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Comunicado da Direcção

Abril 17, 2008

A Direcção d’Os Coxos Futebol Clube vem por este meio manifestar a sua indignação face às cenas ocorridas no jogo de ontem, 16 de Abril, realizado no Pavilhão Universitário da Universidade do Minho, pelas 10 horas, que opôs a equipa de uma só perna ao Dinos Futebol Clube. Cenas estas que em nada glorificam a prática do desporto rei, devendo ser abolidas o quanto antes dos campos de futsal.

O jogo terminou com a derrota coxeana por 4-1. O resultado é enganador, falso, mentiroso. Foi construído de maneira incorrecta, através de lances ilegais que a equipa de arbitragem deixou, deliberada ou indeliberadamente, passar. Para além da “vista grossa” em lances capitais, a equipa de arbitragem cometeu juízos errados em vários lances da partida, não sendo de admirar o facto de ter perdido o controlo do jogo nos últimos 10 minutos da partida.

Vamos aos factos:

- O 2º golo dos Dinos FC é precedido de falta sobre o nosso jogador Tricky. Zé Carlos entra de pé em riste, recuperando a posse de bola de forma ilegal, e faz golo. O árbitro viu o lance a meio metro de distância mas nada assinalou.

- O 3º golo da equipa adversária foi conseguido através da marcação de uma grande penalidade inexistente. O nosso jogador Romano levou com a bola nos testículos em vão. O esforço até poderia ter sido bem conseguido, não fosse a visão super apurada do 1º fiscal, Delfim, a ver o que o outro fiscal da partida não viu. O lance é tão polémico que um dos árbitros assinalou pénalti e o outro assinalou canto.

- A partir da segunda parte, o nosso jogador Sabino foi constantemente agarrado e puxado por “Sailor”, jogador da equipa dinossáurica. Raro era o lance em que “Sailor” não utilizava a força que, normalmente, apenas é permitida no râguebi. Ontem foi permitida também no futebol. Num dos lances, Sabino iria conseguir isolar-se.

- Contudo, “Sailor” não foi o único a usar de força apenas permitida no râguebi. A agressividade com que Antunes, avançado do Dinos, disputou alguns lances da partida é inaceitável. Bem… seria inaceitável para qualquer árbitro mas não para os dois que apitaram o jogo de ontem. No lance em que o nosso capitão Phillipe vê o cartão amarelo, foi admoestado o jogador errado. Antes da falta de Phillipe, Antunes quase arrancou a perna direita de Tricky, deixando o peludinho em grandes dificuldades no terreno de jogo. O mesmo Antunes, mais tarde, teve uma entrada sobre Phillipe cujo propósito era apenas aleijar o capitão coxeano. Este acto vingativo do avançado do Dinos passou completamente em branco pela equipa adversária. Mais grave ainda, o 2º fiscal, Bola de Fogo, ia mostrar o cartão amarelo a Phillipe mas recuou quando soube que o mesmo já tinha sido admoestado. Porque é que o jogador que foi literalmente agredido ia ver o cartão e o agressor ia passar incólume? Fica a pergunta no ar, à espera que algum filósofo do futebol possa responder.

- Não poderíamos deixar de dedicar um ponto à equipa de arbitragem que dirigiu a partida. As hesitações constantes e as más decisões em vários lances representam o que seria de esperar de indivíduos sem formação técnica, sem qualquer certificado de competência no que toca ao desporto rei. A Direcção d’Os Coxos Futebol Clube só espera que os próximos sujeitos a apitarem os nossos jogos sejam homens com H maiúsculo e não sejam tão susceptíveis à pressão que vem dentro do campo. Nenhuma equipa de arbitragem deve decidir para o lado da equipa que mais barulho faz ao protestar. Nenhuma equipa de arbitragem deve demorar 3 segundos a ajuizar determinado lance. O que aconteceu no jogo de hoje foi uma vergonha. Nem as camadas jovens que representam o nosso emblema se depararam com situações destas. Sugiro que, caso não aguentem a pressão de jogos a sério, se inscrevam para apitar as escolinhas ou os infantis.

A Direcção d’Os Coxos Futebol Clube

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Coxos em dia não comprometem qualificação

Abril 17, 2008

É um facto que houve uma má arbitragem. É um facto que os Coxos foram prejudicados contra uma equipa mais do que ao seu alcance. Porém, também é verdade que a equipa Coxeana foi, mais uma vez, uma equipa muita curta e, pior do que isso, em vários momentos apareceu amorfa e passiva.

Os primeiros indícios de que este não seria o dia da vitória vieram do próprio capitão Coxo, que com uma série de maus passes e perdas de bola comprometeu o jogo para os Coxos. Numa dessas perdas de bola, no meio campo defensivo adversário, deixou a bola para Tunes que explodiu em direcção a Teixeira, finalizando com um remete por entre os pernas do pacóvio de Pevidém.

Após o golo, o Phillipe saiu para dar lugar a Rui, sentando-se no banco para reflectir sobre a sua péssima exibição. Sem o 21, a equipa melhorou um pouco, subindo no terreno e criando alguns bons lances de ataque. Foi nesta fase que o guarda-redes Dinossáurico mostrou alguns bons dotes na baliza, cortando bem as linhas de remate quer a Tricky, quer a Marcos.

Antes do intervalo, veio um dos casos do jogo. Na área defensiva Coxeana, Tricky é grotescamente derrubado mas a dupla de arbitragem não marca nada. A equipa Coxa parou a bola seguiu e José Ribeiro rematou à baliza. A bola entrou, mas todos estavam debaixo da impressão de que seria assinalada a falta. Não foi. Mais uma vez – na última partida a equipa ficou à espera que fosse marcado um lançamento de linha lateral no lance do segundo golo de Neri – a equipa parou antes do apito do árbitro e com isso foi penalizada.

