
Último segundo dita empate entre Os Coxos e We Shall See
Fevereiro 14, 2009Os Coxos não conseguiram levar novamente de vencida os We Shall See, quase um mês depois da inédita vitória sobre a equipa docentina. Seria o jogo que empataria a moca a duas partidas, mas os estudantes só se podem queixar de si mesmos, pois deixaram-se empatar no último segundo da partida. Alberto Sá abriu o livro e foi o homem do jogo, com três golos.
Pode-se dizer que a turma perneta não estudou a lição, pois dois dias antes a táctica foi discutida numa troca extensiva de e-mails. Com o ‘Capitão América’ de fora, devido à leccionação de inglês de rua, Os Coxos sabiam que iriam ganhar velocidade nas transições para o ataque, mas a defesa ficaria despida de poder físico e confronto. E aqui ficou resolvida a partida, mas deixemos para depois.
Com início de jogo retumbante, Os Coxos prometiam e muito. Num piscar de olhos, o marcador subiu até aos três golos sem resposta, deixando desnorteado o adversário. Pedro Romano inaugurou o marcador, ao concluir com engenho um passe de Rui Rocha. Minutos depois foi a vez de Pedro Romano servir, desta feita Carlos Tricky, que chuta fora de área sem hipóteses para o desamparado Joaquim Fidalgo. Seguiu-se depois um golo de antologia, por meio e obra de Marcos Sabino. Após desfazer-se de dois defesas e de sentar o guarda-redes, o número nove fica com a baliza à sua mercê e de letra chuta para o fundo das redes. Estava feita a conta de Deus.
Porém, como uma fénix renascida das cinzas, o We Shall See volta a acalentar esperanças num resultado favorável. Saído do banco, Alberto Sá, sem pedir licença a ninguém, reduz num ápice a desvantagem para a margem mínima. O trabalho informático foi notável em todos os sentidos: entrou no jogo quando a balança pendia claramente para Os Coxos, mas rapidamente foi equilibrada até começar a arriar no lado perneta; depois marcou dois portentosos golos, um deles através do método utilizado no râguebi, o de furar entre os homens. Faltou a’Os Coxos o poder de choque que Phillipe tão bem sabe fazer uso.
Empate no último segundo
Aproximação feita e renovado o ânimo, os docentes apinharam-se no ataque com o objectivo de chegar o mais rapidamente ao empate e aproveitar da melhor maneira o desgoverno perneta. Todavia, o lençol humano não serviu para cobrir todo o campo, deixando desvanecida a defesa por inúmeras vezes. Tricky, com um jogo esforçado e estóico, – importa referir que o peludo jogou meio tempo condicionado, depois de uma entrada ríspida sobre os seus pés – teve uma mão cheia de oportunidades para elevar a contagem para 4-2, mas o keeper Fidalgo adiou sempre o dilatar do resultado, ora com defesas inimagináveis ora com o recurso ao derrube do adversário dentro da grande área. Mas o árbitro fez olhos de toupeira e deixou seguir.
Quem não marca sofre, dizem os pensadores do futebol, e o desperdício coxeano poderia antever um desfecho semelhante. Porém, não foi o que aconteceu, e no seu melhor estilo, Tricky ganha com raça um bola divida no meio campo contrário e rematou inapelavelmente para o fundo das redes. Feito o 4-2, era hora de Os Coxos recolherem-se à defesa e aproveitarem para fazer rápidas deambulações à baliza oposta.
Como o fantasma nunca aparece uma só vez, voltou a sagacidade e impertinência de Alberto Sá, a partir de hoje considerado persona non grata nas hostes coxeanas. O falso lento remata cruzado entre dois defesas, Teixeira atira-se demasiado tarde à bola, e voltava a crença num bom resultado. E eis que no último segundo da partida chegou o golo do empate, para felicidade e regozijo de saltar aos céus dos jogadores do We Shall See e desapontamento e frustração de cair de joelhos no chão para os briosos Coxos. Golo do paulista Paulo Ranieri, após assistência do man of the match Alberto Sá.
O momento ficou eternizado com uma fotografia com o grupo todo reunido e que oportunamente pretendemos colocar no site.
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Teixeira: 13. Fez um jogo esforçado, o redes esteve sempre atento e foi sempre uma voz activa na manobra defensiva. Efectuou um punhado de boa defesas e não deixou entrar o frango da praxe. Porém, não foi capaz de fazer frente a um inspiradíssimo Alberto Sá e deixou passar, uma vez mais, um golo no último segundo da partida.
Romano: 13. Não foi a pedra sólida do meio-campo que todos lhe reconhecem, mas nunca deixou de estar presente nos momentos decisivos, ao marcou um golo de belo recorte e assistir para o primeiro tento de Tricky. O último passe não saiu com a eficácia pretendida, mas nunca perdeu nenhuma bola no meio-campo.
Rui: 13. Foi um jogo ingrato para el directore. Habitual suplente, desta vez titular, não conseguia conter todos os ataques adversários, especialmente aqueles que passavam por Alberto Sá. Apesar disso, impediu que o We Shall See gozasse plenamente de domínio territorial quando a perna coxeana estava a arquear. Os remates não tiveram, desta vez, a produção desejada.
Tricky: 14. Nível exibicional uns furos abaixo da sua média, o peludo teve uma prestação estóica e muito esforçada, dada as condições ou falta delas quando o relógio apontava a meia hora de jogo. Marcou dois golos e fartou-se de rematar, mesmo quando o que se lhe pedia era o passe ao colega melhor posicionado. Foi ainda derrubado dentro da área por Fidalgo.
