Prémios coxeanos 2015/2016

Posted: Agosto 8, 2016 by Os Coxos in Briefings e notícias, Prémios

A poucas semanas do início da nova época, Os Coxos divulgam os vencedores dos prestigiados prémios coxeanos. Numa época relativamente longa, em que houve três jogos amigáveis e cinco partidas oficiais, Hugo Pires foi o grande nome do ano – levou o troféu de melhor marcador, jogador com mais assistência, jogador com melhor média s e, claro o importantíssimo Coxo de Ouro.

  • Jogador mais assíduo: não atribuído (três jogadores com 8 jogos)
  • Melhor marcador: Hugo Pires (10 golos)
  • Rei das assistências: Hugo Pires (5 assistências)
  • Melhor Média: Hugo Pires (14,7 valores)
  • Bola de Ouro Coxeana: Hugo Pires

Ao receber o(s) prémio(s), o atleta, visivelmente emocionado, não conteve as lágrimas. E disse:

É com grande orgulho que volto a receber este prémio. Hoje, sinto me especial. Não por esta conquista mas por ter a certeza certeza que faço parte de um grupo de pessoas fantásticas, amigos que estão connosco nos bons e maus momentos. Amigos com quem posso contar, com quem a minha família pode contar e isso…isso é o maior prémio que se pode receber. Um grande obrigado a todos ! COXOS!

O craque de Valpaços, recorde-se, já tinha conquistado a Bola de Ouro em 2011/12, ano em que foi também o melhor marcador. No ano passado conseguiu também ser o jogador com mais tentos, embora não tenha conseguido ganhar o Coxo de Ouro. Saibam mais sobre Pires aqui. Os prémios do ano passado podem ser consultados aqui.

Coxos fecham época com chave de ouro

Posted: Julho 28, 2016 by Os Coxos in Historial de jogos

Com chave de ouro e com uma mão cheia de golos – ou, no caso, com duas mãos cheias (desde que uma tenha um dedo cortado). Na última partida da época, que assinalou um ano do falecimento de André ‘Tricky’ Ferreira, a turma perneta levou de vencida  a equipa ‘Nogueira Team’ por 9-8, e despediu-se assim da season 2015/16 com uma exibição de encher o olho, mostrando também que o empate do ano transacto foi apenas um erro de percurso.

O jogo devia ter tido duas figuras maiores: Tricky, o homenageado, e Del Neri, a nova contratação para a próxima época. Mas as voltas saíram trocadas. Neri não pôde comparecer, e em seu lugar surgiu Pires, que assumiu as despesas do jogo e sozinho marcou seis (!) golos e fez duas assistências. E no lugar de André Ferreira surgiu outro representante da família, com a mesma camisa 11 mas com mais 30 anos: José Ferreira, pai de Tricky, que jogou pela turma coxeana.

A equipa apresentou-se assim com Teixeira na baliza, Luís Miguel e Romano na defesa, José Ferreira a municiar o ataque e Hugo Pires a provocar distúrbios na área contrário. No banco, o suplente João Romano, cooptado à última da hora para suprir a ausência de Del Neri, tapava os buracos necessários. Rui Rocha, lesionado, viu a partida da bancada.

A falta de coordenação do cinco inicial notou-se logo no primeiro minuto. Pires conduziu a bolaa pelo meio, tabelou com Romano mas a bola foi interceptada e, depois, nem João nem o Sr. Ferreira conseguiram fechar os caminhos para a baliza. Resultado: golo da Nogueira Team. Mais do que o esforço do adversário, o 1-0 assinalava a descontracção excessiva da turma perneta.

Mas foi sol de pouca dura. Pires, sempre devidamente municiado pelos restantes jogadores, abriu o livro e deu um show de futebol que encantou os vários presentes no jogo. Fosse pela esquerda ou pela direita, em drible ou progressão, em remate de longe ou finalização fina, o matarruano de Valpaços fez a cabeça em água ao Nogueira Team. E, quando deram por ela, já a partida estava em 6-2. Destes seis, Pires marcara cinco. É dose.

O resultado folgado permitiu à equipa relaxar e abrir espaços. Romano substituiu Teixeira na baliza e até nem se saiu mal. No seu reinado entre os postes, o marcador só se deteriorou ligeiramente, de 6-2 para 6-3. O problema era o ataque. Teixeira, tosco de pés e trapalhão de joelhos, não conseguia dar seguimento aos lances de ataque. A experiência foi curta e rapidamente voltou à casa mãe.