Para a segunda parte entrou o 5 base d’Os Coxos e, desta vez, o capitão revelou maior acerto nas marcações quer a Borlido, quer a Tunes – notoriamente, o jogador mais perigoso da equipa adversária. Os Coxos pegaram no jogo – como tinha de ser – e passaram a comandar as operações. Não surpreendeu ninguém, portanto, que depois de algumas perdidas de Sabino e Tricky, este último marcasse o primeiro golo Coxo com um remate seco ao canto inferior direito da baliza dos Dinos. Com 1-2 o jogo estava relançado.

Foi depois deste momento que a partida ganhou um novo protagonista: a equipa de arbitragem. Nitidamente, deixou-se influenciar pelos gritos e queixas da outra equipa em campo e, a pouco e pouco, foi forçando o recuo da equipa Coxeana em campo.

O momento do jogo veio aos 14 minutos da segunda parte, quando, em lance na defesa Coxa, há um remate à queima-roupa defendido a meias por Teixeira e Romano. Na verdade, a bola foi defendida por Teixeira e após ser interceptada pelo nº1 saiu pela linha final. Porém, e após os pedidos e insinuações da equipa adversária, um dos árbitros marcou pénalti, enquanto que o outro – aquele com melhor visão do lance – marcava canto. Acabou por ‘vingar’ a teoria da grande penalidade. Tunes bateu o livre fraudulento e acabou com o jogo.

A partir desse momento os jogadores envolveram-se em quezílias e confrontos ameaçadores, nomeadamente aquele que envolveu Phillipe e Tunes. A equipa Coxa ficou marcada psicologicamente e, a segundos do final do jogo, em contra-ataque, Sailor fugiu pela direita, ultrapassou Teixeira, cruzou e, em antecipação a Zé Carlos, Phillipe interceptou a bola. Mas, para azar do capitão o esférico foi desferido para dentro da baliza. Resultado final 1-4. Os Coxos têm, agora, de vencer os dois jogos que restam para garantir a qualificação, que já esteve mais perto.

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Notas:

Teixeira: 9. O guarda-redes não esteve mal. Não fez nenhuma grande defesa, nem teve oportunidade para tal. Os Dinos foram incisivos no ataque. Fica a ideia de que poderia ter feito mais no primeiro golo e, como toda a equipa, voltou a congelar num lance em que não se ouviu o apito do árbitro. Todos – mas o guarda-redes em particular, pela sensibilidade do cargo – têm de corrigir esta lacuna.

Phillipe: 7. Foi daqueles dias em que não se pode sair de casa. Phillipe fez o pior jogo da sua vida. Chegou tarde, não aqueceu, falhou passes, perdeu bolas, marcou um auto-golo e não foi tão assertivo e agressivo como costuma ser. Pior, saiu amuado de campo, atitude que nunca fica bem a um capitão. Esperamos todos por melhores dias.

Romano: 10. Jogo de entrega do Zidane Coxo, mas sem os efeitos práticos de outros tempos. Teve um bom duelo com José Ribeiro, mas não voltou a ser a referência no meio-campo de que os Coxos precisavam. Se conseguir dar maior objectividade ao seu jogo, fará melhores exibições.

Sabino: 10. Tal como é seu timbre, o Tsubasa deu tudo aquilo que tinha – suor, mau cheiro e lágrimas – mas não chegou. Tentou encontrar o trilho da vitória, procurou criar espaços na defesa dos Dinos e nunca desistiu. Está a subir de forma e, num dia normal da equipa, pode ser um jogador completamente decisivo.

Tricky: 11. O Animal merece mais. Tricky correu muito, lutou pela bola como um lobo selvagem, sofreu faltas, não protestou, e tentou sempre jogar. Começa a assumir um papel fundamental na estrutura Coxa quer dentro, quer fora do campo. Começa a ser a voz de comando e a equipa começa a revelar alguma Tricky-dependência. É o elemento capaz de fazer a diferença. Merece a qualificação.

Rui: 9. Quase não jogou na segunda parte, mas não comprometeu enquanto esteve em campo. Mantém algumas lacunas na leitura do jogo, mas no essencial da sua função – destruição do jogo da equipa adversária – vai cumprindo com algum rigor. El Directore precisa de recalibar o seu remate, seu principal ponto de referência e utilidade ao jogo Coxo.

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Torpedos vencem e Os Coxos entram na linha final do apuramento

Abril 10, 2008

Foi com um 6-1 contundente que a equipa dos Torpedos derrotou hoje Os Coxos. Depois de um resultado de brio (2-2 com os Spartak, num jogo que apenas por azar não foi vencido pelos vermelhos), a ausência de Hélder Beja acabou por fazer-se sentir. O cansaço acumulado, contra uma equipa experiente e com dois suplentes (Os Coxos tinham apenas meio suplente), acabou por ditar o avolumar do resultado nos últimos minutos.

O início do jogo também não se afigurava de boas perspectivas. Os Torpedos apresentaram-se na sua máxima força, com João Santos em bom nível e com o guardião Luís Miguel de regresso às redes torpedeiras. A sua ausência no jogo anterior havia deixado os coxeanos esperançosos de uma nova falta mas, a poucos minutos do início da partida, o penafidelense acabou mesmo por aparecer. Na frente, Sabino e Tricky eram os homens encarregados de o desfeitar. Na defesa, Romano e Phillipe seguravam a baliza.

