
Coxos em alta derrotam We Shall See em dia não
Janeiro 17, 2009À terceira foi mesmo de vez. Naquele que foi o terceiro embate entre colossos do futsal universitário, os Coxos derrotaram o We Shall See por 5-2, num jogo mais disputado do que o resultado final leva a crer e em que o factor casa foi determinante.
Depois de duas deslocações ao terreno do adversário, marcadas por outras tantas derrotas, os Coxos receberam o seu grande rival e registaram uma vitória na partida que marcou o regresso da formação perneta à vida activa.
Após mais de seis meses de paragem, a formação Coxeana apresentou-se em campo com um cinco em que a grande novidade foi a ausência do avançado Sabino. Retido no balneário para cumprir os seus rituais religiosos, Marcos perdeu o início da partida, sendo substituído por Rui “Il Directore” Rocha.
Assim, o Império Coxeano regressou aos palcos com o titularíssimo Alberto Teixeira na baliza, o capitão Phillipe Vieira e Rui Rocha a segurar a defesa, Pedro Romano a fazer a ligação entre os dois sectores e Carlos “Tricky” Ferreira em cunha no ataque.
Do outro lado, estava uma formação experiente que, com as ausências de Manuel Pinto, Moisés Martins e Fernando Jesus, apresentou um cinco inicial onde o principal objectivo era segurar o ataque Coxeano e explorar a velocidade e sagacidade do engenheiro do golo, Pedro Portela.
Joaquim Fidalgo segurou as redes do We Shall See, guarnecido por uma defesa de respeito, composta por António Ovídio e Luís Santos, que se encarregava não só de tarefas defensivas como de explorar o ataque pelo lado direito. Alberto Sá era uma seta apontada na esquerda e Portela a referência maior de todo o jogo ofensivo do We Shall See.
Com as equipas em campo, o jogo pôde começar, para gáudio dos fãs que lotaram o Complexo Desportivo Coxeano numa bela tarde de sol, em que a chuva deu tréguas e os termómetros subiram apenas para ver os Coxos jogar. E a bola começou a rolar.
Desde o apito inicial, os Coxos fizeram-se valer do seu estatuto de equipa visitada, levando o jogo para a área do adversário que, sem velocidade para conseguir competir com a Nação, passou a operar num defensivo 3X1, deixando Portela à sua sorte. Reparando que os Coxos estavam a defender com dois homens apenas para um adversário, o treinador da Nação soltou Phillipe pela direita, fazendo o capitão as função de elo entre a defesa e o ataque, libertando Romano para ajudar Tricky no ataque.
A nuance táctica introduzida pelos Coxos resultou, criando a equipa perneta mais oportunidades de golo e levando o perigo à área do We Shall See. Porém, também deixava a defensa mais descoberta e num lance em que Luís Santos conseguiu fazer a bola chegar a Pedro Portela, este rodou sobre Rui e fulminou Alberto Teixeira, marcando o primeiro golo da partida e lançando a surpresa sobre o recinto de jogo. Os Coxos estavam em desvantagem.
Porém, a equipa não esmoreceu e insistindo na sua abordagem mais ofensiva do jogo conseguiu rapidamente chegar ao empate. Fechando as linhas de passe ainda na zona defensiva do adversário, Phillipe conseguiu interceptar um passe de Joaquim Fidalgo, assistindo em seguida Tricky para este fazer um belo chapéu que restabeleceu a igualdade e a justiça no marcador.
Os valentes professores do ICS sentiram bastante o golo do empate, perdendo alguma da sua eficácia nos contra-ataques e permitindo aos Coxos colocar os quatro homens no ataque. Não foi por isso muito surpreendente que pouco depois do empate, Rui Rocha em remate de fora da área tivesse feito o segundo golo para os Coxos, num tiro cheio de intenção com o pé esquerdo – aquele que é excepcionalmente mais fraco.
Este golo teve o condão de espicaçar o adversário, lançando o We Shall See à procura do empate e colocando os Coxos numa posição de maior expectativa. Foi nesta altura que começou a aparecer Alberto Sá, um raçudo e insistente ponta-esquerda que prometia muito trabalho aos defensores Coxeanos.