E que importância teve! O Nogueira Team começou a carregar e, nos momentos de aflição, só um enorme Alberto Teixeira foi capaz de evitar um, dois, três, quatro… bom, perdemos a conta aos golos que o portero não deixou entrar. Mas foram os suficientes para Hugo Pires lhe dar um beijinho na testa.

Ainda houve tempo para mais alguns e – muitos – calafrios. Mas a partida acabou com uma vitória coxeana por 9-8, resultado que premeia a boa forma de Pires, a agilidade de Teixeira e que honra o brio com que o adversário se apresentou em campo. No final, palmas para as equipas e saudades lá para cima. Tricky, estás cá dentro.

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Teixeira: 16 – Enorme exibição. Mostrou-se num plano elevadíssimo, e foi graças a si que a Nogueira Team só marcou oito golos. Nos remates de longe cumpriu com perfeição e nas bolas à queima esteve insuperável.

Sr. José Ferreira: 11 – Cumpridor. Dois anos depois, a camisola 11 voltou a ter quem a envergasse. Conseguiu uma proeza extraordinária: fez Teixeira usar a formulação “se faz favor” na marcação de um canto (“Senhor, cubra melhor, se faz favor”). Valeu a pena a participação.

Luís Miguel: 14 – Óptima exibição. Foi o melhor municiador de Hugo Pires, e ainda molhou ele próprio o pincel. Apesar dos anos passarem (e da barriga aumentar), continua a ser um jogador habilidoso. Iniesta em ponto pequeno, com pior pé esquerdo e mais cabelo.

João Romano: 11 – Marcou um golo e ainda enviou outra bola ao ferro. Esforçado a defender, não conseguiu contudo imprimir o dinamismo desejado ao jogo. O jogador cooptado à última da hora contribuiu o que pôde, mas a ausência prolongada dos relvados deixou marcas.

Pedro Romano: 13 – Belo jogo do treinador e vice-capitão coxeano. O número 5 esteve bastante em jogo e para além de um golo deu ainda dois a marcar, um dos quais numa trivela de belo efeito. Passou também algum tempo na baliza, e durante o seu consulado a equipa só sofreu um golo.

MVP – Hugo Pires: 18 – Não é todos os dias que se marca seis golos, mas este foi um desses dias. O atleta de Valpaços chegou cheio de vontade de fazer a diferença e foi um verdadeiro diabo de quatro patas para o adversário, que nunca conseguiu encontrar a fórmula certa para o travar. Pires, por seu turno, parece ter encontrado o elixir mágico do druída Panoramix, tal foi a força e velocidade que patentou em inúmeros lances durante o jogo. Ganha cada vez mais força o movimento #façamumvídeoparaoPires

João “Del Neri” Santos assinou esta semana pel’Os Coxos. O avançado de Viana rubricou um contrato milionário que o coloca nos quadros da Instituição Coxeana até 2022, com possibilidade de renovar por mais quatro anos. É a contratação do ano, conforme relata hoje o Gazzetta dello Sport.

A contratação de Neri surge poucas semanas após o atleta jogar por empréstimo no III Grande Prémio Moisés Martins. Apesar de se ter apresentado longe da melhor forma, Neri conseguiu ainda assim facturar seis dos nove golos da equipa, ser o melhor marcador do Torneio – ex aequo com Esteves – e apanhar uma bebedeira no jantar. Três características que o tornam especialmente apto para marcar presença no plantel.

Ao blogue coxeano, o presidente Phillipe Vieira, a administrar os negócios pernetas via Skype, mostrou-se “absolutamente realizado” com a contratação. “O Neri é um jogador de topo. Apesar de estar a chegar aos 30 anos, acredito que ainda pode dar muito à equipa, e ser um valor de relevo nos próximos torneios. O plantel tem tido algumas dificuldades em se reunir por causa da lesão do Rui, e com esta contratação ficamos com um cinco muito completo».

Já o próprio Neri assumiu que este era um desejo antigo. «Desde os tempos da Universidade do Minho que queria representar Os Coxos, mas não queria partir o coração do Pelayo e dizer-lhe que o ia trocar pelo Sabino. Agora, o problema está resolvido. Estou muito feliz por fazer parte desta equipa e espero  contribuir com muitos golos. Finalmente vou poder chamar maníssimo a todos e ser correspondido».