E foi mesmo a equipa perneta a primeira a chegar à baliza, numa boa desmarcação de Tricky que Sabino não soube aproveitar. Uma pecha lamentável porque, nessa altura, Os Coxos defendiam bem e impunham respeito, com Phillipe a encostar em Sousa Carvalho e com Romano e Sabino a controlarem os movimentos de um Pelayo apagado e de um João Santos ainda pouco inspirado (mas já muito suado).

Mas, apesar da boa performance, um erro defensivo bem aproveitado pelo quase liquefeito João Santos acabou mesmo por abrir o marcador. Phillipe e Teixeira desentenderam-se e a baliza ficou deserta para umr remate fácil. Dois minutos depois, um erro do árbitro - a bola tinha saído e nada foi apontado - dava ao mesmo João Santos o segundo golo com que as equipas entravam no balneário para o descanso.

O intervalo retemperou forças. A equipa coxeana entrou com garra mas, mais uma vez, seriam os Torpedos a marcar… por João Santos. Perda de bola de Romano no meio-campo, com o torpedeiro malcheiroso a arrancar, a passar por dois jogadores e a fuzilar um desamparado Teixeira. Era o 3-0.

Os Coxos reagiram. Romano acelerou na linha e, depois de ter ultrapassado Pelayo, chutou de pé esquerdo para um belo golo que ainda permitia alimentar esperanças. Mas, imediatamente a seguir, um golo com muita sorte - com a bola a ressaltar nos testículos de Teixeira, a embater no poste e a aparecer à mercê de Sousa Carvalho dava o 4-1 que matou definitivamente as aspirações coxeanas.

A partir daí, e com a equipa já muito cansada, o jogo cavalgou a bom ritmo para um festival de oportunidades falhadas. Sabino, muito perdulário, permitiu a defesa a Luís Miguel num par de ocasiões e não conseguiu levar a melhor nos contra-ataques. Na equipa dos Torpedos, mais dois golos - os dois de João Santos, que fez 5 no total e já é o melhor marcador da equipa - não fizeram esquecer uma mão cheia de golos desperdiçados.

O jogo acabou com um 6-1 demasiado pesado para uma equipa que, sem Hélder Beja, vai agora ter de dar o litro para permanecer em prova. Passados os jogos mais complicados, Os Coxos têm de ganhar dois dos próximos três jogos. Se a raça de hoje se juntar à inspiração de outras alturas, Os Coxos podem ainda aspirar à passagem às meias-finais.

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Teixeira: 12 - A nota justica-se porque teve um par de defesas de bom nível, e outras em que foi mal batido. É certo que esteve bastante à prova durante todo o jogo, mas em casos fulcrais do jogo, como no segundo golo, em que a equipa tentava o empate, não esteve em bom plano. Ainda assim, corajoso como sempre.

Phillipe: 11- Não passa a bola mas, quando passa, não passa o jogador. Foi assim a exibição do Capitão América. No lance do primeiro golo, deixou-se passar pelo melhor marcador do torneio. Mas na segunda vez que o mesmo ia suceder, fez falta, o que não agradou ao adversário. Impetuoso, parece mais inteligente do que na época passada. Defensivamente, está em bom nível.

Romano: 14 - Foi o melhor coxo em campo e golo que marcou foi prova disso. Foi interventivo nas questões defensivas, no meio-campo lutou bastante, e no ataque foi sempre a faca mais aguçada entre os jogadores coxeanos. Nota positiva para dois fortes arrotos durante o primeiro tempo.

Tricky: 13 - Foi o primeiro defesa dos coxos sempre que os Torpedos se lançavam no ataque. Como a maior parte do jogo os Torpedos dominaram no meio-campo coxeano, a missão do peludinho foi ingrata. Mas sempre que podia, lançava-se em contra-ataques. Batalhador, como sempre.

Sabino: 13 - Teve a primeira e maior e melhor oportunidade dos Coxos. Isolado no ataque, não conseguiu fazer passar a bola pelo guardião dos Torpedos. Batalhou durante todo o jogo, ganhou algumas bolas, mas não foi acertivo nos momentos de finalização. Parece mais forte do que no ano passado mas os banhos quase semanais a que se tem devotado tornam o seu cabelo muito menos perigoso do que na época transacta.

Rui: 10 - Entrou para a defesa quando a equipa perdia já por 2-0. Não vacilou nos passes defensivos, é verdade, mas também não conseguiu suster os ataques individuais em catadupa de Neri e companhia. Ainda assim, espera-se que esteja a bom nível nas próximas partidas.

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Empate ao cair do pano na despedida de Hélder Beja

Abril 5, 2008

O regresso de Hélder Beja veio com sabor agridoce. Se por um lado a equipa Coxeana patenteou uma briosa exibição como há muito não fazia, o jogo, que a três minutos do final estava 2-0 para o lado perneta, acabou com um desmoralizador empate por 2-2, com um golo nos últimos três segundos de jogo. Uma desatenção defensiva acabou por ditar a sorte de uma equipa que durante os 40 minutos demonstrou ser mais do que capaz de levar de vencida o actual vice-campeão.

A partida começou com Os Coxos a entrarem, pela primeira vez na sua história, com o 5 ideal: Teixeira na baliza, Romano a fechar na defesa com o apoio de Marcos Sabino, «Tricky» a servir de pivot ofensivo e Hélder Beja a fazer as transposições. E que transposições fez o escalabitano! Na primeira parte, Os Coxos, sempre muito seguros a defender, conseguiram criar pelo menos seis oportunidades de golo clamorosas - sempre, ou quase sempre, com Beja envolvido nas jogadas.

