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Yes, we can!

Janeiro 12, 2010

A dez minutos da partida, estavam reunidas as condições para o regresso às derrotas coxeanas: “Tricky” ausente, um adversário poderoso e um repasto pesado e bem regado. No segundo jogo da época, contudo, Os Coxos fizeram das tripas coração e conseguiram levar de vencida os “Amigos da Marmota”, com um estrondoso 8-5 cheio de golos magníficos e belos momentos de futebol. A prova está dada: mesmo quando “Tricky” não está, “yes we can”.

Mas não se julgue que a empreitada foi fácil. De facto, do lado de lá estavam Zé Pedro “Rossas” – mais pesado mas com a técnica de sempre –, um Luís Miguel Romano cansado mas combativo, o rapidíssimo, fortíssimo e negríssimo Ricardo Borralheiro, o mortífero Sêveas e a figura de corpo presente Bruno Simões (que acabou lesionado, cilindrado pela alta voltagem que a equipa encarnada impôs à partida). O início de jogo foi rápido e foi mesmo em contra-corrente que o capitão Phillipe Vieira marcou o melhor golo desde que enverga a jersey coxeana: canto, bola ressacada e remate praticamente do meio-campo. O golo, no ângulo, contou com a colaboração do guardião Simões mas, como diria Perestrelo, “conta comós outros”.

A partir daí, a toada foi sempre a mesma: os “Amigos da Marmota” atacavam e Os Coxos marcavam. Primeiro, foi Romano a mostrar como se bisa em grande: tabelou com Phillipe e encheu o pé esquerdo num golo de belo efeito; e logo depois aproveitou o adiantamento do então guarda-redes Zé Pedro para marcar um grandesíssimo chapéu de trás do meio campo. O adversário ainda reduziu mas Sabino e Romano puseram o marcador num 5-1 dilatado.

A partir daí, contudo, a ausência de “Tricky” tornou-se manifesta. O discernimento foi sendo perdido, a troca de bola perdeu ritmo e, pouco a pouco, o adversário aproximou-se da área contrária. Borras apareceu, nessa altura, como o avançado mais perigoso, cavando imensas faltas – Phillipe fez o “trabalho sujo” – e diminuindo o diferencial no mercador. Teixeira ainda foi adiando o inevitável mas, à uma hora de jogo, um remate do meio da rua de Zé Pedro colocou o jogo num perigoso 5-5.

Foi nesta altura que apareceu o génio de Sabino e a classe de Teixeira. O guardião defendeu tudo que havia para defender, mostrando que, quando as mãos não chegam, até os tomates podem ser usados para manter a baliza inviolável; por seu turno, o atleta Marcos Sabino assumiu as rédeas do jogo e levou o terror à baliza adversária em perigosos contra-ataques. Num dos cantos que ganhou conseguiu mesmo facturar, num momento de belo efeito: picou a bola sobre Borras, ajeitou com o joelho e encheou o pé esquerdo. O desamparado Luís Miguel só teve tempo de seguir a bola com os olhos.

Até ao final, a história repetiu-se. Teixeira, sempre inspirado, defendia com enorme classe os remates adversários. E, em contra-ataque, a turma vermelha chegava facilmente aos 8-5 – cortesia de Rui Rocha – com que a partida acabou. No final, Os Coxos obtiveram nova vitória, mostraram bom futebol e um entrosamento invejável, apoiado numa solidez física impressionante. Os adeptos já estão com água na boca para a próxima partida.

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Teixeira : 17 – O frango da praxe a remate de Zé não ensombra uma exibição em que foi enorme. Nas saídas esteve imparável, defendendo vários golos feitos; nos remates de longe esteve atento, suprindo a sua maior debilidade. E nas bolas paradas foi um muro intransponível, dando o corpo à bola com uma coragem que poucos profissionais conseguiriam patentear. O guardião parece ter definitivamente ultrapassado os maus momentos profissionais do quarto ano universitário.

Phillipe: 15 –O remate ao início do jogo levantou o estádio e catapultou a sua exibição para píncaros raramente vistos. Apesar de não ser um jogador rápido, tem um óptimo sentido posicional que lhe permite ganhar imensos lances, o que o torna cada vez mais um precioso esteio da defesa. Fez ainda uma bela assistência para Romano e mostrou que está como os vinhos: quanto mais velho, melhor.

Rui Rocha: 14 – Fez uma boa exibição, coroada com dois golos. Boas fintas, bons remates e bons cortes foram alguns dos contributos que deu à equipa Coxeana, revelando-se cada vez mais um defesa com faro de golo. Só é pena continuar a ter “lapsos” que limitam o seu jogo em fases críticas: cai “de primeira” quando o avançado corre lançado, é por vezes demasiado faltoso e falha passes fáceis. Mas a vida continua.

Romano: 17 – Já não se via este Romano há muito. Defendeu com sobriedade, trocou bem a bola, regulou o ritmo da partida e marcou ainda três golos, incluindo um portentoso remate de primeira com o pé esquerdo e um chapéu “do outro mundo”. Nota-se que fisicamente está bem e que tem ganas de facturar. O número 5 está aí para as curvas.

Marcos Sabino: 17 – Marcou dois golos, um deles de antologia. Mas patenteou também uma consistência impressionante ao longo da partida, levando a bola para o ataque, driblando, rematando e defendendo com rigor. As fintas estão mais diabólicas que nunca – “come de cebolada” os adversários com facilidade, em gíria futebolística – e fisicamente nota-se uma evolução abissal. É uma espécie de “tudo-em-um”: ponta-de-lança eficaz, extremo veloz, número 10 cerebral e defesa rigoroso.

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Regresso depois de meses de inactividade coroado com goleada histórica

Dezembro 8, 2009

Depois de um interregno prolongado ao longo de muitos e custosos meses, Os Coxos realizaram finalmente novo encontro. E, apesar dos receios que havia de que a equipa poderia ter perdido rotinas e entendimento, desde cedo a poderosa equipa perneta mostrou que a máquina continua oleada. O sucesso esteve na fórmula de sempre: Rui no banco, concentração defensiva e criatividade na frente. Resultado: a goleada mais volumosa de sempre (22-9) contra um adversário que não era nada de se deitar fora: uma mescla de elementos dos Africans (Paulo, Paulos e Isaac), o ex-atoladinho e ex-ser humano Bruno Simões, dois caloiros precoces e um maganão do curso de desporto.  

O jogo até nem estava muito aberto para Os Coxos mas a genialidade de Romano espetou a primeira seta no coração do adversário: passe “a saltitar” e o nº 5 coxeano, de costas para o defesa, pica a bola, recupera-a mais à frente e fuzila o guardião. Golaço monumental, festejado devidamente pelo capitão Phillipe com um sonoro “É a experiência, canalha! Aprendam!”. Havia motivo para optimismo: Rui continuava no banco e Bruno Simões em campo pelo adversário.

A toada aumentou. Rui saltou para as quatro linhas mas nem isso impediu Sabino de dilatar a vantagem, com Romano a fazer o terceiro num canto marcado pelo mesmo Sabino. Os Africans reagiram mas o peludinho Tricky, que começava a entrar em jogo por esta altura, marcou novo golo. O 4-1 estava feito: temia-se a goleada, até porque Rui já tinha voltado ao banco, Bruno Simões permanecia em campo e Phillipe defendia como quase nunca defendeu ao longo de quase quatro anos de poderio coxeano na academia. De fora, Paulo comentava com Paulos: ”Se as coisas continuam assim acabamos por apanhar mais nesta tarde do que a Chaimite numa noite de Enterro da Gata”.