Neri irá envergar o número 12, já a partir de Julho. Em baixo, foto para a posteridade: o momento da assinatura do contrato, selado com um abraço ao mister Romano.

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Não foi a vitória que todos procuravam, mas não deixou, ainda assim, de ser um resultado meritório. No III Grande Prémio Moisés Martins – o Torneio do Centenário, a Instituição Coxeana conseguiu chegar ao terceiro lugar, depois de bater os Aprígios Team nas grandes penalidades, e fez o pleno do certame: em três edições ficou sempre nos três primeiros lugares.

O torneio teve uma inovação: oito equipas, o que se traduziu em 16 jogos no total e a absoluta impossibilidade de fazer uma crónica individual para cada. Por essa razão, a crónica, deste vez, é agrupada. As notas, contudo, serão individualizadas por partida. Em relação aos resultados, podem ver tudo no post anterior. Realce também para a estreia de João Santos “Del Neri”, que pontificou pelos Coxos para surprir a ausência de Rui Rocha, afastado por lesão.

Alberto Teixeira – 7; 12; 12; 9; 15 – Começou mal o torneio, com uma saída para o ataque em que perdeu a bola e acabou por meter auto-golo. Teixeira tremeu aí, e temia-se o pior. Felizmente, praticamente não teve trabalho no segundo e terceiro jogos, dada a força revelada pela defesa Coxeana. No jogo das meias-finais voltou a pecar, embora desta vez por culpa do árbitro: saiu da baliza, a bola bateu no seu braço e… cartão vermelho. Redimiu-se no último jogo: depois de uma partida muito dividida, fez a diferença nos penalties, com uma defesa a dar o peito às balas. Nota média: 11

Pedro Romano – 9; 11; 13; 10; 12 – Muito fora de forma, foi o jogador com menos tempo de jogo. Esteve muito discreto a atacar e na defesa limitou-se a cumprir. No terceiro jogo foi quando mais se destacou. Na meia-final foi ele que assumiu a responsabilidade de substituir Teixeira na baliza, e apesar de ter encaixado três golos ainda evitou outros tantos. Os anos começam a pesar. Nota média: 11

Ivo Neto: 10; 13; 14; 9; 11 – Abnegado e lutador, voltou a mostrar que é uma óptima opção para tapar os caminhos para a baliza. Como o resto da equipa, baixou de nível no primeiro jogo e na eliminatória contra os Africans. Na partida contra os We Shall See foi um autêntico muro. Nota média: 11,4

Luís Miguel: 11; 13; 14; 9; 12 – Esteve normalmente seguro e competente, sem nunca espalhar a magia que já mostrou em campo noutros tempos. O facto de jogar em terrenos mais recuados também não lhe permitiu grandes veleidades. Aproveitou o último jogo para se recrear um bocadinho mais, sem contudo tirar daí grandes dividendos. A criatividade está lá, mas o génio não parece querer sair da lâmpada. Nota média: 11,8

Marcos Sabino: 10; 12; 15; 9; 13 – Fez um jogo em crescendo, como o resto da equipa. Marcou um golo de belo efeito contra a Squadra Azzurra e podia ter sido o homem da partida contra os We Shall See pela forma notável como secou o adversário Fábio; mas uma perda de bola infantil acabou por não permitir uma exibição de gala. Ainda assim, apresentou-se numa bela forma física. Nota média: 11,8

Hugo Pires: 12; 14; 16; 12; 14 – Foi um dos elementos mais inconformados. Chutou, dribou e fez tudo quanto pôde para levar a equipa para a frente. Ademais, foi também sua a ideia de colocar Sabino a marcar Fábio, o que se revelou extremamente importante. E quando foi preciso marcar o penalty decisivo para ganhar o terceiro lugar, ele disse presente. Tinha dito que estava em má forma, mas o que mostrou em campo chegaria e sobraria para lhe dar o prémio MVP, não fosse… Nota média: 13,6