Aliás, durante a etapa inicial pode dizer-se que a equipa de uma só perna controlou a partida. Apesar de as incursões pelo ataque serem sempre pela certa, em contra-ataques rápidos, a turma Coxeana fechou bem os caminhos para a sua baliza, com Romano atento a Sarmento e com Marcos Sabino a revelar um pulmão que ninguém julgava existir. «Tricky», apagado na primeira parte, conseguiu, ainda assim, dar mostras da sua raça (e do seu pêlo, quando Freitas quase lhe tirou a camisola depois de ser despudoradamente «papado» pelo jogador encarnado).

A segunda parte adormeceu os jogadores d’Os Coxos. A equipa adversária, empurrada por um enorme Freitas e por um sempre possante Sarmento, encostou a turma de uma só perna às cordas com várias oportunidades de golo sucessivas. Ironicamente, foi nesse período que Sabino, em remate de meia distância, colocou Os Coxos em vantagem. O jogo prometia.

O ritmo aumentou. Com os Spartak a acelerar, Os Coxos souberam capitalizar os espaços vazios e não foram poucas as vezes em que conseguiram colocar a bola em Sabino e em «Tricky». Num destes lances, o craque bracarense correu pelas costas da defesa e, frente ao guarda-redes, não perdoou. O 2-0 descansava os jogadores.

Foi aí que a sorte do jogo se desenhou. Hélder Beja, apesar da grande exibição, não conseguiu fazer o 3-0 em três ocasiões em que esteve frente-a-frente com o guarda-redes. E, num golpe de sorte, Sarmento desmarcou-se pela direita e passou a «Furão», que conseguiu marcar. Faltavam três minutos para a partida acabar.

E, quando já ninguém acreditava, uma bola de Teixeira colocada longa em «Tricky» foi recuperada por Freitas - o homem do dia, sem dúvida (fazendo assim o pleno, porque já desde há algum tempo que é costumeiramente o homem da noite) - que passou por dois jogadores Coxeanos e rematou para a baliza. A defesa incompleta de Teixeira deixou Sarmento à vontade para, a escassos segundos de acabar o encontro, empatar a partida.

O jogo terminou assim com um 2-2 desolador para Os Coxos, que podiam ter começado a I Liga de CC com uma vitória estrondosa. Sem Beja, de saída, as coisas serão certamente mais complicadas, mas a equipa de uma só perna parece moralizada e determinada a continuar a jogar a este nível para passar às meias-finais. A ver vamos.

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Teixeira: 15 - Apesar de ter facilitado no segundo golo, Teixeira fez uma exibição de encher o olho. Seguro nas saídas, destemido nos remates, o guardião encarnado foi capaz de dar segurança a uma defesa que há muito ansiava por ela. Ganhou dois lances em que Freitas e depois Sarmento se isolaram. No primeiro golo não havia nada a fazer.

Marcos Sabino: 17 - Pujante como há muito ninguém o via. Conseguiu defender com parcimónia e atacar com velocidade. Fez passes apurados que muitas vezes deixaram Hélder Beja e «Tricky» isolados e notou-se que este pode ser o «seu» torneio. Apesar de garantir a pés juntos que mutações não podem trazer informação genética adicional, a verdade é que hoje pareceu ter sido alvo de uma mutação genética que lhe multiplicou por três o seu único pulmão.

Romano: 14 - Exibição pouco conseguida no ataque mas muita segurança na defesa. Marcou bem os adversários e soube cobrir bem a rectaguarda, inclusiva com alguns carrinhos elegantes. Se conseguir debelar os problemas físicos que o apoquentam, pode trazer um contributo refrescado a uma equipa que precisa desesperadamente de um jogador mais criativo nos próximos jogos. Fez as assistências para os dois golos da sua equipa. 

Hélder Beja: 17 - Grande exibição do Coxo honorário. Transportou a bola pelas linhas e pelo meio e soube sempre impor o seu cabedal quando necessário. Atacou muito e apenas por manifesta falta de sorte não marcou um ou dois golos. Naquele que terá sido o seu último jogo de Coxo ao peito, mostrou a toda a Universidade que continua a ser o good old Hélder Beja: raçudo, forte, pujante, e um pinante sem igual. Que Deus o acompanhe.

«Tricky»: 16 - Exibição esforçada na frente de ataque, que culminou com um golo. Teve uma grande oportunidade para matar o jogo quando ainda se verificava o 2-0, mas atrapalhou-se e o remate acabou por sair torto. No segundo golo adversário, não conseguiu segurar a bola, mas a verdade é que Freitas esteve muito bem na antecipação. De resto, a entrega de sempre, com muita raça e muito pêlo à mistura. Marcou o golo da praxe e nota-se que quer inscrever o nome na lista dos melhores marcadores do torneio.

Phillipe Vieira: 13 - Apesar de não ter jogado muito, esteve sempre seguro. Caiu-lhe a fava do bolo - Sarmento - mas, mesmo aí, não vacilou, e chegou até a fazer grandes cortes de bola ao possante adversário. Bem na defesa, foi inteligente quando optou por se resguardar na defesa e não atacar. O capitão terá um jogo mais complicado na próxima quarta-feira, quando entrar a titular.

Rui Rocha: 11 - Jogou pouco tempo e por pouco oferecia o golo ao adversário. Na segunda parte, praticamente não entrou. Mas incentivou os colegas a partir do banco e, no final, lambeu as partes baixas a Hélder Beja como homenagem. Não poderia ter nota negativa.