Verdade seja dita, Os Coxos ainda tremeram: o adversário aumentou o ritmo e, com Paulos a comandar as tropas, tranformaram uma sodomia de 6-2 numa derrota tangencial de 6-5. É verdade que ainda pesava sobre os ombros a vergonha indomável de terem sofrido um golo de Rui, mas a marcha no marcador galvanizava os Africans. Teixeira teve de se aplicar para defender remates de Isaac e só a aselhice de alguns avançados impediu o empate.

Quem não marca arrisca-se a sofrer e foi o que aconteceu. A primeira dezena veio rápido: golo de Romano, uma entrada em força de Rui e o já tradicional “bininho inside”, a marca registada do avançado que tanto factura de trivela a um guarda-redes internacional como factura de cabeça a uma pita de Cascais. Por esta altura, Luís Romano, irmão do nº 5, já tinha entrado em campo para fazer render o seu título de “produtor de audiovisuais d’Os Coxos”. A entrada foi saudada com enorme ovação e correspondida com um belo golo de cabeça. A camisola de Pedro Romano, que envergou durante a sua estadia em campo, já estava manifestamente ensinada…

A hora seguinte de jogo (sim, jogaram-se duas horas) foi apenas de prolongar do sofrimento para os Africans. A equipa soltou-se e houve tempo para tudo: Rui marcou quatro golos – um dos quais num remate fulminante praticamente da bandeirola de canto -, Tricky “pôs as garras de fora” e fez mossa na baliza adversária e Sabino dava “show” em tabelinhas com Romano. A defesa estava descompensada mas aí foi a altura de Phillipe puxar dos galões e gritar bem alto o tradicional “Bamo lá caralho!”.

Para o final estava reservado o melhor. Perante uma defesa passiva, Phillipe Vieira simulou um passe, driblou um defesa para o interior da área e, quando já ninguém julgava possível, fulminou a baliza. Marcos gozava com Romano: “Ora diz agora que não há Deus lá em cima, porco”. E, de facto, o dia era de milagres: não só Phillipe viria a marcar de novo como, a poucos minutos do final, uma saída temerária de Teixeira resultaria num pontapé fortíssimo que… acabaria por entrar na baliza. Momento de glória, com a equipa a acorrer aos braços de Teixeira. E não bastou: momentos depois, o guardião coxeano – que exibição, que classe! – faria exactamente a mesma coisa, repetindo o golo a papel químico.

Os Coxos entraram na nova época com o pé direito, portanto. No final, o adversário, na figura de Paulo Paulos, elogiou/elogiaram a prestação coxeana, lamentando apenas o facto de grande parte da sua equipa se ter cortado à última da hora. Do lado Coxeano, o jogo serviu para mostrar que a equipa continua tão poderosa como sempre e que o passar dos anos não trouxe mais cabelos brancos e reumatismos mas apenas mais experiência e virilidade. A massa adepta, infelizmente, não pôde estar presente.

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Teixeira: 17 - O guarda-redes foi sempre uma peça importante n’Os Coxos. É um bom ‘portero’ que transmite confiança aos sectores mais avançados. Teixeira pode ter alguns problemas com os remates de longa distância, mas é capaz de cobrir o ângulo como poucos e tem bons reflexos, que lhe valem defesas que, parecendo muitas vezes banais a quem vê de fora, são importantíssimas, pois se lá puséssemos outro qualquer, veríamos que entravam três vezes mais golos. Quando a equipa estava entusiasmada à procura do 20º golo, Teixeira marcou um golo fenomenal de baliza a baliza, quando o guarda-redes adversário se encontrava no ataque, fechando a contagem da mesma forma. Os dois golos ficam para a história (já tinha, aliás, feito o mesmo num jogo contra o Rossas FC). Pena ninguém ter filmado…

Rui Rocha: 15 – Teve um bom desempenho, tirando várias vezes as medidas à baliza. Numa das vezes marcou mesmo um golaço, praticamente sem ângulo, num momento de rara beleza (marcaria mais três). Os seus petardos levaram sempre perigo e mostraram ao adversário que não podia descansar nem por um segundo. Acabou apenas por ser um pouco lento na defesa e apagou-se em alguns momentos. Não se deixou contagiar pelo quarto que habita em Lisboa e conseguiu evitar ser um monte de merda ao longo do jogo.

Carlos “Tricky” Ferreira: 16 – O ‘peludinho’ não é um jogador que vive de momentos mágicos (ainda que consiga tirar um coelho da cartola quando é preciso). É aquilo a que podemos chamar um “jogador útil”. Tem uma técnica razoável, um excelente remate, passe e visão de jogo bastante aceitáveis e regulares. Quando se está apertado no meio-campo adversário, basta levantar a cabeça para ver Tricky em boa posição para receber a bola. Quando a bola está a sair pela linha final, e não se sabe o que fazer, basta olhar para a área para ver Tricky a tentar ganhar posição para o remate. Quando se está apertado na defesa, basta pôr a bola na frente para que Tricky tentar ganhar a bola. Isto podia continuar com várias outras situações, mas passando à frente, Tricky foi um jogador importante na vitória, marcando golos, fazendo assistências e pondo a defesa contrária em sentido tal a sua facilidade de remate. Disse que não estava em forma mas a partida desmentiu-o.

Romano: 16 – Apesar de ter estado algo inconstante ao longo do jogo, Romano abriu o marcador de forma brilhante, num golo “à Bergkamp” e acabou por estar envolvido em boas jogadas dos Coxos, com bons passes e desmarcações. Se não se precipitasse tanto, poderia ser um bom nº 10; mas, quando joga como defesa mais atacante (o que não é tão comum quanto isso), pode dar muito a’Os Coxos. As participações na maratona do Porto têm servido para manter a forma.

Phillipe: 16 – Este domingo, Phillipe foi o capitão de que Os Coxos precisavam. Chamando a equipa à defesa, lendo bem os lances e limpando as bolas na defesa, foi um jogador importante para parar o futebol ofensivo dos Africans. Infelizmente, foi perdendo discernimento à medida que o jogo avançava, provavelmente porque o cansaço o fazia tirar cada vez menos os olhos da bola para ver o jogo (mesmo assim, não compremeteu seriamente a defesa). Acabou por ter dois momentos de antologia: ele, que é pouco atreito ao golo, devido a um fulgor físico que patenteia cada vez o passar dos anos, driblou um defesa e, perante estupefacção geral, fuzilou o guardião; para de seguida, isolado por um colega, ‘matar’ autenticamente Bruno Simões com um estouro ao ângulo. Além disso, foi ele a peça constante quando Romano se “esquecia” de defender e Sabino não tinha pernas para descer.

Marcos Sabino: 17 – Marcou 6 (!) golos, prova de que não perdeu a velocidade e imprevisibilidade que o caracterizam. Esteve diabólico, com fintas de todo o género, passes mortíferos e remates de todo o lado, tendo sido dos jogadores que mais correu, colocando muita pressão na defesa adversária. É pena que por vezes seja indisciplinado a defender, o que coloca problemas de marcação à equipa. Ainda assim, vale pela magia. É uma das referências do ataque d’Os Coxos. A barba não cresce nem por nada, mas os pezinhos estão a ganhar maturidade. Talvez seja de andar a mexer com lingerie negra de mulher (que tão atrevidamente tentou oferecer à namorada de um dos colegas de equipa).

Luís Miguel Romano: 20 – a nota vai, não pela exibição, mas pela estreia pel’Os Coxos, onde dignificou a camisola (do irmão). Foi ovacionado quando entrou e, tendo jogado cerca de 30 minutos (o jogo teve a duração de, aproximadamente, 2h15), conseguiu marcar um golo oportuno de cabeça, aparecendo ao segundo poste para desviar a bola para a baliza. Revelou empenho e, apesar de nem tudo lhe ter saído, mostrou as suas capacidades, esperando nova oportunidade para dar o seu contributo.