Por mais do que uma vez, Portela, Ovídio e Alberto visaram a baliza Coxeana. Porém, Alberto Teixeira esteve sempre irrepreensível, não permitindo grandes veleidades ao adversário. Entretanto, já com Marcos Sabino em campo, era a vez de os Coxos explorarem o contra-ataque, guiado ora por Sabino, ora por Tricky. No entanto, tal como Teixeira na outra baliza, Fidalgo ia adiando o terceiro golo d’Os Coxos. A grande questão passava por saber até quando tal seria possível.
E foi aí que o Filho de Deus desceu ao Pavilhão. Fernando de Jesus chegou equipado ao terreno de jogo, aqueceu, entrou para o lugar do esgotado Luís Santos e começou a colocar em polvorosa a defesa Coxeana. Ora pela esquerda, ora (preferencialmente) pela direita, Fernando era uma seta apontada a Teixeira, que não se tinha esquecido dos golos sofridos nas duas últimas partidas em casa do We Shall See.
Mas, à equipa que equipou de cinzento faltava maior capacidade física para concretizar as oportunidades criadas, situação que não acontecia com os Coxos que, em dois rápidos contra-ataques, marcaram dois golos. Primeiro, Marcos fez o 3-1, depois de uma bola aliviada na defesa, Sabino correu todo o meio campo do adversário e apenas com o guarda-redes pela frente não teve problemas em fazer o seu primeiro golo da tarde.
Tricky, aproveitando uma recuperação de bola no ataque, conduziu a jogada pelo lado direito, flectiu um pouco e fez com calma e classe o quarto golo da equipa Coxa. Foi, também, por esta altura que o We Shall See colocou Alberto Sá na baliza, libertando Joaquim Fidalgo para ocupar terrenos mais ofensivos, situação que criou alguma estranheza n’Os Coxos que, durante alguns instantes, parecerem incapazes de aguentar a segunda vaga do ataque do We Shall See.
A equipa liderada por Luís Santos acabaria mesmo por fazer o segundo golo. Num lance em que saltou a lente dos óculos de Fidaglo, após choque com Tricky, o We Shall See avançou para um rápido contra-ataque culminado com o golo de um dos seus elementos – este cronista ficou retido a presenciar a assistência técnica prestada aos óculos do professor Fidalgo, apenas especulando que o golo terá sido da autoria de Fernando de Jesus. Em frente.
Com o árbitro já com o apito na boca, ainda houve tempo para o capitão Phillipe molhar a sua colher, fugindo à marcação imposta pela defesa contrária e finalizando uma interessante movimentação ofensiva da equipa de uma só perna. A bola, que passou por entre as pernas de Alberto Sá, apenas parou no fundo das malhas da baliza do We Shall See. Em seguida, a partida terminou e os Coxos fizeram história: na primeira partida entre ambas as equipas no recinto Coxeana, a formação treinada por Pedro Romano levou a melhor, vencendo por claros 5-2.
Uma palavra de apreço para os adversários do Império Coxeano, que se bateram valentemente e tiveram várias oportunidades para empatar o jogo – enquanto a diferença entre ambas as formações foi mínima. Nos balneários, onde reinou a boa disposição e a troca de galhardetes entre os atletas, ficou apalavrada a realização de nova partida. O Mundo aguarda com expectativa.
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Teixeira: 15. Numa partida ingrata para qualquer guarda-redes, devido ao pouco trabalho, Teixeira notabilizou-se por resolver bem todos os lances com que se deparou. Apesar de a maior parte dos remates terem tido como destino as malhas laterais da baliza, a verdade é que Teixeira ainda teve de se estirar algumas vezes e protagonizar algumas saídas arriscadas, como aquela em que acabou por atingir em falta o Filho de Deus. Adivinha-se castigo divino… Seguro.
Rui: 15. Uma das melhores partidas do número 10 que ontem foi o número “?”. Seguro a defender, arriscou algumas aventuras no ataque e chegou mesmo a apontar um golo. Não comprometeu em nenhuma fase da partida – uma inovação no jogo de Rui – e durante largos minutos chegou a chegar sozinho para o ataque adversário. Activo.