 

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Hélder Beja apadrinha estreia coxeana na I Liga de Ciências de Comunicação

Abril 3, 2008

Hélder Beja, o mítico jogador perneta que em tempos idos deixou - não sem uma lágrima no olho, é certo - a equipa Coxeana, vai estar presente no primeiro jogo d’Os Coxos. A estreia na I Liga de Ciências de Comunicação, contra os rivais de longa data Spartak (contra os quais Os Coxos já ganharam por 4-2 e perderam por 4-0) promete, desta forma, ser um jogo épico que os mais sensíveis deveriam evitar.

imgp4549.jpgA possibilidade apareceu depois de o seu actual clube - o Sexta FC - ter concedido uma licença sabática de uma semana. Hélder Beja, de momento em passagem por Braga, aceitou prontamente o repto de, dentro das suas limitações temporais, participar na I Liga de Ciências da Comunicação. É assim previsível que o veterano jogador - que chegou a dar cartas nos Marzápios (não tantas quantas deu no Bar Académico ou no Tunas, mas ainda assim algumas) - faça apenas um jogo.

Esta limitação não parece, contudo, incomodar o Capitão Phillipe Vieira, que já disse que «o Hélder Beja é uma vantagem segura mesmo que apenas jogue no primeiro jogo». Isto porque, afiançou Phillipe, «servirá para a equipa ganhar o primeiro jogo; a partir daí, a embalagem ganhada faz o resto e é mutilar os adversários até ao fim… mesmo sem Hélder Beja».  

Por seu turno, Hélder Beja garantiu estar «em forma e desejoso de dar o máximo pel’Os Coxos». O veterano disse ainda que estará preparado para «enrabar judiciosa e cuidadosamente os adversários». Uma tarefa que se prevê fácil já que, como se lê no seu perfil, Hélder Beja é um jogador que, acima de tudo, gosta de «pinar».

 Instado a comentar, o seu agente Ruca Afonso afirmou: «Oh M’d'lena… Oh M’d'lena… Oh shôr D’tôr… Oh shôr D’tôr…».

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Embriaguez de Golos

Março 15, 2008

No jogo do regresso do Império Coxeano verificou-se um autêntico festival de golos. Eles foram de calcanhar, eles foram de fora da área. Na verdade, foram golos para todos os gostos. O resultado, esse, é que ninguém sabe muito bem, pois a este cronista chegarem ecos de um resultado de 15-13, mas outros vieram a terreiro defender o 14-12. Todavia, são estas quezílias menores, pois o mais importante é que a Nação Coxeana regressou ao activo e que assegurou a sua massa adepta de que ainda sabe fazer aquilo que faz melhor: abrilhantar o futsal académico.

O jogo estava marcado para as 10 horas e o adversário era de respeito: Neri Friends, uma espécie de reformulação temporária da lendária equipa “Torpedos”, actual detentora do título de campeã de CS. Os 6 jogadores coxeanos convocados compareceram, evidenciando uma natural boa disposição e vontade de enfrentar o desafio.

Porém, antes do jogo começar um primeiro revés: problemas burocráticos e diplomáticos afastaram alguns jogadores da equipa contrária que, por isso mesmo, estava apenas com quatro jogadores. Ora, para equilibrar a balança, a Nação Coxeana disponibilizou um jogador, num sistema rotativo, para completar o leque de opções dos Neri Friends. O escolhido foi il directore, Rui Rocha.

Assim, a equipa de todos nós começou a jogar com um cinco em tudo semelhante àquele que terminou a última época: Teixeira na baliza, Phillipe e Romano na retaguarda, permitindo a Tricky e Sabino liberdade de movimentos na frente de ataque. Inicialmente, a equipa Coxeana demonstrou um grande à vontade de procedimentos, alegremente trocando a bola e conseguindo chegar à baliza contrária com relativa facilidade. Porém, o problema – o eterno problema – da finalização esteve também ele presente, evidenciado pela aparente incapacidade da equipa em concretizar as oportunidades que iam surgindo.

Do outro lado residia uma equipa cínica. Neri Santos não perdoa e rapidamente inaugurou o marcador após alguma confusão na área Coxeana. Depois do 0-1, Rui veio ocupar o lugar de Tricky, que foi defender as redes contrárias. Essa troca terá baralhado os mecanismos de transição da equipa Coxa, pois pouco depois o canarinho Paulo encostou para o 0-2, após trabalho de Neri na direita. O próximo jogador a passar para o ‘lado de lá’ foi o próprio capitão, Phillipe Vieira, que tanto agradou aos Neri Friends que foi convidado a permanecer naquela equipa até ao final da partida.

Com um cinco estabilizado em Rui na defesa, Romano a fazer a função de box to box e Tricky a combinar com Sabino no ataque, a equipa Coxeana foi mais perigosa e incisiva. Depois do 0-3, conseguiu reduzir para 1-3 por intermédio do nº11, Carlos Ferreira, ou seja, Tricky Tricky.

A equipa foi evidenciando melhores processos de jogo, conseguindo sistematicamente impedir que os Neri Friends se fossem distanciando no marcador tendo, inclusive, empatado o jogo a 8 com um golo do animal peludo, Tricky. Porém, foi o capitão, sim o capitão Coxo, quem desfez a igualdade no marcador ao finalizar uma jogada de entendimento com Neri. O capitão não festejou o golo, atitude que foi apreciada pela moldura humana presente.