MVP: João Santos ‘Del Neri’: 10; 15; 18; 12; 14 – Um ponto prévio: o Neri que se apresentou em campo não é o mesmo Neri que fez as delícias dos adeptos há seis ou sete anos, naquele mesmo campo. Neri apareceu com algum peso a mais e muito menor mobilidade. Mas se a parte física não está como antes, o mesmo não se pode dizer dos pés. Depois de um primeiro jogo apagado, o atleta de Viana arrancou para duas exibições extraordinárias, em que carregou autenticamente a equipa às costa. Contra os Eliseus, marcou de penalty e de chapéu no último minuto. Contra os We Shall See fez três – três! – golos, um dos quais quase do meio campo. No total fez seis golos em cinco jogos e ainda obrigou um defesa a meter na própria. Quem sabe não esquece. Nota média: 13,8

Rinus Michels disse um dia que a beleza do futebol está na sua imprevisibilidade. «Tanto pode ganhar a mais inspirada e talentosa dream team como o mais incompetente dos agrupamentos desportivos». O III Grande Prémio Moisés Martins – o Torneio do Centenário mostrou que Michels tinha razão: o resultado surpreendeu tudo e todos, sim; e o vencedor não foi a mais inspirada e talentosa das equipas.

De facto, nas bolsas de apostas que tinham sido feitas e alimentadas nas semanas anteriores, tudo apontava para que os grandes favoritos fossem os Africans, que já tinham levado o caneco para casa em 2014 e chegado à final em 2015, os We Shall See, a sempre experiente equipa de professores (e de não-professores, vá lá) e a Instituição Coxeana, eterna candidata aos mais altos voos. Mas não: no final, o troféu acabou mesmo por ir para as mãos da Squadra Azzurra, formação capitaneada por Chico Madeirense e onde pontificam nomes consagrados como Bruno Simões, Bruno Tomé e Pedro Nogueira.

Como conseguiu este underdog levar de vencida nomes maiores do futebol académico? O segredo: muita dedicação, alguma astúcia (Delfim ficou de fora) e bastante sorte. De facto, a equipa venceu a meia-final e a final na lotaria das grandes penalidades – uma estreia nos GP’s Moisés Martins – e apresentou-se sempre muito concentrada, suprindo naturais limitações técnicas com muito amor à camisola e paixão ao jogo. A forma como festejaram não deixa margem para dúvidas: este troféu foi um piço do caraças! Ainda assim, parabéns a todos.

De resto, o torneio foi marcado pela vida curta dos We Shall See, que tombaram logo na fase de grupos, pelo regresso aos relvados do todo poderoso Del Neri (João Santos), por uma notável ausência de golos (não faltaram empates a uma e duas bolas, e quase nunca se viram goleadas) e por uma completamente inesperada agressão de Fábio Andorra a um adversário. Os números, resultados e listas de marcadores estão disponíveis aqui: Relatório Final (1) Quanto às equipas, notamos o seguinte:

