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Golo de último minuto dita derrota coxeana no último jogo da história perneta

Junho 30, 2008

Foi num golo dramático que acabou o longo e glorioso trajecto coxeano. Depois de terem estado a ganhar por 5-2, os jogadores vermelhos consentiram o empate e, no último minuto, perderam uma bola que ditou a sorte do jogo. A despedida dos valorosos jogadores, que marcaram uma época na Universidade do Minho, não sai, contudo beliscada. E, em jogo de amigos – Os Coxos defrontaram os Amigos dos Coxos -, Teixeira, o guarda-redes, entrou para o livro de recordes ao marcar dois golos. Memorável.

O jogo começou com formações bastante particulares. Do lado dos Amigos dos Coxos – formação de homenagem que integrou bastantes jogadores – jogaram Mustapha Zé, Ibrahim Ricky e Hey Abeel (os três do Rossas FC), Esquilo (Rodovia FC), Sr. Funcionário (dos SASUM FC) e Bruno Simões (Atoladinhos FC – não apareceu mas jogou tanto quanto nos jogos em que aparece). Pel’Os Coxos alinharam Teixeira, Romano, Sabino, Rui Rocha e Bola de Fogo, o mítico avançado dos Atoladinhos que Os Coxos tiveram a honra de apadrinhar no seu ano de caloiro.

E o jogo até começou bem para Os Coxos. Teixeira, o guarda-redes, foi à frente facturar em belo lance individual. O Amigos dos Coxos fez o empate mas o guardião, não satisfeito com o facto de inscrever pela primeira vez o seu nome na estatísticas oficiais, chutou de baliza a baliza, fazendo um chapéu ao adversário, que se deixou ludibriar pela simulação de Romano. Manhã em cheio para o keeper coxeano.

Foi com natural facilidade que Os Coxos chegaram, depois, ao 5-2. Bola de Fogo, sempre muito interventivo e a revelar grandes qualidades técnicas – quanta ajuda teria dado a’Os Coxos caso tivesse assinado contrato… – coordenava o ataque, Rui chutava de longe, Romano fechava a defesa e Sabino era uma seta apontada à baliza adversária. Sabino fez, aliás, dois dos três golos seguintes (Romano marcou o outro), um dos quais de pura classe, ’sentando’, com uma finta à Figo, Mustapha Zé, e chutando de pé esquerdo para o golo.

Era o melhor período d’Os Coxos mas o adversário, liderado por Mustapha Zé, soube ripostar. E, em poucos minutos, aproveitou vários erros defensivos para chegar ao 6-5. O campo parecia cada vez mais largo e Os Coxos, sem Tricky e Phillipe, estavam a abrir demasiadas brechas.

Mas, mais uma vez, foi a vez de Sabino. Depois de muitos remates – três dos quais ao poste – o elegante avançado marcou de novo, dedicando o golo à noiva Helena. O jogo estava relançado e por puro azar Rui não fez o 7-6 num remate forte que apenas a intervenção preciosa de um defesa evitou que fosse para golo.

Com o relógio a chegar ao fim, determinou-se que quem marcasse ganhava. E, num contra-ataque, Romano meteu no afilhado Bola de Fogo e este, com três para um, optou pela finta. Perdeu a bola e… golo do adversário. Um erro que, contudo, não tira mérito à sua exibição personalizada.

Os Coxos fizeram, assim, o último jogo da sua história, pelo menos enquanto equipa oficialmente minhota. Apesar da derrota, a equipa terminou a sua carreira académica com uma boa exibição, com uma sentida homenagem ao afilhado Bola de Fogo e com um merecido prémio (dois golos) a um guarda-redes que foi, desde há três anos, a figura de referência da Equipa Perneta. E agora, olhem, vamos à nossa vida!

Longa vida a’Os Coxos! 

Teixeira: 18 – Boa exibição na baliza – sem culpas nos golos – mas não é por isso que repete o 18. A nota deve-se aos seus dois golos, um dos quais de trás do meio campo. Num dia especial, o guarda-redes marcou a diferença e saiu em braços. Merecido. m

Rui Rocha: 11 – Defensivamente esteve pouco concentrado, já com a cabeça na Reuters FC. Ofensivamente, o seu remate forte nunca lhe saiu bem. Ainda assim, muito esforço e raça. Rui acaba a carreira como uma opção válida, depois de em dois anos terem sido colocadas em causa as suas qualidades. El directore só não conseguiu marcar na despedida.