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Crónica escrita pelo jovem Luís Miguel Romano

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Último segundo dita empate entre Os Coxos e We Shall See

Fevereiro 14, 2009

Os Coxos não conseguiram levar novamente de vencida os We Shall See, quase um mês depois da inédita vitória sobre a equipa docentina. Seria o jogo que empataria a moca a duas partidas, mas os estudantes só se podem queixar de si mesmos, pois deixaram-se empatar no último segundo da partida. Alberto Sá abriu o livro e foi o homem do jogo, com três golos.

Pode-se dizer que a turma perneta não estudou a lição, pois dois dias antes a táctica foi discutida numa troca extensiva de e-mails. Com o ‘Capitão América’ de fora, devido à leccionação de inglês de rua, Os Coxos sabiam que iriam ganhar velocidade nas transições para o ataque, mas a defesa ficaria despida de poder físico e confronto. E aqui ficou resolvida a partida, mas deixemos para depois.

Com início de jogo retumbante, Os Coxos prometiam e muito. Num piscar de olhos, o marcador subiu até aos três golos sem resposta, deixando desnorteado o adversário. Pedro Romano inaugurou o marcador, ao concluir com engenho um passe de Rui Rocha. Minutos depois foi a vez de Pedro Romano servir, desta feita Carlos Tricky, que chuta fora de área sem hipóteses para o desamparado Joaquim Fidalgo. Seguiu-se depois um golo de antologia, por meio e obra de Marcos Sabino. Após desfazer-se de dois defesas e de sentar o guarda-redes, o número nove fica com a baliza à sua mercê e de letra chuta para o fundo das redes. Estava feita a conta de Deus.

Porém, como uma fénix renascida das cinzas, o We Shall See volta a acalentar esperanças num resultado favorável. Saído do banco, Alberto Sá, sem pedir licença a ninguém, reduz num ápice a desvantagem para a margem mínima. O trabalho informático foi notável em todos os sentidos: entrou no jogo quando a balança pendia claramente para Os Coxos, mas rapidamente foi equilibrada até começar a arriar no lado perneta; depois marcou dois portentosos golos, um deles através do método utilizado no râguebi, o de furar entre os homens. Faltou a’Os Coxos o poder de choque que Phillipe tão bem sabe fazer uso.

Empate no último segundo

Aproximação feita e renovado o ânimo, os docentes apinharam-se no ataque com o objectivo de chegar o mais rapidamente ao empate e aproveitar da melhor maneira o desgoverno perneta. Todavia, o lençol humano não serviu para cobrir todo o campo, deixando desvanecida a defesa por inúmeras vezes. Tricky, com um jogo esforçado e estóico, – importa referir que o peludo jogou meio tempo condicionado, depois de uma entrada ríspida sobre os seus pés – teve uma mão cheia de oportunidades para elevar a contagem para 4-2, mas o keeper Fidalgo adiou sempre o dilatar do resultado, ora com defesas inimagináveis ora com o recurso ao derrube do adversário dentro da grande área. Mas o árbitro fez olhos de toupeira e deixou seguir.

Quem não marca sofre, dizem os pensadores do futebol, e o desperdício coxeano poderia antever um desfecho semelhante. Porém, não foi o que aconteceu, e no seu melhor estilo, Tricky ganha com raça um bola divida no meio campo contrário e rematou inapelavelmente para o fundo das redes. Feito o 4-2, era hora de Os Coxos recolherem-se à defesa e aproveitarem para fazer rápidas deambulações à baliza oposta.

Como o fantasma nunca aparece uma só vez, voltou a sagacidade e impertinência de Alberto Sá, a partir de hoje considerado persona non grata nas hostes coxeanas. O falso lento remata cruzado entre dois defesas, Teixeira atira-se demasiado tarde à bola, e voltava a crença num bom resultado. E eis que no último segundo da partida chegou o golo do empate, para felicidade e regozijo de saltar aos céus dos jogadores do We Shall See e desapontamento e frustração de cair de joelhos no chão para os briosos Coxos. Golo do paulista Paulo Ranieri, após assistência do man of the match Alberto Sá.

O momento ficou eternizado com uma fotografia com o grupo todo reunido e que oportunamente pretendemos colocar no site.

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Teixeira: 13. Fez um jogo esforçado, o redes esteve sempre atento e foi sempre uma voz activa na manobra defensiva. Efectuou um punhado de boa defesas e não deixou entrar o frango da praxe. Porém, não foi capaz de fazer frente a um inspiradíssimo Alberto Sá e deixou passar, uma vez mais, um golo no último segundo da partida.

Romano: 13. Não foi a pedra sólida do meio-campo que todos lhe reconhecem, mas nunca deixou de estar presente nos momentos decisivos, ao marcou um golo de belo recorte e assistir para o primeiro tento de Tricky. O último passe não saiu com a eficácia pretendida, mas nunca perdeu nenhuma bola no meio-campo.

Rui: 13. Foi um jogo ingrato para el directore. Habitual suplente, desta vez titular, não conseguia conter todos os ataques adversários, especialmente aqueles que passavam por Alberto Sá. Apesar disso, impediu que o We Shall See gozasse plenamente de domínio territorial quando a perna coxeana estava a arquear. Os remates não tiveram, desta vez, a produção desejada.

Tricky: 14. Nível exibicional uns furos abaixo da sua média, o peludo teve uma prestação estóica e muito esforçada, dada as condições ou falta delas quando o relógio apontava a meia hora de jogo. Marcou dois golos e fartou-se de rematar, mesmo quando o que se lhe pedia era o passe ao colega melhor posicionado. Foi ainda derrubado dentro da área por Fidalgo.

Sabino: 13. Já consegue aguentar um hora intensa de jogo, o que se revelou um aspecto positivo neste jogo, dado não haver suplentes de uma só perna. Com o golo de letra que marcou, a pontuação do terrível número nove seria maior, naturalmente. Todavia, faltou a capacidade de desiquilíbrio e de decisão que fazem dele um matador temível.

PS. A ingrata tarefa de classificação e avaliação dos elementos da equipa adversária fica ao cargo dos mesmos.

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Coxos em alta derrotam We Shall See em dia não

Janeiro 17, 2009

À terceira foi mesmo de vez. Naquele que foi o terceiro embate entre colossos do futsal universitário, os Coxos derrotaram o We Shall See por 5-2, num jogo mais disputado do que o resultado final leva a crer e em que o factor casa foi determinante.

Depois de duas deslocações ao terreno do adversário, marcadas por outras tantas derrotas, os Coxos receberam o seu grande rival e registaram uma vitória na partida que marcou o regresso da formação perneta à vida activa.

Após mais de seis meses de paragem, a formação Coxeana apresentou-se em campo com um cinco em que a grande novidade foi a ausência do avançado Sabino. Retido no balneário para cumprir os seus rituais religiosos, Marcos perdeu o início da partida, sendo substituído por Rui “Il Directore” Rocha.

Assim, o Império Coxeano regressou aos palcos com o titularíssimo Alberto Teixeira na baliza, o capitão Phillipe Vieira e Rui Rocha a segurar a defesa, Pedro Romano a fazer a ligação entre os dois sectores e Carlos “Tricky” Ferreira em cunha no ataque.

Do outro lado, estava uma formação experiente que, com as ausências de Manuel Pinto, Moisés Martins e Fernando Jesus, apresentou um cinco inicial onde o principal objectivo era segurar o ataque Coxeano e explorar a velocidade e sagacidade do engenheiro do golo, Pedro Portela.