Sabino: 13. Já consegue aguentar um hora intensa de jogo, o que se revelou um aspecto positivo neste jogo, dado não haver suplentes de uma só perna. Com o golo de letra que marcou, a pontuação do terrível número nove seria maior, naturalmente. Todavia, faltou a capacidade de desiquilíbrio e de decisão que fazem dele um matador temível.
PS. A ingrata tarefa de classificação e avaliação dos elementos da equipa adversária fica ao cargo dos mesmos.




Grande jogo, com emoção até ao fim. Faltou-nos peso na defesa e suplentes para ir trocando no banco, mas até à primeira meia hora de jogo mostrámos de que somos um adversário temível. Pelo menos quando apanhamos oponentes com mais 20 anos que nós.
Já agora, acho que o guarda-redes coxeano merecia melhor nota: foi de longe o melhor, com um punhado de grandes defesas. Os restantes jogadores foram esforçados mas faltou sempre qualquer coisa. A troca de bola ainda está pouco oleada e os remates continuam a sair muito tortos, embora o guarda-redes Fidalgo também tenha muito mérito.
Pena de facto é que não haja notas para o adversário. Mas deixo aqui as minhas:
Joaquim Fidalgo: 15 – Atento. Conseguiu meter medo aos adversários e mostrou que um campo de futsal dá para joga à bola mas também é bom para kung fu. O Tricky que o diga.
Luís Santos: 13 – Certinho. Esteve pouco tempo em campo mas quando esteve defendeu bem. Falta alguma audácia no ataque.
Paulo Salgado: 14 – Veloz. Trouxe pulmão à equipa (que bem precisava). Temível nas linhas, pecou apenas na finalização.
Pedro Portela: 14 – Voluntarioso. Não fez o gosto ao pé mas mostrou que continua a ser o Ibrahimovic dos pobres. Também foi marcado pelo Materazzi dos pobres (Rui).
Alberto Sá: 17 – Um buldozzer autêntico, que desfeiteou a equipa coxeana. Com a condição física cada vez melhor, mostrou tem um poder de fogo invejável. Revelou também pormenores técnicos que não eram conhecidos.
Paulo Ranieri: 13 – Entrou com a equipa já a crescer e trouxe velocidade e técnica. Importante pelo golo que marcou no último minuto.
António Ovídeo: 14 – Foi o patrão da defesa. Importante a coordenar os colegas e a incentivar a equipa. É o Phillipe dos We Shall See, com menos 25 quilos.
Jogador loiro cujo nome me escapou: 12 – Seguro. Não comprometeu na defesa mas também não se salientou no ataque. Termina o jogo com a mancha negra de ter sofrido um túnel por parte de Rui Rocha, o que nunca é bom sinal.
«Alberto Sá abriu o livro e foi o homem do jogo, com três golos.» Eu diria antes que foi um tutorial.
«Os Coxos sabiam que iriam ganhar velocidade nas transições para o ataque, mas a defesa ficaria despida de poder físico e confronto.» Antes despida sem Phillipe do que com ele (não é que eu tenha grande legitimidade para lançar esta)
«O lençol humano não serviu para cobrir todo o campo, deixando desvanecida a defesa por inúmeras vezes» Eh pá, que pensamentos são esses?
«Quem não marca sofre, dizem os pensadores do futebol» As conclusões a que eles chegam…
«Como o fantasma nunca aparece uma só vez, voltou a sagacidade e impertinência de Alberto Sá, a partir de hoje considerado persona non grata nas hostes coxeanas» Um hacker para a firewall perneta.
«Foi ainda derrubado dentro da área por Fidalgo.» Foi? Que mentira!
«Também foi marcado pelo Materazzi dos pobres (Rui).» Literalmente, se a memória não me falha.
«Termina o jogo com a mancha negra de ter sofrido um túnel por parte de Rui Rocha, o que nunca é bom sinal.» Pois, deve mesmo falhar, a minha memória. É que não me lembro disto. Deve ser porque é muito frequente fintar assim alguém.
O peso do capitão na equipa ficou aqui espelhado… Agora, é preciso levantar a cabeça e pensar na próxima partida. Talvez, já com o 21 em campo. E sem espaço para o “vírus informático” Alberto Sá.
Antes de tudo, a foto ainda não chegou por culpa minha.
Admito.
Segue ainda esta tarde.
Quanto ao jogo:
1) O ‘ruço’ chama-se António José (Tózé) e é o pivot das modalidades n’O Jogo (e aluno de 2º ciclo).
2) Este foi um jogo atípico – os We shall See nunca tiveram tantos jogadores disponíveis, é certo, mas o que houve em pulmão a mais faltou em discernimento táctico, sobretudo nos primeiros 20 minutos de jogo.
3) O Ibrahimovic dos pobres continua em baixo de forma e isso tem reflexos na produtividade da máquina (faz lembrar o Sporting sem Liedson ou, se preferirem, o Sporting com Postiga!).
4) O mais temível jogador alguma vez nascido no distrito de Vila Real (não, o SimãoS é só o segundo!) continua a ter problemas de calendário (ou será que quem marca os encontros faz de propósito?) e vê-se impossibilitado de dar um decisivo contributo à equipa.
5) O Yashin de Parada também nos fez falta, sobretudo porque a sua presença poderia ter-nos permitido tirar partido da polivalência do Ricardo de Espinho (tão bom com as mãos como com os pés!).
6) Ao fim de 5 partidas:
WSSfc – sept puãs
OCfc – catre puãs
Palavras para quê?
Pessoal… estamos novamente a organizar uma mini-liga… o nosso torneio é diferente de todos os outros via ser inicialmente disputado em forma de liga… e no final realiza-se um pequeno playoff para decidir as 4 primeiras posições… tem um mínimo de 8 jogos garantidos… o que faz deste o torneio mais barato da universidade…
Passem em http://www.ligapuzzlebarneeb.blogspot.com