Hugo Pires «Bola de Fogo»: 16 – Grande exibição. Apesar de não ter marcado, foi sempre rápido a atacar e lesto a passar a bola. Foi, sobretudo, capaz de desempenhar uma função que sempre esteve em falta n’Os Coxos: o de condutor de jogo, passando a bola com segurança e criando linhas de passe. A nota só não é mais alta devido ao erro no último minuto. O afilhado prestou homenagem aos padrinhos e os padrinhos prestaram homenagem ao afilhado.

Pedro Romano: 14 – Marcou um golo e deu outro a marcar. Muita raça e consistência foram aquilo que o número 5 deu a’Os Coxos no dia da despedida. Apesar de não ser o Romano de há dois ou três anos – duas lesões musculares, uma lesão no osso do pé e um problema grave de costas tiraram-lhe velocidade, capacidade física e mobilidade -, Romano encerra a sua carreira coxeana com a cabeça levantada e com a certeza de ter dado tudo o que tinha à equipa vermelha. Determinado.

Marcos Sabino: 17 – Grande jogo do avançado de um só pulmão. Em momento de grande forma, o belo ponta-de-lança jogou e fez jogar, defendeu e atacou e ainda marcou três golos, um deles num contra-ataque magistralmente conduzido. O famoso Bino acaba assim a carreira com a bela lembrança de ter marcado o último golo d’Os Coxos, e em primeiro lugar na lista de marcadores. Em quatro anos, Sabino cresceu muito, pode-se dizer. Os relvados vão sentir a sua falta.

 

6 comments

  1. Sinceramente, foi uma honra ter jogado pelos coxos, e ainda mais por ter jogado o último jogo da história desta grande equipa. Sempre manifestei o desejo de um dia jogar ao vosso lado, mas as condições nunca foram propícias para tal, e só hoje pude realizar esse mesmo desejo. Vou ter saudades vossas. Espero que tenham muita sorte nas vossas carreiras e na vida em geral! Obrigado!


  2. Obrigado nós, Hugo, por teres partilhado o último jogo connosco. Foi uma partida inesquecível, e confesso que já tenho saudades d’Os Coxos. Vou sentir falta disto. Mas espero que para o ano arranjemos algum tempinho para darmos um salto a Braga e revivermos estes momentos gloriosos. E não se esqueçam: a história coxeana está registada – toda, todinha! – neste blogue. Confirmem: http://oscoxos.wordpress.com/2008/06/30/golo-de-ultimo-minuto-dita-derrota-coxeana-no-ultimo-jogo-da-historia-perneta/

    Um abraço a todos e desejos de uma boas férias. A gente vê-se por aí ;)


  3. Agora sim, o link correcto para a «histórica coxeana»: http://oscoxos.wordpress.com/estatisticas/ :)


  4. Ah! lembrei-me agora, ficarei para sempre ligado à história dos Coxos, por 4 grandes razões:
    1- penso que sou o único afilhado do clube (jogadores, dirigentes e massa adepta)
    2- Fiz parte do 5 titular do último jogo do clube.
    3- O último golo em jogos oficiais marcado aos coxos é da minha autoria.
    4- fui o último a enterrar a equipa…lol

    * O teu fim-de-semana é bastante alargado sabino, dissest que os videos estavam tds prontos no último fim-de-semana. Trabalha moço :D


  5. Da minha parte dou-vos os parabéns por tudo aquilo que fizeram ao longo da história dos Coxos. Vocês foram grande inspiração para futuras equipas da Universidade do Minho.
    Foi um prazer representar a equipa dos Amigos dos Coxos e testemunhar, ñ o fim da vossa equipa mas sim à passagem para outro nível!!
    E já agora, sempre que quiserem jogar podem sempre contar com a minha participação na equipa dos Amigos.

    Boa sorte nas vossas vidas!!


  6. Epá eu não apareci porque fui jogar no Design e Multimédia FC. Mas essa piada está coxa. Pelo menos quando eu apareço marco-vos golos :D



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