Joaquim Fidalgo segurou as redes do We Shall See, guarnecido por uma defesa de respeito, composta por António Ovídio e Luís Santos, que se encarregava não só de tarefas defensivas como de explorar o ataque pelo lado direito. Alberto Sá era uma seta apontada na esquerda e Portela a referência maior de todo o jogo ofensivo do We Shall See.

Com as equipas em campo, o jogo pôde começar, para gáudio dos fãs que lotaram o Complexo Desportivo Coxeano numa bela tarde de sol, em que a chuva deu tréguas e os termómetros subiram apenas para ver os Coxos jogar. E a bola começou a rolar.

Desde o apito inicial, os Coxos fizeram-se valer do seu estatuto de equipa visitada, levando o jogo para a área do adversário que, sem velocidade para conseguir competir com a Nação, passou a operar num defensivo 3X1, deixando Portela à sua sorte. Reparando que os Coxos estavam a defender com dois homens apenas para um adversário, o treinador da Nação soltou Phillipe pela direita, fazendo o capitão as função de elo entre a defesa e o ataque, libertando Romano para ajudar Tricky no ataque.

A nuance táctica introduzida pelos Coxos resultou, criando a equipa perneta mais oportunidades de golo e levando o perigo à área do We Shall See. Porém, também deixava a defensa mais descoberta e num lance em que Luís Santos conseguiu fazer a bola chegar a Pedro Portela, este rodou sobre Rui e fulminou Alberto Teixeira, marcando o primeiro golo da partida e lançando a surpresa sobre o recinto de jogo. Os Coxos estavam em desvantagem.

Porém, a equipa não esmoreceu e insistindo na sua abordagem mais ofensiva do jogo conseguiu rapidamente chegar ao empate. Fechando as linhas de passe ainda na zona defensiva do adversário, Phillipe conseguiu interceptar um passe de Joaquim Fidalgo, assistindo em seguida Tricky para este fazer um belo chapéu que restabeleceu a igualdade e a justiça no marcador.

Os valentes professores do ICS sentiram bastante o golo do empate, perdendo alguma da sua eficácia nos contra-ataques e permitindo aos Coxos colocar os quatro homens no ataque. Não foi por isso muito surpreendente que pouco depois do empate, Rui Rocha em remate de fora da área tivesse feito o segundo golo para os Coxos, num tiro cheio de intenção com o pé esquerdo – aquele que é excepcionalmente mais fraco.

Este golo teve o condão de espicaçar o adversário, lançando o We Shall See à procura do empate e colocando os Coxos numa posição de maior expectativa. Foi nesta altura que começou a aparecer Alberto Sá, um raçudo e insistente ponta-esquerda que prometia muito trabalho aos defensores Coxeanos.

Por mais do que uma vez, Portela, Ovídio e Alberto visaram a baliza Coxeana. Porém, Alberto Teixeira esteve sempre irrepreensível, não permitindo grandes veleidades ao adversário. Entretanto, já com Marcos Sabino em campo, era a vez de os Coxos explorarem o contra-ataque, guiado ora por Sabino, ora por Tricky. No entanto, tal como Teixeira na outra baliza, Fidalgo ia adiando o terceiro golo d’Os Coxos. A grande questão passava por saber até quando tal seria possível.

E foi aí que o Filho de Deus desceu ao Pavilhão. Fernando de Jesus chegou equipado ao terreno de jogo, aqueceu, entrou para o lugar do esgotado Luís Santos e começou a colocar em polvorosa a defesa Coxeana. Ora pela esquerda, ora (preferencialmente) pela direita, Fernando era uma seta apontada a Teixeira, que não se tinha esquecido dos golos sofridos nas duas últimas partidas em casa do We Shall See.

Mas, à equipa que equipou de cinzento faltava maior capacidade física para concretizar as oportunidades criadas, situação que não acontecia com os Coxos que, em dois rápidos contra-ataques, marcaram dois golos. Primeiro, Marcos fez o 3-1, depois de uma bola aliviada na defesa, Sabino correu todo o meio campo do adversário e apenas com o guarda-redes pela frente não teve problemas em fazer o seu primeiro golo da tarde.

Tricky, aproveitando uma recuperação de bola no ataque, conduziu a jogada pelo lado direito, flectiu um pouco e fez com calma e classe o quarto golo da equipa Coxa. Foi, também, por esta altura que o We Shall See colocou Alberto Sá na baliza, libertando Joaquim Fidalgo para ocupar terrenos mais ofensivos, situação que criou alguma estranheza n’Os Coxos que, durante alguns instantes, parecerem incapazes de aguentar a segunda vaga do ataque do We Shall See.

A equipa liderada por Luís Santos acabaria mesmo por fazer o segundo golo. Num lance em que saltou a lente dos óculos de Fidaglo, após choque com Tricky, o We Shall See avançou para um rápido contra-ataque culminado com o golo de um dos seus elementos – este cronista ficou retido a presenciar a assistência técnica prestada aos óculos do professor Fidalgo, apenas especulando que o golo terá sido da autoria de Fernando de Jesus. Em frente.

Com o árbitro já com o apito na boca, ainda houve tempo para o capitão Phillipe molhar a sua colher, fugindo à marcação imposta pela defesa contrária e finalizando uma interessante movimentação ofensiva da equipa de uma só perna. A bola, que passou por entre as pernas de Alberto Sá, apenas parou no fundo das malhas da baliza do We Shall See. Em seguida, a partida terminou e os Coxos fizeram história: na primeira partida entre ambas as equipas no recinto Coxeana, a formação treinada por Pedro Romano levou a melhor, vencendo por claros 5-2.

Uma palavra de apreço para os adversários do Império Coxeano, que se bateram valentemente e tiveram várias oportunidades para empatar o jogo – enquanto a diferença entre ambas as formações foi mínima. Nos balneários, onde reinou a boa disposição e a troca de galhardetes entre os atletas, ficou apalavrada a realização de nova partida. O Mundo aguarda com expectativa.

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Teixeira: 15. Numa partida ingrata para qualquer guarda-redes, devido ao pouco trabalho, Teixeira notabilizou-se por resolver bem todos os lances com que se deparou. Apesar de a maior parte dos remates terem tido como destino as malhas laterais da baliza, a verdade é que Teixeira ainda teve de se estirar algumas vezes e protagonizar algumas saídas arriscadas, como aquela em que acabou por atingir em falta o Filho de Deus. Adivinha-se castigo divino… Seguro.

Rui: 15. Uma das melhores partidas do número 10 que ontem foi o número “?”. Seguro a defender, arriscou algumas aventuras no ataque e chegou mesmo a apontar um golo. Não comprometeu em nenhuma fase da partida – uma inovação no jogo de Rui – e durante largos minutos chegou a chegar sozinho para o ataque adversário. Activo.

Phillipe: 15. Muito se tinha especulado acerca da condição física do capitão. Depois dos meses em Carnaxide, estava na hora de mostrar que o plano de reabilitação física encetado desde o regresso ao Norte tem dado frutos. E, de facto, Phillipe apresentou-se numa óptima condição física, conseguindo fazer todo o corredor direito e ligando a defesa ao ataque. Marcou um golo, fez uma assistência, enviou uma bola ao poste, permitiu uma grande defesa a Alberto Sá e quando teve de defender nunca comprometeu. Algumas intercepções interessantes no ataque. Fundamental.

Romano: 15. Toda a gente sabe que almoçar todos os dias no Pingo Doce dos Restauradores não dá nem saúde, nem faz crescer. Romano não está na melhor forma física, mas continua a trata a bola por tu e não perdeu o jeito para as suas características reviengas e fintinhas. Boa visão de jogo, foi o responsável por algumas movimentações interessantes do ataque Coxeano. Importante no equilíbrio táctico do jogo, mostrou que no Diário Económico FC tem aprendido a dosear o esforço. Nove horas de trabalho não é para todos. Brioso.

