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Coxos sem pernas para rossar a vitória

Junho 18, 2008

Terminada a época competitiva, a equipa de uma só perna dedica-se agora à disputa de amigáveis, para não perder ritmo competitivo. O Rossas FC enfrentou e venceu a equipa coxeana por 8-3, num jogo disputado quinta-feira no Pavilhão Desportivo Universitário da Universidade do Minho. Nenhuma das equipas se apresentou com suplentes. O exame de Cibercultura na próxima terça-feira já perturba a mente dos jogadores coxeanos e que levou Pedro Romano a esquecer-se do equipamento no carro do pai. Os Coxos ficavam assim sem o seu jogador-treinador-preparador-físico.

Os Coxos iniciaram o jogo com Sabino e Phillipe a actuaram no eixo da defesa, deixando o trabalho duro de marcar golos para Rui e Tricky. O Rossas FC estava bem organizado e apenas em contra-ataque a equipa de uma só perna conseguia criar algum perigo. A avalanche ofensiva rossense acabaria por dar os seus frutos Zé Magalo (nome fictício) faria o 1º. O domínio Rossense originou mais alguns golos mas Sabino reduziria a desvantagem, ao aproveitar o remate portentoso de Rui Rocha ao pilar de ferro lateral interconectado à barra.

Depois de reduzida a diferença para 1-4, a equipa Coxeana entusiasmou-se e começou a acreditar na vitória. Desde a rectaguarda, o capitão Phillipe ia dando as indicações defensivas, sendo Sabino e Tricky os motores da ofensiva Coxeana.

Apostados numa estratégia de maior pressão ofensiva, os Coxos conseguiram marcar o seu segundo golo. Numa rápida reposição de bola por Tricky, Sabino facturou em frente à baliza do Rossas. O marcador, agora, mostrava 2-4 e crescia o entusiasmo e a confiança da equipa Coxa.

Porém, a ausência de suplentes e a fadiga muscular evidenciada por Rui, obrigado a um papel híbrido de falso defesa e ainda mais falso atacante, criou demasiadas fissuras na área defensiva Coxa, que foram sendo aproveitadas pelo conjunto forasteiro para ir aumentando a vantagem. Perto do final da partida, o resultado estava em 2-7, com um desvio padrão de 0,75.

Mas, o melhor estava mesmo reservado para o fim. Em trabalho defensivo, o Animal Coxeano, Tricky, resgatou a bola dos pés de um adversário e levou o jogo para a área contrária. Entrado na área, e confrontado com a saída do guardião contrário, Tricky segurou a bola entre os pés, levantou-a num movimento de rotação áerea, fazendo a mesma sobrevoar num ângulo de 180º, entrando no canto superior direito da baliza Rossense. À falta de melhor termo para descrever a proeza do nº11 Coxeano, fica a certeza de que se tratou de um “golo à Tricky” – o lance está patenteado.

Para tirar as dúvidas sobre o que é um golo à Tricky, basta consultar o vídeo que retrata os melhores momentos da partida entre Coxos e Rossas.

Amanhã será dia de novo jogo entre estas duas equipas. A partida, com início marcado para mas 14h00, terá lugar no Pavilhão Desportivo d’Os Coxos FC, e os bilhetes custam €2. Desta vez, a equipa representativa do Império Coxeano conta estar na máxima força.

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Notas:

Teixeira: 11. O guardião Coxeano revela estar cada vez mais confiante entre os postes. O problema continua a ser mais ao nível da cobertura defensiva da equipa que o deixa exposto em demasia. Jogou na frente e ainda criou alguns problemas na defesa do Rossas.

Phillipe: 11. O capitão da equipa esteve em bom plano na defesa, mostrando-se disponível na hora de interceptar as jogadas ofensivas dos seus adversários. O problema continua a ser a excessiva fixação em terrenos defensivos e a estranha apetência por marcar golos na própria baliza contra o Rossas.

Rui: 11. El directore nadou por águas desconhecidas. Destacado para ser o parceiro de Tricky na frente de ataque, rapidamente o tanque ficou vazio e passou a vaguear pelo meio campo. Teve o mérito de enviar uma bola ao poste, lance aproveitado por Sabino para inaugurar o marcador. Fez mais um bom remate de fora da área, mas falhou demasiados passes e complicou em demasia alguns lances que pareciam fáceis. Precisa de melhor a marcação.

Sabino: 13. Neste final de temporada, Sabino mostra estar em boa forma. Disponível fisicamente, o Gilardino Coxo revelou bons pormenores na defesa e foi o elemento responsável pela ligação defesa-ataque. O seu pulmão solitário não lhe permite cumprir os 40 minutos ao mesmo ritmo, mas é sempre dos jogadores mais presentes em campo e dos poucos que consegue segurar a bola. Marcou 2 golos e esteve nos melhores lances da equipa. Uma boa exibição.

Tricky: 13. O Animal Coxeano esteve em bom plano. Raçudo e aguerrido na recuperação de bolas no ataque, conseguiu ainda ser presença regular nos movimentos defensivos da equipa. É o jogador mais constante ao nível físico, conseguindo estar quase sempre nos locais onde é preciso. Pouco inspirado nos remates de fora da área, marcou um golo de antologia, um hino ao futebol que merece ser visto, revisto e ensinado aos mais pequeninos. Só por esse golo, já valia ter comprado o bilhete para a partida.

Romano: 0. Não correu, não passou, não rematou e não interceptou. Simplesmente, Romano não esteve em campo, deixando a equipa ainda mais Coxa do que aquilo que ela já é. Esquecer-se do equipamento no carro do pai não é digno de um sub-capitão Coxo. Muito menos de um jornalista do Diário Económico. Já imaginaram o Martim Avillez Figueiredo a esquecer-se de consultar os movimentos do PSI-20?

2 comments

  1. Depois de ter visto o vídeo, penso que mesmo não jogando devia ter tido melhor nota que o Rui e o Phillipe…


  2. Boas! Não vai dar para jogar na segunda, dar até podia dar, mas tinha que ser tudo combinado à pressa e não daria para cumprir nada do que tinhamos pensado em relação a um jogo de despedida. Fizemos o jogo de despedida dos Coxos em jogos oficiais, e será esse que será lembrado. Abc a todas e parabéns pela vitória frente aos Rossas.



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