  • Squadra Azzurra: Ninguém dava nada por eles (nem os próprios, confessou no final o capitão Chico Madeirense), mas suplantaram tudo e todos. Começaram bem, com uma vitória com um salho do c****** sobre Os Coxos, e fecharam a qualificação com uma vitória sobre os Eliseus. A partir daí, foi suor e sofrimento: vitória nos penalties contra os Aprígios Team (5-4 depois de 2-2) e nova bofetada de luva branca contra os Africans (2-2 no tempo regulamentar e 3-2 nas grandes penalidades). Um justo prémio para uma equipa que trabalhou desde o início e que já é habitué nestas andanças do Grande Prémio.
  • Africans FC: Três participações, uma vitória e dois segundos lugares. Os Africans mostraram que continuam a ser uma equipa temível, e que mesmo sem Don Lobon na baliza têm classe para dar e vender. Eram claramente o time mais forte, mas não souberam ter a calma que as circunstâncias exigiam. E, depois de baterem Os Coxos na meia-final por 3-1, foram incapazes de resolver o jogo final no tempo regulamentar, seguindo para penalties que se revelaram fatais. Nota positiva para Esteves, que ganhou o prestigiado prémio Melhor Marcador – Tricky (6 golos) e para Topi, que foi promovido lá no Yourporn, onde trabalha.
  • Instituição Coxeana: Começaram mal, com uma daquelas derrotas que custa a engolir: depois de se apanharem a vencer por 1-0, Teixeira fez uma das suas e meteu a bola na própria, abrindo caminho a um humilhante 2-1. Mas fizeram das tripas coração e seguiram para duas vitórias fulgurantes. Primeiro, com um golo no último minuto contra os Aprígios Team; depois, com três machadadas acutilantes sobre os We Shall See. Caíram na meia-final perante os Africans, depois de perderem Teixeira por expulsão. Mas no jogo do 3º e 4º não deram hipótese, levando de vencida nas grandes penalidades. Nota de relevo: dos nove golos que marcaram, seis foram do novo jogador: João Santos. Outra nota de relevo: Pelayo, tás cá dentro!
  • Aprígios Team: A equipa do jovem Tiago Aprígio fez o que nenhuma outra fez: quatro jogos inteirinhos sem pagar a inscrição à organização. Diga-se o que se disser, mostra capacidades. De resto, só caíram na meia-final porque nos penalties não conseguiram superar chico, o madeirense. No jogo do 3º/4º lugar, o cansaço não lhes permitiu fazer melhor. Aplausos, ainda assim.
  • We Shall See FC: Apresentaram-se em campo com um cinco de luxo e um Fábio num momento de forma extraordinário. Pareciam ser a melhor equipa no torneio, mas tiveram o azar do seu lado: muitas bolas ao lado no primeiro jogo (perderam contra os Eliseus) e uns Coxos extraordinariamente inspirados na recta final do torneio. Ficaram-se pela fase de grupos, mas deram a nítida sensação de que se tivessem passado seriam candidatos.
  • Eliseus: A equipa fez lembrar Ronaldinho Gaúcho na última época do Barcelona: muita técnica e habilidade, mas uma incontida necessidade de ficar na noite até de madrugada. Se não fosse por isso, poderiam ter chegado mais longe. A partir do segundo jogo, porém, já estavam mais para lá do que para cá (um jogador adormeceu no intervalo), e a pressão dos adversários foi demais para eles. Para o ano já sabem, rapazes.
  • F.D. Psicopitos: A equipa de João Gonçalves e Andorra é incontornável nestes torneios, mas tarda em concretizar o seu potencial. Desta vez voltou a ficar pela fase de grupos, deixando sempre na cabeça dos adeptos a ideia de que há ali lacunas a preencher. Ainda assim, o time mostrou raça (talvez até demais, em determinados períodos…) e animou a competição com uma mística única. Obrigado, rapazes.
  • 3.14 Nantes: A equipa de caloiros não foi longe, mas deu mostras de grande maturidade em campo, com um estilo de jogo único e uma capacidade notável para absorver elementos externos (Alberto Sá integrou a turma a partir do segundo jogo). Revelaram também uma enorme maturidade na escolha do nome da equipa. Para o próximo ano por que não «3.14 100 Pé»?

Em baixo seguem algumas imagens. Mas se quiserem ver o álbum todo podem consultá-lo aqui.

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À semelhança do que aconteceu nos dois anos anteriores, a Instituição Coxeana disponibiliza atempadamente um briefing com todas as informações úteis para o dia do torneio. Leiam com atenção o documento: Briefing – corrigido.

E agora uma imagem só porque somos javardos. Obrigado por passarem por cá.372319378

É verdade, está mesmo. Depois do I Grande Prémio, vencido pelos Africans FC (fonte), e do II Grande Prémio, vencido pelos We Shall See FC (fonte), é chegada a hora de celebrarmos a década coxeana com mais um enorme evento. O III Grande Prémio Moisés Martins – o Torneio do Centenário segue dentro de momentos. Para já, deixamos só um teaser.

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E vejam aqui um vídeo evocativo.

Depois de um longo braço de ferro com a direcção, Pires rumou às Termas de Chaves, onde passou umas férias confortáveis com um grupo de amigos mais chegado. Descansou, pensou e reflectiu – e até enviou umas fotos. Trechos (editados) de uma entrevista feita por Skype.

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Na semana passada o Presidente coxeano Phillipe Vieira disse que Hugo Pires poderia abandonar o plantel perneta. Em que ponto está a sua situação? 

Sempre estive n’ Os Coxos de alma e coração e assim pretendo continuar. Mas, como sabem, a minha continuidade não depende só de mim.

O que se passou, afinal? Pelo que consta, tudo começou com uma convocatória falhada…

[silêncio] Pois…faltei pela primeira vez a um jogo. Avisei que ia faltar. Já jogámos várias vezes desfalcados e nunca vi a direcção apontar o dedo, publicamente, a um jogador pela sua falta de comparência. Fiquei triste com a forma como as coisas se desenrolaram, admito.