Tricky: 15. El animale, o peludinho, o homem que trocou as gangas pela bombazina, esteve ao seu nível. Raçudo em campo, Trciky não deu descanso a António Ovídio, sendo sempre uma seta apontada à baliza de Joaquim Fidalgo. Apesar de estar algo preso de movimentos, foi o jogador que falhou menos passes e acertou mais vezes na baliza. Dois golos coroaram uma exibição cheia de aspectos positivos. Irrepreensível.

Sabino: 15. O avançado com um só pulmão começou o jogo no banco, depois de se ter atrasado no balneário a rezar uma Avé Maria por cada site pornográfico consultado na véspera. Marcos continua rápido, incisivo sobre a baliza adversária e a procurar inspiração no Pro Evolution Soccer. Virando-se para um lado, virando-se para o outro, é sempre difícil parar Sabino, ainda para mais quando com uma bota de cada cor ele está inspirado e cheio de vontade de dar show. Continua a ser um elemento preponderante na manobra Coxeana. Indispensável.

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Devido ao espírito nobre do adversário e ao mútuo respeito institucional, os Coxos também vão fazer a avaliação individual de cada membro do We Shall See.

Joaquim Fidalgo: 14. Os genes de bom guarda-redes estão na família e Joaquim voltou a mostrar porquê durante a tarde de ontem. Uma mão-cheia de belíssimas paradas foi suficiente para ir adiando o golo Coxeano e manter a sua equipa na partida. Depois, fora da baliza, revelou bom sentido de orientação. Convincente.

António Ovídio: 14. O rochedo da defesa do We Shall See era também o principal responsável pela distribuição táctica da equipa. Uma boa visão de jogo e uma capacidade para interpretar o jogo acima da média fazem dele um adversário de respeito. Intrépido.

Luís Santos: 13. Apesar de estar envolvido no lance do primeiro golo do We Shall See, Luís Santos nunca esteve no nível a que já nos habituou. Porventura, receoso por nova lesão no tornozelo, evitou o despique directo e não rompeu pelo ataque as vezes que a equipa precisava. Foi também o primeiro a sair, dando lugar a Fernando de Jesus. Depois teve de levar os filhos à bola. Esforçado.

Alberto Sá: 14. Vimaranense de gema, provou a Manuel Cajuda que ainda há bons jogadores em Guimarães – apesar de ser difícil encontrá-los. Activo pelo lado esquerdo do ataque, não deu descanso quer a Phillipe, quer a Rui. Sempre a bom nível, Alberto Sá necessitaria, talvez, de mais tranquilidade na hora da decisão, falhando algumas assistências de morte e perdendo alguns remates pela linha de fundo. Guerreiro.

Pedro Portela: 15. O engenheiro das Ciências Sociais esteve em belo plano, marcando um dos golos mais bonitos da partida quando, já quase sem ângulo, fuzilou Alberto Teixeira. Não teve receio de ir à luta com Rui ou Phillipe, mostrando soluções no 1X1. Finalizador nato, ficamos a pensar no que teria acontecido se tivesse tido mais bola. Dinâmico.

Fernando de Jesus: 13. O Filho de Deus chegou pouco depois da meia hora de jogo, mas ainda teve tempo para deambular pela linha e procurar criar o pânico na equipa Coxa. Com ele em campo o We Shall See ganha poder de ataque, mas perde algum esclarecimento na altura de movimentar a bola e segurança defensiva. Ainda assim, uma clara mais-valia. Abençoado.

n.d.r.: O vídeo com o resumo da partida será em breve publicado.

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Vem aí a desforra do século!

Janeiro 14, 2009

Está confirmado. Os Coxos regressam esta sexta-feira aos palcos. Em formato “One Night Only”, a equipa perneta volta a pisar os terrenos da Universidade do Minho, passeando a sua classe e elegância pelo recinto desportivo do Campus universitário de Gualtar.

E, para abrilhantar ainda mais o regresso do Império Coxeano, o adversário de sexta-feira é o We Shall See FC, equipa composta por docentes do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho.

Será a terceira vez que Coxos e We Shall See medem forças. As outras duas, disputadas no terreno do adversário, redundaram em duas derrotas para a Nação Coxeana. Porém, desta vez, a jogar em casa e com o forte apoio da massa adepta, os Coxos estão confiantes e esperançados na vitória.

O capitão da equipa Coxeana, Phillipe Vieira, confirma a vontade de vencer da equipa de uma só perna: “estamos confiantes. Passámos os últimos meses envolvidos em projectos individuais, mas estamos agora totalmente concentrados e cheios de vontade de conseguir mais esta vitória para os Coxos”.

Sobre o regresso da equipa Coxa, Phillipe Vieira revela ser um “prazer” voltar a reunir-se com os seus colegas Coxos depois de “tantos meses de afastamento”. “Já não vejo o Tricky há muitos meses. Será que ela ainda passeia todo aquele pelo? Não sei, não sei… mas tenho a certeza de que vai ser uma alegria voltar a jogar com toda aquela rapaziada”, declarou o capitão.

Depois de uma experiência “positiva” na equipa de futebol de sete da SIC Carnaxide FC, Phillipe revela ser “bastante importante” regressar a uma casa que bem conhece, ressaltando o facto de ter sentido saudades do “calor do balneário Coxeano” durante o tempo em que esteve no Norte de África.

Porém, nem tudo são boas notícias. O treinador e sub-capitão da equipa, Pedro Romano, ainda não regressou em definitivo aos Coxos, mantendo-se emprestado ao Diário Económico CF até ao final de Maio. O estratega Coxo manifesta-se “excitado” com a perspectiva de voltar a jogar com a camisola cinco nas costas: “Depois de tantos meses a almoçar no Pingo Doce, vai saber bem comer uma refeição quente em Braga. Estou faminto. Esfomeado. Quero marcar muitos golos para saciar esta fome. O guarda-redes do We Shall See que tenha cuidado”, contou o craque Coxo que.

De outro lado do campo, vai estar uma equipa experiente e matreira. Disso mesmo deu conta Rui Rocha, o jogador que veste a camisola dez dos Coxos e que tem passado os últimos meses a treinar-se com a equipa do FC CECS.

“Ao longo destes meses, pude estudar as técnicas dos jogadores do We Shall See. As reviengas do Pedro Portela, as manhas do Alberto Sá, os sprints do Luís Santos e a força de impulsão de Joaquim Fidalgo. São uma equipa muito matreira que nos pode causar problemas. Mas, jogamos em casa e temos confiança em nós”, afirmou o pé canhão da equipa perneta.

O We Shall See não vai poder contar com Fernando Jesus. O Filho de Deus tem outros compromissos desportivos e não vai poder dar o seu contributo. Também o guarda-redes Manuel Pinto pode falhar a partida. O antigo guardião do Paredes vai estar a gravar um anúncio publicitário e poderá não chegar a tempo de disputar o jogo no Pavilhão Desportivo.

Quem vai marcar presença é Berto, o líder da claque dos Coxos que deixa o apelo aos adeptos: “vamos todos apoiar a equipa. É desta que vamos ganhar ao We Shall See e fazer a festa. Conto com todos vocês. Quem não for, vai levar nos c*rnos!!!”, disse o adepto Coxeano. 

O jogo está marcado para as 17 horas de sexta-feira, dia 16 de Janeiro. A partida vai ter lugar no Pavilhão da Universidade do Minho, Campus de Gualtar, casa d’Os Coxos Futebol Clube.