Phillipe: 15. Muito se tinha especulado acerca da condição física do capitão. Depois dos meses em Carnaxide, estava na hora de mostrar que o plano de reabilitação física encetado desde o regresso ao Norte tem dado frutos. E, de facto, Phillipe apresentou-se numa óptima condição física, conseguindo fazer todo o corredor direito e ligando a defesa ao ataque. Marcou um golo, fez uma assistência, enviou uma bola ao poste, permitiu uma grande defesa a Alberto Sá e quando teve de defender nunca comprometeu. Algumas intercepções interessantes no ataque. Fundamental.
Romano: 15. Toda a gente sabe que almoçar todos os dias no Pingo Doce dos Restauradores não dá nem saúde, nem faz crescer. Romano não está na melhor forma física, mas continua a trata a bola por tu e não perdeu o jeito para as suas características reviengas e fintinhas. Boa visão de jogo, foi o responsável por algumas movimentações interessantes do ataque Coxeano. Importante no equilíbrio táctico do jogo, mostrou que no Diário Económico FC tem aprendido a dosear o esforço. Nove horas de trabalho não é para todos. Brioso.
Tricky: 15. El animale, o peludinho, o homem que trocou as gangas pela bombazina, esteve ao seu nível. Raçudo em campo, Trciky não deu descanso a António Ovídio, sendo sempre uma seta apontada à baliza de Joaquim Fidalgo. Apesar de estar algo preso de movimentos, foi o jogador que falhou menos passes e acertou mais vezes na baliza. Dois golos coroaram uma exibição cheia de aspectos positivos. Irrepreensível.
Sabino: 15. O avançado com um só pulmão começou o jogo no banco, depois de se ter atrasado no balneário a rezar uma Avé Maria por cada site pornográfico consultado na véspera. Marcos continua rápido, incisivo sobre a baliza adversária e a procurar inspiração no Pro Evolution Soccer. Virando-se para um lado, virando-se para o outro, é sempre difícil parar Sabino, ainda para mais quando com uma bota de cada cor ele está inspirado e cheio de vontade de dar show. Continua a ser um elemento preponderante na manobra Coxeana. Indispensável.
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Devido ao espírito nobre do adversário e ao mútuo respeito institucional, os Coxos também vão fazer a avaliação individual de cada membro do We Shall See.
Joaquim Fidalgo: 14. Os genes de bom guarda-redes estão na família e Joaquim voltou a mostrar porquê durante a tarde de ontem. Uma mão-cheia de belíssimas paradas foi suficiente para ir adiando o golo Coxeano e manter a sua equipa na partida. Depois, fora da baliza, revelou bom sentido de orientação. Convincente.
António Ovídio: 14. O rochedo da defesa do We Shall See era também o principal responsável pela distribuição táctica da equipa. Uma boa visão de jogo e uma capacidade para interpretar o jogo acima da média fazem dele um adversário de respeito. Intrépido.
Luís Santos: 13. Apesar de estar envolvido no lance do primeiro golo do We Shall See, Luís Santos nunca esteve no nível a que já nos habituou. Porventura, receoso por nova lesão no tornozelo, evitou o despique directo e não rompeu pelo ataque as vezes que a equipa precisava. Foi também o primeiro a sair, dando lugar a Fernando de Jesus. Depois teve de levar os filhos à bola. Esforçado.
Alberto Sá: 14. Vimaranense de gema, provou a Manuel Cajuda que ainda há bons jogadores em Guimarães – apesar de ser difícil encontrá-los. Activo pelo lado esquerdo do ataque, não deu descanso quer a Phillipe, quer a Rui. Sempre a bom nível, Alberto Sá necessitaria, talvez, de mais tranquilidade na hora da decisão, falhando algumas assistências de morte e perdendo alguns remates pela linha de fundo. Guerreiro.
Pedro Portela: 15. O engenheiro das Ciências Sociais esteve em belo plano, marcando um dos golos mais bonitos da partida quando, já quase sem ângulo, fuzilou Alberto Teixeira. Não teve receio de ir à luta com Rui ou Phillipe, mostrando soluções no 1X1. Finalizador nato, ficamos a pensar no que teria acontecido se tivesse tido mais bola. Dinâmico.