Desse momento em frente os Neri Friends não mais perderam o domínio do jogo, apesar de os Coxos terem encurtado a desvantagem para apenas 1 golo. O facto de a equipa perneta ter enviado várias vezes o esférico aos postes da baliza contrária também não ajudou muito a optimizar os processos de jogo ofensivo, numa partida em que a defesa voltou a cometer alguns erros comuns do passado, mas em que o ataque se mostrou mais incisivo e, embora ainda bastante perdulário, mais eficaz e concretizador.

Com o resultado em 14-13 (ou 13-12) Phillipe encostou a passe de Paulo e marcou o último golo de uma partida que teve belos momentos de futebol, muitos golos e de onde se pode retirar a certeza de que Os Coxos estão prontos para aquilo quer der e vier. E a Liga de CS está aí à porta.

No final da partida, Neri deu conta da “satisfação” reinante no balneário com o resultado e pela exibição de Phillipe Vieira: “Não pode ter sido fácil, mas ele portou-se bem. Só demonstra o seu carácter [a decisão de não festejar os dois golos]”.

Pelo lado Coxo, Pedro Romano sublinhou que gostou da “atitude” dos jogadores, lamentou a “falta de sorte” em relação ao envio das bolas ao poste mas assegurou que quando chegar a competição oficial “os Coxos vão estar a 110 %”. Sobre reforços, não quis adiantar nada, embora tenha lançado a ideia de que “as inscrições ainda não fecharam”.

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Notas:

Teixeira: 12. Foi um jogo demasiado ingrato para o guardião que ainda chegou a jogar à frente. Teve algumas boas intervenções mas foi deixado sozinho vezes demais. No entanto, fica a ideia de que poderia ter feito mais em alguns lances.

Phillipe: 11. Esteve pouco tempo em campo o capitão Coxo. Apenas 10 minutos não serviram para os adeptos Coxos matarem as saudades do seu menino. Bons pormenores na defesa, bons passes, mas nada de particularmente especial. Foi pouco tempo para brilhar.

Romano: 15. Defendeu, correu, passou, rematou e marcou. Foi um jogo completo de Romano que voltou a dar mostras de grande capacidade táctica e de alguma técnica. Precisará de debelar alguns problemas físicos para poder fazer ainda mais a diferença.

Tricky: 16. Começa a tornar-se rotineiro considerar Tricky o melhor jogador Coxo em campo. Mas, a verdade é que o peludinho lutou muito pela bola e na sua raça habitual não deixou em paz os seus adversários. Foi o goleador da manhã (terão sido 7 ou 8?) e mesmo quando se esgotou fisicamente não deixou de lutar pela bola e de criar perigo. Um caso sério do futsal universitário.

Sabino: 13. Anda cansado Sabino. O estudo que faz sobre a evolução do homem, na tentativa de contrariar as explicações de Darwin, têm alterado a pacatez que caracterizava a sua vida. O jovem já não tem os seus horários certos para comer, dormir e lavar o cabelo, o que teve impacto no seu jogo. Particularmente desinspirado nos lances de um para um, falhou demasiadas bolas de golo, sendo o artilheiro da manhã em bolas ao poste. Não deixou de evidenciar alguma falta de ritmo e displicência na hora do remate, preferindo sempre o drible.

Rui: 12. O Director marcou o golo mais bonito do desafio. Pleno de intenção, encheu o pé direito e colocou a bola na gaveta da baliza adversária. Um golo para recordar e que relembra aquilo que Rui pode dar à equipa. E disse bem, relembrar, pois de resto o jogador não esteve inspirado na defesa, altercando alguns bons cortes com outras decisões (mentalmente?) questionáveis. Contudo, mostrou bons dotes na baliza, podendo ser um caso a estudar se algum dia for necessário um substituto para o único jogador sem suplente, Teixeira.

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Por eles jogaram:

Neri: 17. O jovem vianense demonstrou que está num campeonato à parte em relação aos restantes colegas e adversários. Pleno de convicção e qualidade de jogo é daqueles jogadores com quem é fácil jogar e que resolve a partida. Delicioso.

Alex: 15. Naquele seu jeito atabalhoado lá vai fazendo o gosto ao pé. É daqueles jogadores que não reúne consenso, mas que regra geral marca sempre o seu golo. Pelo menos, na Liga de CS é assim. Agora, quando se trata do Torneio do Reitor a coisa complica-se, não é Gusto?

Paulo: 15. Uma agradável surpresa. O internacional brasileiro esteve em bom plano, finalizando um lance de calcanhar e demonstrando atributos quando com a bola nos pés. É um jogador interessante, uma mais-valia para os Torpedos na Liga de CS.

António Beckham: 13. Nem ele contava jogar. Assim se pode definir a exibição de António, o jovem que Alex foi recrutar ao ginásio. Esteve confuso o jogo todo, baralhando as suas contas e as dos colegas. O que vale é que também confundiu os adversários e acabou por ser um jogador útil na manobra defensiva.

Rui: 11. Jogou uns minutos pela equipa adversária e ainda foi a tempo de fazer uma bela defesa aos pés de Tricky. Depois, passou para o lado Coxo assinou o golo do jogo.

Tricky: 10. Tricky não sabe jogar mal, mas esteve tão pouco tempo na baliza contrária que acabou por nem tocar na bola.

Phillipe: 15. O capitão Coxo jogou pelo adversário e marcou dois golos, fez cortes impossíveis e segurou a vantagem dos Neri Friends. Numa exibição de total profissionalismo, entregou-se ao jogo e mostrou que o tempo em Manchester lhe ensinou algumas coisas. Porém, não conseguiu deixar esconder a sua tristeza por marcar aos Coxos. Não festejou o primeiro e correu para o balneário a seguir ao segundo.