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O Regresso

Janeiro 9, 2009

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Golo de último minuto dita derrota coxeana no último jogo da história perneta

Junho 30, 2008

Foi num golo dramático que acabou o longo e glorioso trajecto coxeano. Depois de terem estado a ganhar por 5-2, os jogadores vermelhos consentiram o empate e, no último minuto, perderam uma bola que ditou a sorte do jogo. A despedida dos valorosos jogadores, que marcaram uma época na Universidade do Minho, não sai, contudo beliscada. E, em jogo de amigos – Os Coxos defrontaram os Amigos dos Coxos -, Teixeira, o guarda-redes, entrou para o livro de recordes ao marcar dois golos. Memorável.

O jogo começou com formações bastante particulares. Do lado dos Amigos dos Coxos – formação de homenagem que integrou bastantes jogadores – jogaram Mustapha Zé, Ibrahim Ricky e Hey Abeel (os três do Rossas FC), Esquilo (Rodovia FC), Sr. Funcionário (dos SASUM FC) e Bruno Simões (Atoladinhos FC – não apareceu mas jogou tanto quanto nos jogos em que aparece). Pel’Os Coxos alinharam Teixeira, Romano, Sabino, Rui Rocha e Bola de Fogo, o mítico avançado dos Atoladinhos que Os Coxos tiveram a honra de apadrinhar no seu ano de caloiro.

E o jogo até começou bem para Os Coxos. Teixeira, o guarda-redes, foi à frente facturar em belo lance individual. O Amigos dos Coxos fez o empate mas o guardião, não satisfeito com o facto de inscrever pela primeira vez o seu nome na estatísticas oficiais, chutou de baliza a baliza, fazendo um chapéu ao adversário, que se deixou ludibriar pela simulação de Romano. Manhã em cheio para o keeper coxeano.

Foi com natural facilidade que Os Coxos chegaram, depois, ao 5-2. Bola de Fogo, sempre muito interventivo e a revelar grandes qualidades técnicas – quanta ajuda teria dado a’Os Coxos caso tivesse assinado contrato… – coordenava o ataque, Rui chutava de longe, Romano fechava a defesa e Sabino era uma seta apontada à baliza adversária. Sabino fez, aliás, dois dos três golos seguintes (Romano marcou o outro), um dos quais de pura classe, ’sentando’, com uma finta à Figo, Mustapha Zé, e chutando de pé esquerdo para o golo.

Era o melhor período d’Os Coxos mas o adversário, liderado por Mustapha Zé, soube ripostar. E, em poucos minutos, aproveitou vários erros defensivos para chegar ao 6-5. O campo parecia cada vez mais largo e Os Coxos, sem Tricky e Phillipe, estavam a abrir demasiadas brechas.

Mas, mais uma vez, foi a vez de Sabino. Depois de muitos remates – três dos quais ao poste – o elegante avançado marcou de novo, dedicando o golo à noiva Helena. O jogo estava relançado e por puro azar Rui não fez o 7-6 num remate forte que apenas a intervenção preciosa de um defesa evitou que fosse para golo.

Com o relógio a chegar ao fim, determinou-se que quem marcasse ganhava. E, num contra-ataque, Romano meteu no afilhado Bola de Fogo e este, com três para um, optou pela finta. Perdeu a bola e… golo do adversário. Um erro que, contudo, não tira mérito à sua exibição personalizada.

Os Coxos fizeram, assim, o último jogo da sua história, pelo menos enquanto equipa oficialmente minhota. Apesar da derrota, a equipa terminou a sua carreira académica com uma boa exibição, com uma sentida homenagem ao afilhado Bola de Fogo e com um merecido prémio (dois golos) a um guarda-redes que foi, desde há três anos, a figura de referência da Equipa Perneta. E agora, olhem, vamos à nossa vida!

Longa vida a’Os Coxos! 

Teixeira: 18 – Boa exibição na baliza – sem culpas nos golos – mas não é por isso que repete o 18. A nota deve-se aos seus dois golos, um dos quais de trás do meio campo. Num dia especial, o guarda-redes marcou a diferença e saiu em braços. Merecido. m

Rui Rocha: 11 – Defensivamente esteve pouco concentrado, já com a cabeça na Reuters FC. Ofensivamente, o seu remate forte nunca lhe saiu bem. Ainda assim, muito esforço e raça. Rui acaba a carreira como uma opção válida, depois de em dois anos terem sido colocadas em causa as suas qualidades. El directore só não conseguiu marcar na despedida.

Hugo Pires «Bola de Fogo»: 16 – Grande exibição. Apesar de não ter marcado, foi sempre rápido a atacar e lesto a passar a bola. Foi, sobretudo, capaz de desempenhar uma função que sempre esteve em falta n’Os Coxos: o de condutor de jogo, passando a bola com segurança e criando linhas de passe. A nota só não é mais alta devido ao erro no último minuto. O afilhado prestou homenagem aos padrinhos e os padrinhos prestaram homenagem ao afilhado.

Pedro Romano: 14 – Marcou um golo e deu outro a marcar. Muita raça e consistência foram aquilo que o número 5 deu a’Os Coxos no dia da despedida. Apesar de não ser o Romano de há dois ou três anos – duas lesões musculares, uma lesão no osso do pé e um problema grave de costas tiraram-lhe velocidade, capacidade física e mobilidade -, Romano encerra a sua carreira coxeana com a cabeça levantada e com a certeza de ter dado tudo o que tinha à equipa vermelha. Determinado.

Marcos Sabino: 17 – Grande jogo do avançado de um só pulmão. Em momento de grande forma, o belo ponta-de-lança jogou e fez jogar, defendeu e atacou e ainda marcou três golos, um deles num contra-ataque magistralmente conduzido. O famoso Bino acaba assim a carreira com a bela lembrança de ter marcado o último golo d’Os Coxos, e em primeiro lugar na lista de marcadores. Em quatro anos, Sabino cresceu muito, pode-se dizer. Os relvados vão sentir a sua falta.

 

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Vídeos do II Jogo Os Coxos x We Shall See Football

Junho 29, 2008

E aqui estão, finalmente, os vídeos da partida que opôs Os Coxos à poderosa formação dos We Shall See Football. O vídeo serviu também para confirmar que o resultado foi mesmo de 12-8 (com tanto golo, ficámos com dúvidas). Quanto aos marcadores, eles foram, pel’Os Coxos, Sabino (4), Romano (2) e Phillipe (2); e, pelos We Shall See Football, Tiago Alves (5 – um deles a meias com Sabino), Portela (4 - com a ajuda de Romano no segundo), Fernando Jesus (2 – Sabino também deu uma ajudinha no primeiro…) e Miguel Bandeira. Quando ao flash interview, adiantamos já que aquele senhor lá do fundo é mesmo o Joaquim Fidalgo fundador do Público…  

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Primeira parte:

 

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Segunda parte:

 

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Flash-interview:

 

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We Shall See superiorizam-se e batem Os Coxos na segunda mão

Junho 27, 2008

As expectativas eram elevadas depois do jogo do ano passado (que terminou com um 12-11 para a equipa dos docentes) mas o cansaço de alguns elementos, a desinspiração momentânea e uma grande falta de sorte acabaram por ditar nova derrota d’Os Coxos frente à equipa We Shall See Football, composta por professores do Instituto de Ciências Sociais. O 12-8 acaba por premiar a eficácia do We Shall See. Quando os Os Coxos quiserem dar uma lição de futebol, os adversários mostraram por que é que são eles os professores.

Ainda assim, o jogo até não começou mal. A extravagância de Joaquim Fidalgo – cabelos ondulados a esvoaçar no ar – custou caro ao We Shall See, que nos primeiros minutos já tinha sofrido um golo, por um remate de muito longe de Marcos Sabino – Fidalgo ficou a ver navios. Se passar a Jornalismo fosse assim tão fácil, até o Rui Afonso já teria concluído a cadeira. 