Fernando de Jesus: 13. O Filho de Deus chegou pouco depois da meia hora de jogo, mas ainda teve tempo para deambular pela linha e procurar criar o pânico na equipa Coxa. Com ele em campo o We Shall See ganha poder de ataque, mas perde algum esclarecimento na altura de movimentar a bola e segurança defensiva. Ainda assim, uma clara mais-valia. Abençoado.
n.d.r.: O vídeo com o resumo da partida será em breve publicado.




Não custa perceber quem foi o autor desta crónica. Aquele “fundamental” no 21 diz tudo
Mister, aqui o «elo mais fraco» coxeano quer provar que merece a titularidade.
A entrada dura sobre o Filho de Deus já tem castigo divino: de agora em diante vou deixar de poder requisitar câmaras de filmar no ICS…
De qualquer das formas, foi um bom regresso ao pavilhão da UM. Os Coxos estavam com fome de bola; acho que acabou por prejudicar a nossa exibição, exceptuando a do Capitão América, sempre imaculada quando é o próprio a fazer a crónica
O “Filho de Deus” vai esperar pelas imagens registadas (graças às câmaras disponibilizadas), para que todos possam ver o “cacete do século”! Enquanto houver “mão leve” a punir este tipo de jogo, o belo futebol apresentado pelos “We Shall See” será sempre subtraído e impedido de se exibir! Uma pena!… Espero que a Comissão de Arbitragem veja isto, de uma vez por todas, a bem do espectáculo e da verdade desportiva!
Bela crónica, sim senhor! Só que, o narrador devia estar um pouco mais concentrado nas incidências do jogo e menos na encantadora e efusiva plateia feminina! É que, se assim tivesse agido, não teria dúvidas na autoria do segundo golo do “We Shall See”!…
Parabéns a toda a equipa “Coexeana” e à calorosa e entusiasmante claque presente!…
…faço minhas as palavras de indignação do Fernando Jesus
Houve pelo menos dois golos em claríssimo fora-de-jogo (dizem as regras – as da decência e as do respeitinho pelos mais velhos – que nunca numa acção ofensiva pode haver mais atacantes do que defensores sem fôlego…) e tivemos ainda contra nós pelo menos um poste e uma trave.
Ora, assim não há quem aguente.
Assim, como diria o Rui Santos, “não pode sair beneficiado o futebol espectáculo”.
Creio que importaria dar maior saliência ainda ao facto de que o We Shall See foi forçado a manter, durante mais de meia hora, um heróica presença no rectângulo com apenas cinco pujantes (assim-assim) atletas, por contraponto a uma equipa adversária que – com uma matreira gestão de activos ‘bancários’- tudo fez para disso tirar o máximo partido.
A vitória aceita-se mas o resultado é pesado demais para uma equipa com uma invulgar capacidade de improviso e uma ainda mais invulgar tenacidade psicológica.
Em vez de “à terceira foi mesmo de vez” talvez fosse mais sóbrio algo do género: “Banco de luxo e abuso de confiança batem mérito e esforço desumano”.
Não sei. Acho que sim. Mais sóbrio. De certeza.
Sim, sim.
É desumano jogar vergado perante tão fanática falange de apoio da equipa adversária!
Sabíamos de antemão que ia ser difícil, mas nunca imaginavamos o cenário dantesco que se viveu nas bancadas pejadas de hooligans.
PS1:Claro que o facto do campo ser grande não tem nada a ver com este comentário
PS2: Não há limite de velocidade dentro de campo? Foi uma luta desigual entre ferraris e fiat 600…
O ‘We-Shall-See’ acusou sobremaneira o clima tenso propiciado pelos ‘mind games’ que preencheram os escaparates durante a semana. Moisés Martins terá admitido “nunca ter enfrentado ambiente assim nas suas disputas académicas” e Manuel Pinto remeteu-se ao silêncio, por recomendação da ERC. O plantel ficou, assim, largamente desfalcado. A rever, na próxima abertura do mercado de transferências…
Para além do mais, a equipa tremeu como varas verdes pois disputou o seu primeiro jogo fora de casa, em todo o seu historial invicto. O desconforto pela diferença de ambiente foi tal ao ponto da letargia ter bloqueado a equipa quando, volvidos 10 minutos de jogo, se verificou com incredulidade não haver ainda qualquer lesionado. Neste capítulo, sempre doloroso, apenas há a registar a quebra do pára-brisas do Joaquim Fidalgo, prontamente reconstituído no local sem intervenção da Carglass.
