Foi o último jogo oficial d´Os Coxos e o objectivo era vencer para não ficar no último lugar da Liga CS. Contudo, uma exibição cinzenta na defesa, contrastando com o colorido da dupla atacante Sabino e Tricky, não permitiu melhor do que um empate a três bolas, que em nada alterou a classificação final. Os Coxos ficam no quinto lugar – evitando, assim, a última posição - e por pouco fazia melhor do que o Benfica no campeonato. Agora, vem o segundo jogo da Taça, contra os We Shall See.
A formação coxeana terminou o torneio como começou: podia ter vencido a partida, com vários lances de perigo, mas claudicou em momentos decisivos – a prótese que os pernetas usam está a ficar gasta e, nestes casos, a technê não beneficiou a bios coxeana, pode dizer Moisés Martins.
O melhor arranque do jogo veio com o perfume, já habitual, de Sabino, sensivelmente a meio da primeira parte. Depois de um passe em profundidade do colega de ataque Tricky, Sabino respirou fundo para o seu único pulmão e bateu Márcio, que até à altura se cotava como melhor elemento do lado adversário.
Porém, depois da assistência para o golo perneta, o peludinho equilibrou as contas, errando o passe para el Directore Rui na defesa, algo que Fati bem soube aproveitar, empatando a contenda no relançamento do jogo.
Por esta altura, já o capitão batia com a mão no peito dizendo: “VAMOS LÁ. POR AQUI NÃO PASSA NADA!”. Mas a verdade é que acabou mesmo por passar, com um erro de Teixeira, que desnecessariamente engravatou Hugo Pires, a.k.a Bolas de Fogo, dentro da área. Na marcação da grande penalidade, o próprio fez jus ao nome, não dando hipóteses ao guardião pacóvio – Romano acertou para que lado o adversário ia atirar…
A segunda parte começou com Os Coxos em força. A meio do segundo tempo, Tricky assistiu para o bis de Sabino, que, de ângulo apertado, desfeiteou o keeper de Ponte de Lima. Mais um golo do número 9, que igualou asssim o número de pêlos que o quase imberbe tem na face.
Mas, minutos depois, o placar viria de novo a favorecer os Atoladinhos. Phillipe não fez o grito da praxe e deixou-se antecipar por Hugo Pires, que seguiu isolado para a baliza e facturou o segundo na conta pessoal. Por esta altura, o conjunto coxeano passava para o último lugar.
A poucos minutos do fim, Romano repôs a igualdade na partida. Depois de Sabino tentar o hat-trick, o número 5 chutou na recarga para o fundo da baliza. Os Coxos selaram a participação no torneio com uma boa prestação e merecedores do prémio fair-play: depois de terem marcado golo (seria o 2-2…) num lance em que a bola saiu mas que o árbitro não viu, devolveram, voluntariamente, a bola ao adversário. Tivessem os adversários Torpedos e Dino FC o mesmo espírito desportivo e Os Coxos poderiam, hoje, estar a discutir a passagem à fase final.
As atenções estão agora viradas para o segundo encontro entre discentes e docentes. Fernando Jesus e companhia levam vantagem sobre os pernetas, depois da vitória por 12-11, no jogo da primeira-mão da Taça de CS. “Desta vez, não há justificação para a derrota. Mais um mês e estamos fora da Universidade e, por isso, não há medo de represálias”, assumiu Teixeira.
Notas:
Teixeira: 14 – Intervenções de grande nível (fantástica estirada a remate de Ivo Netinho) intercaladas por uma paragem de cérebro que o levou a fazer penalty sobre Bolas de Fogo. Atento, conseguiu, também, não dar abébias contra uma equipa que aposta muito nos remates de longe (Xu, Fati, Netinho). O seu penúltimo jogo oficial foi marcado pela segurança.
Rui: 12 - Vacilou uma única vez, mas isso revelou-se fatal para a baliza à guarda de Teixeira. Um passe que ficou demasiado curto para Phillipe, mas à medida para Bola de Fogo dar a cambalhota no marcador. A salvação veio com o golo de Romano. De resto, foi cumprindo na defesa.
Phillipe: 12 – Como el Directore, o Capitão América sempre que esteve em campo cumpriu com as suas obrigações. A oração “NÃO PASSA NADA” só por uma vez não surtiu efeito, quando deixou-se antecipar no lance que quase comprometeu o quinto lugar.
Sabino: 16 - Depois de alguns jogos menos conseguidos, o número nove voltou aos bons velhos tempo: boas incursões pelo ataque, com tabelas vistosas com o companheiro de ataque. Resultado: dois bons golos e uma exibição conseguida, que se espera que tenha seguimento nos próximos embates coxeanos.
Tricky: 14 - Não marcou, mas bem tentou, com vários remates de longe. Aliás, este é o cartão de visita do peludinho. A única nódoa – além daquela que revelou depois do jogo nas cuecas – foi mesmo a assistência para o adversário fazer o empate.
Romano: 14 - Ainda não totalmente recuperado da febre que o afectou durante a última semana, o defesa-central/médio ala fez o golo mais importante da contenda matinal, aquele que segurou o empate final, entrando para a história como o marcador do último golo do último jogo oficial d’Os Coxos.