Mas quem pensava que a equipa de uma só perna tinha a tarefa facilitada depressa se desenganou. O adversário fez o empate e de imediato deu a entender que estava ali para discutir o resultado. Tiago Alves pegou no jogo e libertou-se das amarras (e da t-shirts…), Fernando Jesus acordou, Portela mostrou de que matéria é feito. Infelizmente, o irrequieto Fidalgo continuava a fazer das suas e o jogo rapidamente voltava a inclinar-se para o lado dos alunos: 3-2 para Os Coxos, e até Phillipe já tinha marcado…

A mudança veio, ironicamente, do próprio Fidalgo. Bastou o antigo jornalista acertar com as movimentações na baliza e logo Os Coxos passaram a ter mais dificuldades em chegar ao golo. Os docentes aproveitaram. Fernando Jesus imprimiu velocidade ao jogo (grande túnel fez a Phillipe Vieira…) e Portela e Alves fizeram as despesas da casa na frente de ataque. Rapidamente o jogo estava virado, e o 5-4 premiava a atitude da equipa docentina. Alberto Sá desempenhou um papel fundamental: desde a sua saída que a bola circulava com muito mais fluência.

Os Coxos não souberam reagir e deixaram-se embrenhar na teia do We Shall See. Com Tricky longe da baliza, Sabino e Romano perdulários e Phillipe já a pensar no estágio, foi mesmo Teixeira a evitar males maiores. Os docentes ganhavam ressaltos e tinham sorte nas bolas paradas mas a verdade é que, de uma forma ou de outra, chegavam à área. Teixeira foi um gigante mas, ainda assim, não foi suficiente – e, passado algum tempo, o marcador já apontava 8-5 para os professores. «Juro que não percebo por que é que insistem em filmar os jogos», sussurrava Fernando Jesus a António Ovídeo.

Os Coxos ainda deram réplica – chegaram ao 8-7 – mas foi nessa altura que Fernando Jesus foi à baliza. O cattenattio docentino estava completo: Fidalgo a fazer carrinhos a torto e a direito, impedindo os dribles de Romano e Sabino – o craque do ICS estava eufórico com a sua prestação – Miguel Bandeira a cortar as linhas de passe e António Ovídeo a impor respeito no corpo-a-corpo. Quando as bolas chegavam à baliza, Fernando Jesus mostrava a sua raça e não tardava em pôr a bola a na frente. Conclusão lógica: 10-6 e os coxeanos a ponderarem seriamente a possibilidade de chumbarem de ano de propósito, a ver se não saiam da Universidade sob o signo da derrota pesada.

Os Coxos foram ao fundo do poço buscar energias e ainda conseguiram chegar ao 10-8, aproveitando-se de algum cansaço dos docentes (Portela disse que não tinha comido nada antes do jogo, culpando a falta de subsídios de Natal na UM pela má condição – «Em época de vacas magras temos de poupar…», disse).

O jogo acabou em 12-8, com os docentes em alegre confranternização com os ex-alunos. Alguns esqueceram-se da posição institucional que ocupam e cometeram alguns excessos pouco recomendáveis. Os docentes assumiram ainda os encargos pelo aluguer do campo, numa atitude bonita que os alunos não esquecerão. «Espero que com os 3,5€ poupados aquele Sabino possa comprar um champô e um sabonete em condições», justificou-se, enigmaticamente, Pedro Portela.

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Notas d’Os Coxos:

Teixeira: 18 – Exibição fenomenal do guardião. Apesar de não estar isento de culpas num ou dois golos, teve momentos de puro brilhantismo, defendendo três ou quatro remates à queima seguidos, alguns dos quais golos feitos. O 18 premeia a coragem, os reflexos e a qualidade das suas defesas frente aos ex-professores. Em quatro anos, foi a única vez que os professores lhe valeram alguma coisa acima de um 12.

Phillipe Vieira: 13 – O capitão não esteve mal, mas também não esteve particularmente inspirado. Ainda assim, marcou dois bons golos e limpou bem a defesa (certamente a praticar para a limpeza das casas de banho que terá de fazer durante o estágio na SIC). Gritou muito com os colegas, especialmente com Romano, chegando a dizer que este se estava a esforçar ainda menos do que no trabalho de grupo para Sociologia das Fontes.

Pedro Romano: 12 – Não começou mal, e até marcou dois golos, mas com o passar do tempo notou-se que o jogo de uma hora e meia durante a manhã se fez sentir nas suas pernas. Depois revelou algumas fintas desnecessárias, que tiveram como único ponto positivo terem oferecido ao público um verdadeiro recital de música rítmica, tocado a meias entre as suas caneleiras e a biqueira da bota de António Ovídeo. O bigode com que apareceu em campo não foi talismã.

Marcos Sabino: 14 – Veloz, conseguiu marcar três bons golos e fazer algumas assistências. Apesar de só ter um pulmão, usou-o bem, e apenas por manifesta má sorte não fez o empate (grande defesa de Fernando Jesus). Contudo, o jogo de manhã também o cansou e no final do jogo já pouco corria. Continuou a espalhar perfume pelo campo mas, por essa altura, o cheiro era outro.

Carlos Ferreira «Tricky»: 12 – O Animal dos Coxos começou na defesa, o que lhe tolheu os movimentos, e nunca se aventurou no ataque. Esteve sempre certo nos passes e forte no sector defensivo, mas não marcou nenhum golo, o que é manifestamente pouco para aquilo a que tem habituado os adeptos. Ainda assim, o peludinho encarou sempre os docentes de igual para igual. Afinal de contas, já tem o grau de Mestre.

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Notas dos We Shall See Football:

Joaquim Fidalgo: 16 – O professor de Jornalismo iniciou a partida à baliza e, depois de alguns golos consentidos, começou a acertar com os golpes de vista, tendo inclusive sido de suma importância na altura de maior assédio coxeano (a dada altura, chegou a impedir a marcação de um canto à maneira curta enquanto estava fora da baliza – «Ó Portela, que se lixe a Ética», terá dito). Quando foi à frente revelou-se um jogador tecnicamente pouco evoluído mas extremamente voluntarioso, a fazer lembrar Gattuso, da Itália/AC Milan. A rigidez que patenteia durante as aulas foi trocada pela flexibilidade das pernas em inúmeros carrinhos que cortaram perigosos contra-ataques.

António Ovídeo: 13 – Ovídeo limpou a sua área da mesma forma que limpa o laboratório de Jornalismo quando passa da hora de saída: com violência. Agressivo e fisicamente disponível, o Marco Materazzi dos We Shall See Football sacrificou a inspiração à transpiração e soube sempre fechar as portas da sua defesa. As marcas que, dizem as más línguas, deixou nos corações da assistência feminina só são superadas pelas marcas que deixou nas pernas dos adversários.

Tiago Alves: 14 – O reforço de última hora esteve sempre activo, quer na defesa quer no ataque, e conseguiu levar o perigo às redes coxeanas. Um verdadeiro Box-to-Box, a Voz da Rádio impôs presença na defesa e usou a pujante aparelho vocal para mimosear a mãe de Pedro Romano quando este lhe fez um túnel. Revelou também grande inteligência táctica ao retirar a camisola no início da partida; primeiro, porque, dada a quantidade de transpiração, os defesas evitavam a marcação homem-a-homem, o que lhe valeu pelo menos dois golos; segundo, porque impôs ao respeito ao mostrar que pelo menos numa característica é igual ao melhor jogador coxeano, Tricky: no felpudo tapete de pêlos que lhe adorna a barriga.