Ambiente adverso, portanto. A jogar fora, no estádio moderno do adversário (com certeza pago por alguma off-shore ‘coxeana’), causou estranheza o facto do marcador electrónico não estar a funcionar: “- Isto só acaba quando eles estiverem a ganhar”, sussurrou Pedro Portela, enquanto olhava por cima do seu ombro, desconfiando se as paredes não teriam ouvidos.
Luis Santos acrecentou mesmo “estar bloqueado com a estratégia adversária, pois há um jogador deles que até usa uma bota de cada côr, conforme sai trivela ou folha-seca”.
O pior que podia ter acontecido foi termos marcado primeiro, numa jogada brilhante a três toques, e concluída pelo levezinho da equipa. Os ‘Coxos’ despertaram e investiram com garras e dentes, sempre limpos, por sinal, que esta juventude cuida-se e a assistência nas bancadas não era de desprezar.
Fernando, the Jesus, tardou em aparecer, preocupado, quiça, com o jogo que iria disputar a seguir, mas pela concorrência (um novo “caso Mateus”?). Confessou “só jogar bem quando o deixam usar a camisola da águia favorita”, coisa que, no We Shall See, está proibido pelos regulamentos e pelo guarda-roupa do A. Ovídio, sem dúvida, o carregador de piano do time.
Para pacificar o ambiente, o ‘mister’ ordenou que ‘moi même’ fosse para a baliza, com grande sacrifício, para ver se com abébias aumentava a diferença no placar e pelo menos chegavamos a casa a tempo de jantar. Felizmente, o capitão Phillipe, O Flecha, caiu no engodo…
Resta agradecer aos ‘Coxos’ e à sua ‘entourage’ por mais este momento bem passado. Aguardamos, com ansiedade, pela próxima! Bem-hajam.
A Direcção Coxeana vem congratular-se pelo ambiente vivido no recinto desportivo do seu clube. Os gritos, uivos e gemidos vindos da bancada tiveram o efeito desejado de perturbação mental e psicológica nos nossos adversários. São os mind-games à portuguesa.
Na verdade, todos os adversários temem pelo dia em que têm de entrar nas nossas quatro linhas, uma vez que isso quer dizer que ficam sujeitos à nossa equipa mas, mais do que isso, à nossa claque e adeptos. Que gritam do primeiro ao último minuto, sem pausas nem interrupções.
Depois de duas partidas em terreno alheio, onde a equipa se ressentiu dessa falta de apoio, soube bem à Nação Coxeana respirar o ar pesado do seu recinto. Só assim sabemos jogar.
Fica desde já aceite o convite para nova partida, cuja calendarização fica dependente da disponibilidade do nosso recinto, uma vez que para o rentabilizar costumamos tê-lo alugado. A crise toca a todos.
O “We Shall See FC” fica desde já convidado para nova visita ao Inferno. Resta saber se aceita.
Grande comentário do Alberto Sá (quase tão grande como o golo do Pedro Portela ou quanto a diferença entre a nota atribuída ao Phillipe e a sua verdadeira prestação em campo).
De salientar ainda a exibição de raiva de Rui Rocha e a minha própria falta de forma, que fez Tricky arrancar os cabelos (e os pêlos dos tornozelos) mais do que uma vez. Marcos Sabino esteve bem e presenteou as bancadas com um belo golo.
Quanto ao jogo, a vitória é justa e adequa-se. A equipa shallseana terá de arranjar mais jogadores para não perder o pulmão tão cedo. Moisés Martins e o inimitável Tiago Alves podem ser reforços de peso.
Abraço a todos