A direcção afirma que confirmou a presença com grande antecipação e só a poucas horas do jogo avisou que ia faltar. Não deu qualquer justificação, nem atendeu o telemóvel. Confirma ou desmente?

Não foi bem assim. Inicialmente, o jogo estava marcado para 4ª feira e foi alterado em cima da hora. Essa alteração apenas me foi comunicada a posteriori. Eu avisei que não ia e quando me tentaram ligar eu encontrava-me numa casa de alterne em espanha e não estava para pagar pelo roaming.

Foi uma semana difícil?

Terrível. Fui insultado nas redes sociais, tive mails a atentar contra a minha dignidade, a falar da minha família… [silêncio] Estas coisas mexem com uma pessoa [cai uma lágrima]. Nunca fui tão enxovalhado na minha vida, mas por amor a’Os Coxos eu perdoo e estou disposto a passar um pano sobre o assunto.

Phillipe Vieira, o Presidente, exigiu um pedido de desculpas público. Não está disposto a assumir culpas? 

Não. Sinto-me mais vítima do que culpado.

Mas posso dizer que pediu desculpas? Só no título, para chamar leitores. Depois eles vêm ler isto e percebem que é treta. 

Claro, por amor de Deus. Pel’Os Coxos eu faço tudo.

Já agora, falou-se muito de uma possível saída. Mas houve propostas concretas? 

Algumas. O Paulo Paulos, dos Africans, ligou-me com um salário chorudo. O Bruno Simões, do Negócios, tentou levar-me para Lisboa com a promessa de me deixar comer na cantina da Cofina todos os jantares. Boas propostas mas o dinheiro não será motivo para a minha saída.

Se ficar, acha que o balneário o vai aceitar bem? 

Espero que sim. Sempre fui um jogador cumpridor, amigo do meu amigo. Penso que todos vão compreender. Até o Rui, que é um filho da p*** que faltou ao mesmo jogo que eu e não foi repreendido – mas o que é passado é passado.

Sabemos que não gostou da comparação feita pelo Presidente na sua entrevista, entre os seus golos e os de Sabino… 

Verdade. Achei desnecessária e sem sentido. Desde a minha chegada, eu tenho mais golos, ele tem mais assistências. Somos, ou éramos, ambos importantes…e o resto é conversa.

O que ainda pode oferecer à equipa? 

O objectivo é o de sempre: fazer mais e melhor. Depois de uma época de estreia fabulosa, as seguintes foram mais discretas e este ano sinto que posso voltar a essas grandes exibições. Gostaria de repetir os troféus de melhor marcador e jogador coxeano, mas acima de tudo quero ajudar a equipa a ganhar o III Troféu Moisés Martins. É essa a minha vontade.

Por último, que mensagem deseja mandar aos adeptos? 

Independentemente do que possa vir a acontecer, continuem a apoiar esta equipa. Os Coxos são uma grande instituição e o clube será sempre maior do que qualquer jogador, capitão ou dirigente.

A notícia caiu como uma bomba no universo coxeano. Hugo Pires, ponta-de-lança contratado em 2011 e uma das coqueluches dos adeptos, foi alvo de processo disciplinar. Em causa está a falta de comparência no jogo Os Coxos x Suicidas Brácaros, que terminou com uma derrota pesada por 12-6. A notícia foi hoje veiculada no desportivo «A Bola», e de imediato começou a ser difundida nas redes sociais.

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Para esclarecer a questão, o blogue Coxeano entrevistou o Presidente Phillipe Vieira, actualmente a residir nos EUA mas sempre atento à realidade da Instituição Coxeana. Uma entrevista sem pimenta na língua onde Phillipe põe os pontos nos i’s e diz o que ninguém queria ouvir: ou Pires paga a multa e pede desculpa ou… a porta de saída está aberta.

Blogue Coxeano (BC): Confirma a instauração de um processo disciplinar ao atleta Hugo Pires?

Phillipe Vieira (PV): Confirmo. Depois de falhar a convocatória e não ter comparecido no jogo de ontem, a Direcção decidiu, por unanimidade, instaurar um processo disciplinar a Hugo Pires. O processo começa com a abertura de inquérito, recolha de factos e formalização da acusação. A partir daí, tem a palavra o jogador.

BC: Não foi dada nenhuma justificação?