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O Regresso dos Imperadores

Março 13, 2008

E acabou! A longa paragem de actividade desportiva d’Os Coxos Futebol Clube vai terminar amanhã quando, às 10 horas, a brava selecção de uma só perna entrar no Pavilhão Desportivo da Cidade Desportiva de Gualtar para defrontar os “Neri Friends”, equipa de jogadores de crédito internacional construída por João “Neri” Santos, reputado jogador da equipa da AAUM. O jogo serve de preparação para o III Torneio de CS.

Depois do regresso do capitão Phillipe Vieira do empréstimo ao Manchester United, os jogadores encheram-se de motivação e decidiram voltar a calçar as sapatilhas e pisar o ringue onde foram felizes tantas vezes ao longo dos últimos dois anos.

“Estamos mais do que motivados, estamos motivadíssimo” assegurou o guarda-redes Teixeira enquanto esperava pelo autocarro para a Residência de Santa Tecla. “Já não jogamos há tanto tempo… Só espero que a malta tenha mantido os índices físicos de outrora”, confidenciou o pacóvio de Pevidém.

A Nação Coxeana não realiza uma partida oficial há quase um ano, desde a derrota contra a equipa de Gestão Desportiva nos quartos-de-final do torneio do GAEB. De então para cá, os elementos da equipa coxa foram sendo desmobilizados para outras batalhas, como são os casos de Phillipe Vieira e Tricky Ferreira, capitão e sub-capitão respectivamente. Ora, enquanto o capitão partilhou o dormitório com Darren Fletcher em Old Trafford, Tricky foi emprestado à Praça da Algéria SAD, no âmbito de uma parceria com o grupo RTP.

“Foi uma forma de valorizar activos do clube”, clarificou o vice-presidente e responsável pela estratégia económica do clube, Pedro Romano. “Phillipe Vieira foi divulgar a marca «Os Coxos» para Manchester, tendo estabelecido plataformas de contacto interessantes com empresas e particulares interessados em desenvolver uma relação comercial com o nosso clube. Já o Tricky esteve no Porto a jogar pela Praça numa clara estratégia de optimização desse recurso, pois desde que ele privou com a Sónia Araújo tornou-se num rapaz muito mais bem disposto e asseado, tendo perdido alguns pêlos, o que diminui a força de atrito e permite-lhe ser mais rápido na hora de atacar a baliza contrária”, sintetizou Romano.

Quase todos os jogadores estão convocados, incluindo Rui Rocha e Marcos Sabino, dois dos mais carismáticos atletas da equipa Coxeana que já prometeram “inspiração” e “transpiração” para o jogo de amanhã. “Amanhã vou dedicar um golo ao meu amigo Vitinho”, segredou Rui enquanto paginava o ComUM do próximo mês. Já Sabino preferiu não fazer qualquer promessa, deixando para o seu agente, Alberto José Teixeira, a responsabilidade de dizer que o avançado “vai jogar como sempre, isto é, mais ou menos”, não revelando se o número 9 estabeleceu algum objectivo pessoal para o jogo: “O Marcos tem sempre as suas metas no seu dia-a-dia, amanhã será outro dia com metas a alcançar. Quais? Só ele sabe, mas podem ir desde tomar um banho, até ter uma conversa salubre à hora do almoço. Todos os dias são uma aventura com ele”.

O único jogador que não se encontra disponível para a partida é Daniel “Desaparecido” Mesquita, esse mito do futsal minhoto, que se encontra a recuperar de uma lesão muscular e que, com a autorização do Departamento clínico do clube, não tem marcado presença no recinto desportivo da agremiação Coxeana. Os colegas e adeptos esperam pelo regresso do Fábio Coentrão de Famalicão.

Os Neri Friends, que contam com alguns jogadores internacionais brasileiros, estão motivados para apadrinhar este regresso d’Os Coxos à actividade. João “Neri” adiantou mesmo que existe um “nervosismo miúdo entre a equipa” pois os Coxos “são um dos históricos do futsal minhoto e olhamos para eles com todo o respeito e admiração”. “Eu próprio sou Coxeano desde criança”, desabafou.

A espera acabou mesmo e a equipa mais sexy da UM vai voltar amanhã a embelezar o desporto universitário, com as suas camisolas encarnadas, meias brancas e muita animação.

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Briefing semanal!

Setembro 29, 2007

Serve o presente comunicado para dar conta dos recentes desenvolvimentos acerca do Mini-Torneio Quadrangular de início de ano.

Em relação à data, o agendamento oficial será lançado assim que as aulas dos elementos Coxeanos comecem oficialmente. Aponta-se assim para dias 10, 11 e 12 de Outubro, não sendo de excluir a possibilidade de ser a semana imediatamente anterior a escolhida.

Um assunto, contudo, permanece de pé: a vaga sobrante (estão confirmadas as equipas Atoladinhos e Rossas FC, além dos próprios Os Coxos). Até agora há três propostas: Lingrinhas da pila (nome ainda não oficial da equipa liderada por Rafael e João Paz), a equipa mistério que assina sob o enigmático nome de ‘João Santos’ e, finalmente, a equipa Barbies no campo - e é esta que nos interessa debater.

Um rápido olhar ao blogue da supracitada equipa chegou para conhecermos o seu vigoroso palmarés, no qual se conta inclusive uma vitória no prestigiado Torneio NEEB. Ora pois, pesado o impacto desta revelação, julgamos justo dizermos de nossa justiça.