Fernando Jesus: 16 – O pé esquerdo milagroso (não fosse ele o Filho de Deus) fez menos estragos do que no jogo do ano passado, mas Fernando Jesus foi, de novo, um peso pesado dos We Shall See. Competente no sector recuado e rápido no sector ofensivo, foi o maior responsável pela transição defesa-ataque da sua equipa, mostrando que, em futebol, o tamanho não conta. Quando foi à baliza demonstrou também muita atenção e reflexos, fazendo um punhado de boas defesas. Se antes foi Roberto Carlos, ontem foi Robben.

Pedro Portela: 15 – O Lampard dos We Shall See: remate poderoso, técnica evoluída e simplicidade de processos. Jogou em várias posições, o que atesta bem a sua polivalência (algo que, de resto, já tinha revelado a nível académico: tanto chumba caloiros em Métodos como mestrandos em Rádio). No final, congratulou-se por ter descoberto uma actividade em que os seus alunos conseguem ser ainda piores do que nos testes de Métodos de Investigação.

Alberto Sá: 12 – O falso lento trocou o Linux pelo Windows e as consequências não se fizeram esperar: poucos minutos depois de ter arrancado, Alberto Sá já tinha crashado. Enquanto esteve em campo, nunca conseguiu realmente entrar em jogo, tendo revelado algum excesso de confiança que se traduziu em muitas bolas perdidas. Ainda assim, torceu muito pela equipa enquanto esteve de fora, o que justifica a nota positiva. Isso e o facto de o autor destas linhas ainda não ter completado a cadeira de Informática e Telecomunicações.

Miguel Bandeira: 14 – O Davids (jogou de óculos) do We Shall See foi dos mais aplaudidos pela bancada. Certinho e com bom passe, foi de grande importância para assegurar a estabilidade da equipa. Apenas deixou algo a desejar no capítulo da finta, e aí encarnou notavelmente a figura de Moisés Martins: quando pegava na bola começava a dar voltas e mais voltas e no final ninguém percebia muito bem qual era a ideia…

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NDE: Aguardem mais novidades. O vídeo do jogo será publicado no próximo sábado.

 

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Coxos despedem-se do pavilhão com vitória gloriosa

Junho 26, 2008

Em dia de jornada dupla (Os Coxos começaram o dia com um jogo contra os Atoladinhos remendados e têm, mais tarde, o jogo de desforra contra a poderosíssima equipa We Shall See Football), a equipa perneta fez uma despedida condigna do pavilhão universitário. Sem Rui, Phillipe e Tricky, coube a Zé Pedro (empréstimo do Rossas FC por um dia) e a Paulo Paulos (o africano aceitou fazer um jogo por uma equipa com menos centímetros de pénis) levarem a claque ao delírio, com um 11-9 que premeia a furtividade e garra dos jogadores de uma só perna.

Do outro lado, os Atoladinhos apresentaram uma equipa muito particular. Xu e Bola de Fogo serviam a dupla atacante Bruno Simões e Alexandre Carvalho, e Ricardino ora ia à baliza ora trocava com o senhor-do-pavilhão-mas-o-mais-alto-que-o-sr.-Pinto. E foi pelos pés de Ricardino – à altura a jogar provisoriamente pelos Coxos, enquanto Paulo levava os outros dois Paulos à casa de banho para vomitar a bebida da noite anterior – que Os Coxos chegaram à vantagem. 

Minutos depois, Sabino, muito activo, levava o marcador aos 2-0. Mas os Atoladinhos, aguerridos, chegaram, através de Sousa Carvalho e de Ricardino, ao empate. Os Coxos marcaram por Zé mas rapidamente Bruno Simões pôs o resultado em 3-3. E, a partir daí, o jogo foi bastante disputado: Alex jogava bem de costas para a baliza, Bola de Fogo era uma seta apontada à baliza, Xu superiorizava-se ao ataque vermelho, Ricardino era um poço de força (embora pouco esclarecido no ataque) e Bruno Simões trabalhava imenso em todo o campo.

Apenas através de muito suor e empenho Os Coxos se adiantaram no marcador. Zé assumiu as despesas do jogo e Sabino e Paulo Paulos atacaram com todas as forças. Um, dois, três, e Os Coxos chegavam ao 6-3. Em poucos minutos houve mais quatro golos – dois para cada lado -, numa altura em que Teixeira já fazia das suas na frente.

Com o resultado em 8-5, Zé teve de ir ministrar uma aula, deixando os valorosos coxeanos a jogar com menos um. Até ao final decorreria ainda quase meia hora de jogo, com Romano muito trabalhador e Paulo Paulos e Sabino afoitos no contra-ataque. Quando o jogo chegou aos 9-8, combinou-se que o vencedor seria o primeiro a chegar aos dez (má contagem, porque nessa altura o jogo estava, efectivamente, a 10-8, soube-se pelo vídeo mais tarde). Ricardino marcou o 9-9 e, com mais um jogador, os Atoladinhos tinham tudo para ganhar a partida.

Mas Os Coxos fizeram justiça pelos pés do jogador africano emprestado. Sabino colocou em Paulo, Paulo gritou a Paulo para chutar e este, por sua vez, avisou Paulo. Paulo Paulos, a Santíssima Trindade, colocou a bola na baliza atoladinha e fez o 11-9 com que Os Coxos se despediram. Um belo jogo, para recordar mais tarde.

Teixeira: 15 - O guarda-redes esteve inspirado e raramente falhou. Teve oportunidade para facturar quando foi à frente, mas foi bastante perdulário. Na fase de maior assédio atoladinho assumiu, contudo, uma importância crucial. Após duas épocas pouco conseguidas, Teixeira fecha a sua participação no curso de CC com uma época de grande nível.

Ricardino: 12 – Apesar de ter jogado poucos minutos, o atoladinho ainda foi a tempo de marcar um golo e coçar duas micoses. A forma como ajeita o pénis durante as paragens de jogo continua a distingui-lo dos demais jogadores.

Paulo Paulos: 15 - Começou mal, a dar um golo ao adversário, e durante a primeira metade esteve um pouco apático. Mas, a partir da saída de Zé, conseguiu arrancar para uma exibição plena de força. Três golos muito bons, um pelo meio das pernas de Xu, outro de pé esquerdo e outro num remate de primeira. Útil e prático, provou que um pénis grande não atrapalha na hora de fintar. Prestação razoável na baliza.

Romano: 15 - Outro jogador que foi crescendo ao longo do jogo. Começou simples e expedito, mas foi na parte final que sobressaiu, com três golos – num deles ganhou no ombro a Xu, aguentou duas cargas e chutou para a baliza deserta – e muito suor. Apesar do problema de costas e do jogo de logo à tarde, Romano tornou a defesa sólida e ainda teve fôlego para lançar os colegas na frente. Boa exibição, depois de jogos menos conseguidos.

Marcos Sabino: 16 - Três golos e duas assistências são o pecúlio de um jogador cada vez mais acutilante e que, desta vez, até foi pouco perdulário. Revelou uma boa visão de jogo e uma grande velocidade, especialmente nos contra-ataques. Na fase final, muito desgastado, lançou, com passes açucarados, os colegas de equipa para os golos que deram a vitória. Depois uma noite de sexo tórrida (a namorada Helena garantiu que isso lhe dá força), veremos agora como estará Bino no jogo de logo à tarde.

Zé Pedro: 15 - Simples, não exagerou nas fintas e foi capaz de controlar o jogo a meio campo, defendendo bem e lançando os colegas com passes longos. Esteve em quatro golos, marcando dois e dando dois a marcar. A barriga, que tem crescido desde que começou a dar aulas, tornou-o mais lento mas a técnica continua lá. Tem de aumentar as doses de sexo, de forma a perder peso.