PV: Absolutamente nenhuma. O atleta pura e simplesmente deixou de atender o telemóvel e parou de responder às mensagens. Pôs-se offline no Facebook e até a sua conta de Twitter desactivou. A única coisa que sabemos é que actualizou a sua foto de perfil no Tinder. De resto, nada.

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BC: Podemos estar na presença de mais uma luta de empresários?

PV: Não quero acreditar nisso. Temos óptimas relações com o sr. Jorge Mendes e não me passa pela cabeça que ele esteja a usar o Pires para alavancar uma possível saída. Julgo que tudo não passa daquilo que parece: insurbordinação pura e dura.

BC: «Insubordinação» é uma palavra dura…

PV: Tem outra melhor? É tão dura quanto o que é justificado.

BC: Até onde está disposto a ir?

PV: Até onde for necessário. Os estatutos são claros: insubordinação é punida com multa de 2 meses de salário e suspensão de 1 a 6 meses. Neste momento, e salvo justificação de relevo, é isso que está em cima da mesa.

BC: Uma transferência é possível?

PV: Não rejeito, nem confirmo, nenhum cenário. Agora, claro que a partir do momento em que o atleta está suspenso é natural que se desvalorize em mercado, e queira encontrar um sítio onde possa explanar o seu futebol.

BC: E se for uma suspensão de 6 meses é certo que falha o III Grande Prémio Moisés Martins. Na prática, está a pô-lo com um pé fora d’Os Coxos.

PV: São as suas palavras. Mas, a esse propósito, relembro que em 2006 ou 2007, já não tenho bem a certeza, Sabino também abandonou um jogo a meio, e o processo acabou por não ter consequências de maior. É uma questão de humildade…

BC: E a massa adepta? As estatísticas são claras: em 21 jogos, Pires já marcou 25 golos e tem 8 assistências. Tem uma taça e três pódios em três torneios diferentes…

PV:  [interrompendo] … há quem tenha mais, há quem tenha mais…

BC: … Foi o melhor marcador em 2011/12, Jogador com melhor média e Bola de Ouro Coxeano em 2011/12, novamente melhor marcador em 2014/15…

PV: … O Sabino tem mais de 100 golos, homem…

BC: E quase o triplo dos jogos. O ponto é: a equipa está neste momento dependente do PiresConsegue imaginá-lo com a camisola do DinoFC? Ou We Shall See?

PV: Jesus, Credo, por que não? Eu consigo imaginá-lo em qualquer camisola. Imaginá-lo nu é que eu tento evitar!

BC: Vá, a sério…

PV: Para já, é como lhe disse: só duas certezas – o processo e a cláusula de rescisão. Não fecho portas, mas também não meto o pé para deixar passar prima-donas. Repare, desde 2005 que já saíram atletas como Freitas, Furão ou Hélder Beja. Os Coxos conseguiram sempre ultrapassar esses contratempos, porque transcendem as individualidades. Não podemos pensar que somos piresdependentes.

BC: Há quem diga que o ambiente no balneário já não era o melhor. Confirma?

PV: Desculpas de mau pagador, pessoas que plantam coisas para sacudir a água do capote. Estive no balneário há duas semanas e posso confirmar: o ambiente era fantástico. Só ficava um pouco mais agreste nos dias em que o Sabino tinha comido feijoada ao almoço, mas fora isso não havia problemas.

BC: Confirma o episódio da troca de SMS mais abrasiva entre o atleta e o treinador, Pedro Romano?

PV: Confirmo, não foi bonito. Mas isto não fica assim. Porque ao contrário do que aconteceu com a troca de mensagens efectuada com a senhora da limpeza do nosso pavilhão desportivo, neste caso a prova do crime não foi apagada pelo snapchat.

BC: Muito obrigado, Phillipe Vieira. Já agora, em quem vai votar nas eleições americanas?

PV: I’m a proud supporter of Donald Trump.

 

Foi preciso esperar até Dezembro para que a Instituição Coxeana provasse finalmente o sabor da derrota na época 2015/16, mas a derrota, quando chegou, não veio de mansinho. Os 12-6 com que a turma perneta foi despachada são um tributo à boa forma do adversário, os Suicidas Brácaros, mas também o resultado de uma série de circunstâncias particulares que acabaram por ter influência na prestação d’Os Coxos.

