do ano. Queríamos fazer um jogo de despedida depois de uma temporada desportiva em grande. Com o tempo veremos se será possível realizar uma nova partida.
Em 2013, pretende revalidar o título?
Sim, o objectivo da próxima temporada passa por aí. Respeitamos os nossos adversários, sabemos do seu valor. Mas um clube como Os Coxos não pode ficar um ano sem ganhar nada. Estivemos sete e isso foi muito penoso. Não queremos repetir esta travessia do deserto. Portanto, contem connosco na próxima temporada porque vamos querer continuar nesta onda vitoriosa.
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Os Coxos na imprensa nacional!
A vitória coxeana no I Torneio Inter-Gerações CS/CC não deixou ninguém indiferente, nem na imprensa nacional. O jornal académico ComUM dá esta semana grande destaque à vitória coxeana, numa peça assinada pela jornalista Laura Vilaça. A peça pode ser lida aqui.
A peça faz justiça ao que se passou em campo, no passado sábado dia 12 de Maio. Citamos alguns trechos.
A união de gerações teve lugar no pavilhão Indoor Soccer, em Braga. Em duas horas divididas por seis jogos de 20 minutos, Os Coxos, os Squadra Azzurra e os We Shall See venceram por duas vezes e foram derrotados no outro jogo. Já a FDP saiu derrotada em todos os encontros.
Enquanto alargavam a sua vitória sobre os Squadra Azzurra (até aí os principais candidatos ao título, uma vez que haviam derrotado Os Coxos), os We Shall See chegaram a sonhar com a conquista do mini-torneio. Porém, a ainda mais dilatada vitória d’Os Coxos sobre a FDP (8-0) selou o destino da contenda, sagrando-se Os Coxos vencedores do torneio.
Terminado o evento, alguns jogadores das várias equipas deram conta do seu interesse em realizar um segundo torneio num dos próximos meses. Nas palavras do capitão da FDP, João Gonçalves, “esta é uma tradição que começou este ano e é para manter”. Contudo, João Gonçalves ressalva uns ajustes que considera indispensáveis ao sucesso do evento: ”Espero que para a próxima edição o vencedor seja mais justo”.
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Coxos campeões de CC/CS!
Brio, paixão, furor, suor, hormonas, triglicéridos e filamentos de DNA. Foi no meio de uma imensidão de coisas bonitas e biológicas que a turma encarnada se sagrou ontem campeã de Comunicação Social/Ciências da Comunicação. Num torneio intenso de três jogos, a Instituição meteu vários, sofreu menos, ganhou dois jogos e uma taça. “A I Liga Inter-Gerações é nossa!” foi o grito que ecoou até às 21h15 de ontem no pavilhão desportivo do Arminho.
Há vídeos e registos dos jogos, mas ninguém suficientemente sóbrio (ontem começou o Enterro da Gata…) para contar fielmente esta história bonita que se escreveu em tons de vermelho. Enquanto os vídeos e as crónicas não estão disponíveis, fica aqui assinalada a primeira vitória coxeana num torneio oficial, conseguida a custo com duas vitórias (5-0 aos We Shall See e 8-0 à Federação Desportiva Psicopito) e apenas uma derrota (3-0 às mãos dos Squadra Azurra). Em oito anos, é obra.
Um obrigado especial aos FDP, que organizaram (mal) a coisa, à Squadra Azurra, sem a qual apenas haveria três equipas para jogar, e aos We Shall See, por terem, através de uma vitória épica sobre a Squadra, permitido aos Coxos levaram vantagem no goal average. E, em baixo, pode ver o vídeo comemorativo desta grande jornada vitoriosa.
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Os Coxos voltam aos torneios oficiais
A notícia foi confirmada ontem a meio da madrugada pelo departamento de Comunicação d’Os Coxos: no próximo dia 12 de Maio (sábado), a turma perneta participa no I Torneio Inter-Gerações CC/CS, um certame realizado ao longo do dia que junta quatro gerações num único estádio e que promete deixar as hostes vermelhas empolgadas como há muito não se via.
De facto, esta é a primeira vez que Os Coxos participam num torneio desde a saudosa época 2007/8, quando participaram na I Liga Interna de Ciências da Comunicação. Na altura, e com um plantel razoavelmente diferente do cinco que vai agora subir ao relvado, Os Coxos saíram do torneio com o pobre pecúlio de dois empates e três derrotas (vejam o histórico aqui) .
A I liga Inter-Gerações é organizada pelo GACCUM e pela Federação Desportiva Psicopito (FDP), que também participa no torneio. As outras duas equipas a entrar serão os We Shall See, na qual pontificam o poderoso médio Alberto Sá e o esguio atacante Luís Santos, e a temível Squadra Azzurra, que faz as vezes de benjamin. O certame começa às 18h00 e está marcado para o Indoor Soccer (Braga, perto do antigo Arminho). O modelo escolhido deverá ser o de “todos contra todos”, em partidas curtas de 20 minutos.
Para dia 12, já confirmaram presença o guarda-redes, Aberto Teixeira, Pedro Romano, Marcos Sabino, Carlos “Tricky” Ferreira e Rui Passos Rocha. Hugo Pires, acossado por uma lesão na virilha esquerda, está em dúvida, e o ex-campeão de xadrez nacional Luís Miguel está a ver se consegue adiar algumas partidas de xadrez oficiais que tem marcadas para essa tarde. Mas o espectáculo está garantido.
Ao blogue coxeano, o actual capitão Alberto Teixeira revelou estar “muito contente” com a perspectiva de voltar aos torneios oficiais. “Estamos confiantes, e queremos muito premiar os nossos adeptos incansáveis com uma grande vitória, que pode ser a nossa primeira em torneios oficiais. A taça é para ficar connosco”, disse ainda, para em seguida acrescentar que tem o secreto desejo de dedicar o troféu ao antigo capitão, Phillipe Vieira, que está neste momento em graves dificuldades financeiras nos Estados Unidos, onde tem uma hipoteca por pagar.
Os adeptos que quiserem comparecer e necessitem de transporte, podem usar o e-mail oficial da Instituição Coxeana para solicitarem um lugar na camioneta: oscoxos@gmail.com. Estão todos convidados.
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