E o primeiro comentário que tamanha revelação nos suscita é: mas que porra, estão parvos ou quê? Ganham um torneio e querem defrontar Os Coxos? Meus amigos, acho que vocês ainda não perceberam bem o que são Os Coxos. Vá, ganhem juízo e metam-se em torneios a sério. Nós somos de outra divisão. 

Entretanto, e esclarecido esse problema, Os Coxos começaram já a preparação da pré-época. No sentido de intimidarem as equipas que este ano terão o prazer de esmagar, Os Coxos mostram um vídeo intimidatório - e muito judiciosamente chamado de… the intimidatory video! - onde se notam figuras de gabarito a darem a cara pel’Os Coxos.

Falamos de figuras tão importantes como Hugo Monteiro, antigo candidato à presidência da Associação Académica da Universidade do Minho, Rui Rocha, director do portal Comum Online, Hugo Torres, director do portal Rascunho, Cláudia Lomba, presidente do Grupo dos alunos de Comunicação Social da Universidade do Minho, Phillipe Vieira, ex-editor do jornal Académico, Marcos Sabino, fiel seguidor de Jesus Cristo, Ivo Neto, sem referências relevantes mas com um cabelo muito catita, e Tricky (Carlos Ferreira), que desempenhou o papel de King Kong no filme homónimo.

 Os gritos, senhores, ouçam os gritos… É vibrante. É assustador…

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Vídeo do jogo Os Coxos vs. We Shall See Football

Setembro 14, 2007

E, finalmente - quase três meses depois - são lançados os vídeos do jogo que opôs Os Coxos à poderosa formação do We Shall See Fotball, equipa composta por docentes e técnicos do Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho que levou de vencida os valorosos pernetas pelo bonito resultado de 12-11 (e não de 13-12, como a voz off indica erradamente).

O jogo, que entrou para a história - quem não se recordará da já célebre lesão de Luís Santos ou do portentoso pé esquerdo de Fernando Jesus? -, só agora é lançado em vídeo devido a problemas internos d’Os Coxos, que, esperamos, não mais se repitam no ano que agora começa. 

A gravação, como alguns notarão, também tens alguns problemas. Faltam alguns golos (não muitos) e a qualidade da gravação obrigou o editor de audiovisuais Marcos Sabino a alguns malabarismos técnicos por forma a salvar a película final.

Devido à extensão do jogo, este teve ainda de ser segmentado em três partes, correspondendo as duas primeiras ao primeiro tempo de jogo.

A crónica para o jogo pode ser obtida aqui. Divirtam-se.

 

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Época 2007/8 arranca oficialmente para Os Coxos

Setembro 9, 2007

E chegou a época 2007/8. A terceira, depois de uma primeira temporada de surpresa e de uma segunda de afirmação. Os Coxos encaram o novo ano cientes de que grandes feitos os esperam, e na esperança de conseguirem, uma vez mais, um lugar ao sol.

Há, contudo, algumas alterações a salientar. Passemos ao briefing de pré-temporada para que os afamados sócios coxeanos tomem contacto com a preparação coxeana para o novo ano.

1. Phillipe Vieira sai por empréstimo. É verdade, o Presidente, capitão e co-treinador vai abandonar Os Coxos, ainda que temporariamente. Durante quatro meses Phillipe Vieira vai espalhar classe no clube inglês Manchester United. A sua despedida, díficil como era de prever, vai obrigar Os Coxos a redefinirem o modelo táctico e a procederem a mudanças administrativas.

2. Novo Presidente interino, novo capitão, nova equipa técnica. A saída de Phillipe Vieira obriga a algumas alterações. Assim, eis a ordenação dos novos cargos:

Equipa técnica: Carlos Ferreira ‘Tricky’ e Pedro Romano

Capitão: Alberto Teixeira

Presidência interina: Alberto Teixeira, Daniel Mesquita, Rui Rocha, Carlos Ferreira ‘Tricky’, Pedro Romano e Marcos Sabino.

3. Contratações frescas. Com a saída por empréstimo de Phillipe Vieira torna-se necessário renovar a defesa coxeana. Ao mesmo tempo, e com o abandono de ‘Tricky’ a vislumbrar-se no horizonte (sai, em princípio, para o Lusa FC no 2º Semestre), um novo jogador para os lugares da frente pode vir a ingressar no plantel. Se tudo correr bem, Os Coxos esperam poder apresentar dois novos jogadores já daqui a duas semanas.

4. Reedição d’Os Coxos vs. We Shall See Football. O ano passado foi marcado por um titânico embate entre Coxos e We Shall See Football - um jogo que terminou com a derrota Coxeana. Agora, e se não houver problemas de maior, Os Coxos tencionam convidar novamente os docentes para um definitivo tira-teimas.

5. Torneio quadrangular ao início do ano. No sentido de começarem a época oficial na melhor das formas, Os Coxos estão também a ponderar a entrada num mini-torneio quadrangular, com as equipas dos Atoladinhos, Rossas FC e outra ainda a designar.

6. Plantel oficial. E, finalmente, o plantel oficial para a época 2007/8, ainda sem os dois reforços previstos:

Alberto Teixeira (capitão), nº 1

Pedro Romano (co-treinador), nº 5 

Rui Rocha, nº 10

Daniel ‘Desaparecido’ Mesquita, nº 7

Carlos ‘Tricky’ Ferreira (co-treinador), nº 11

Marcos Sabino, nº 9

E por enquanto é tudo. Fiquem alerta.