A primeira foi, sem dúvida, o desaparecimento súbito de Hugo Pires, jogador de craveira que à última da hora des-confirmou a presença. Neste momento ninguém sabe do paradeiro do número 14 Coxeano, e a Direcção Coxeana, liderada pelo distante-mas-presente Phillipe Vieira, já fez saber que tenciona instaurar um processo disciplinar. O futuro, no que diz respeito a Hugo Pires, decidir-se-á agora nas mais altas cúpulas coxeanas.

Para além de tudo isto, Os Coxos não puderam contar com a presença de Rui Rocha, de momento a visitar o irmão emigrado em Berlim. E Ivo Neto, que há poucas semanas anunciou o seu casamento, esteve em campo com dores de cabeça, cólicas insuportáveis e uma paragem digestiva. Pedro Romano acusou a corrida de dois dias atrás e Luís Miguel, ainda a recuperar de lesão, também nunca conseguiu imprimir o seu futebol.

Não surpreendeu por isso ninguém que aos 10 minutos de jogo Os Coxos já estivessem a perder por 4-0. Os tentos de Nuno Alpoim e companhia saíam quase todos da mesma forma: trocas de bola na defesa, saída rápida, defesa descompensada e… golo para as redes desertas. Como é que se luta contra a técnica aliada à argúcia? Não se luta. «Ide todos para o caralho, cambada de filhos da p***», disse muito bem o guardião Teixeira.

É tentador dizer que Os Coxos lutaram e venderam cara a derrota. O tanas. Apenas Sabino se conseguiu impor, com algumas corridas rápidas pelas alas e desmarcações inteligentes pelo meio do ataque. Num destes momentos conseguiu inclusivamente encontrar espaço no miolo, armar o remate e bater o guarda-redes para fazer o 4-1. No resto – tudo o resto – foi sempre a falta de ideias a marcar o ritmo da equipa.

O tempo passou e os golos foram-se sucedendo. O 4-1 passou para 5-1, e o 5-1 passou para 6-1. A reacção d’Os Coxos fazia-se a espaços, e sempre liderada por Sabino. Depois de muita luta, o jogo estava finalmente mais equilibrado. Não muito mais… mas definitivamente mais, sim: 8-4, com mais um golo de Sabino, e dois dos irmãos Romano.

Até ao final do jogo, não houve grande história. Com as 22h a aproximarem-se, Ivo a pedir descanso e as barrigas a pedir jantar, os Suicidas tiraram o pé do acelerador e Os Coxos fizeram mais alguns tentos. Dois golos de belo efeito, aliás: um remate de muito longe de Sabino, que gingou no meio do terreno e fuzilou o guarda-redes de pé esquerdo, e outro de Luís, que com muito pouco ângulo, e descaído para a esquerda, encheu o pé para um golo em cheio.

Teixeira: 10 – Patos, patos, só deixou mesmo entrar um. De resto – e isto pode parecer humilhante, tendo em conta os 12 golos encaixados… – até esteve bem e evitou um punhado de golos com boas defesas. Veio de propósito a Braga por causa do jogo, numa demonstração de raça e desejo de vencer.

Ivo Neto: 8 – Começou com dores de cabeça, que rapidamente se alastraram à tripa e contaminaram os pés. Ivo, o Neto, como é conhecido na sua aldeia, facilitou demasiado atrás e na frente não conseguiu impor o futebol que lhe é reconhecido, pleno de força, charme e cabelos encaracolados. Melhores dias virão.

Luís Miguel: 9 – Preso de movimentos, está claramente longe do “Iniesta” que já se viu nele. Ainda assim, marcou dois golos e fez uma assistência. Um dos golos foi o tento da noite, o que lhe vale a nota: recebeu uma bola rasteira do meio e, sem controlar, e com muito pouco ângulo, fuzilou o guarda-redes de fora da área.

Pedro Romano: 9 – Correu muito, mas nem sempre bem. Havia sempre qualquer coisa a falhar: um passe final que ficava curto, um remate ao lado, um corte incompleto… Marcou um golo e fez uma assistência. Puxou pela equipa quando esta perdeu ânimo.

Marcos Sabino: 10 (MVP) – Sabino não esteve bem na defesa, e nota-se que o músculo que tinha ganho já desapareceu todo. Still, não é todos os dias que se faz uma assistência e se marca três golos. A nota reflecte esses momentos, e coloca-o definitivamente como o grande goleador coxeano. Já são mais de 100 (!) desde que chegou à turma perneta.