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Comunicado da Direcção

Abril 17, 2008

A Direcção d’Os Coxos Futebol Clube vem por este meio manifestar a sua indignação face às cenas ocorridas no jogo de ontem, 16 de Abril, realizado no Pavilhão Universitário da Universidade do Minho, pelas 10 horas, que opôs a equipa de uma só perna ao Dinos Futebol Clube. Cenas estas que em nada glorificam a prática do desporto rei, devendo ser abolidas o quanto antes dos campos de futsal.

O jogo terminou com a derrota coxeana por 4-1. O resultado é enganador, falso, mentiroso. Foi construído de maneira incorrecta, através de lances ilegais que a equipa de arbitragem deixou, deliberada ou indeliberadamente, passar. Para além da “vista grossa” em lances capitais, a equipa de arbitragem cometeu juízos errados em vários lances da partida, não sendo de admirar o facto de ter perdido o controlo do jogo nos últimos 10 minutos da partida.

Vamos aos factos:

- O 2º golo dos Dinos FC é precedido de falta sobre o nosso jogador Tricky. Zé Carlos entra de pé em riste, recuperando a posse de bola de forma ilegal, e faz golo. O árbitro viu o lance a meio metro de distância mas nada assinalou.

- O 3º golo da equipa adversária foi conseguido através da marcação de uma grande penalidade inexistente. O nosso jogador Romano levou com a bola nos testículos em vão. O esforço até poderia ter sido bem conseguido, não fosse a visão super apurada do 1º fiscal, Delfim, a ver o que o outro fiscal da partida não viu. O lance é tão polémico que um dos árbitros assinalou pénalti e o outro assinalou canto.

- A partir da segunda parte, o nosso jogador Sabino foi constantemente agarrado e puxado por “Sailor”, jogador da equipa dinossáurica. Raro era o lance em que “Sailor” não utilizava a força que, normalmente, apenas é permitida no râguebi. Ontem foi permitida também no futebol. Num dos lances, Sabino iria conseguir isolar-se.

- Contudo, “Sailor” não foi o único a usar de força apenas permitida no râguebi. A agressividade com que Antunes, avançado do Dinos, disputou alguns lances da partida é inaceitável. Bem… seria inaceitável para qualquer árbitro mas não para os dois que apitaram o jogo de ontem. No lance em que o nosso capitão Phillipe vê o cartão amarelo, foi admoestado o jogador errado. Antes da falta de Phillipe, Antunes quase arrancou a perna direita de Tricky, deixando o peludinho em grandes dificuldades no terreno de jogo. O mesmo Antunes, mais tarde, teve uma entrada sobre Phillipe cujo propósito era apenas aleijar o capitão coxeano. Este acto vingativo do avançado do Dinos passou completamente em branco pela equipa adversária. Mais grave ainda, o 2º fiscal, Bola de Fogo, ia mostrar o cartão amarelo a Phillipe mas recuou quando soube que o mesmo já tinha sido admoestado. Porque é que o jogador que foi literalmente agredido ia ver o cartão e o agressor ia passar incólume? Fica a pergunta no ar, à espera que algum filósofo do futebol possa responder.

- Não poderíamos deixar de dedicar um ponto à equipa de arbitragem que dirigiu a partida. As hesitações constantes e as más decisões em vários lances representam o que seria de esperar de indivíduos sem formação técnica, sem qualquer certificado de competência no que toca ao desporto rei. A Direcção d’Os Coxos Futebol Clube só espera que os próximos sujeitos a apitarem os nossos jogos sejam homens com H maiúsculo e não sejam tão susceptíveis à pressão que vem dentro do campo. Nenhuma equipa de arbitragem deve decidir para o lado da equipa que mais barulho faz ao protestar. Nenhuma equipa de arbitragem deve demorar 3 segundos a ajuizar determinado lance. O que aconteceu no jogo de hoje foi uma vergonha. Nem as camadas jovens que representam o nosso emblema se depararam com situações destas. Sugiro que, caso não aguentem a pressão de jogos a sério, se inscrevam para apitar as escolinhas ou os infantis.

A Direcção d’Os Coxos Futebol Clube

17 comments

  1. Bem, apenas apitei a 2ª parte, e por sorte nao estive envolvido na maioria dos lances polémicos, pois não se passaram do meu lado, no entanto tenho que lamentar este vosso post.
    Relembro, nós não recebemos 1 centimo por apitarmos. Qt ao lance do Phillipe e do Tunes que foi nas minhas barbas. O tunes fez uma falta, digamos que normal, a queda até pode ter doído, mas foi devido ao porte do Phillipe, na 2ª parte foi a única falta do Tunes, n era motivo para amarelo. O Phillipe revoltado pela queda, levantou-se e “empurrou” o Tunes, com o jogo parado, era motivo para amarelo em qualquer canto do mundo. Mas ao que parece ele já tinha um amarelo da 1ª parte, seria expulso, mas como o jogo já estava perdido, e como eu (sim eu!)consegui impedir que males maiores se passassem, achei que era sensato não o expulsar. E podem perguntar ao Phillipe se foi agredido…

    Já agora peço mais respeitinho, nunca ofendi ninguem na UM, como tal espero tb nao ser ofendido, muito menos pela vossa parte.

    ABC

    Obtive a melhor pontuação no curso de àrbitro de futsal nível II, do distrito de Vila Real (99/00) :P


  2. Subscrevo grande parte do último parágrafo, caros pernetas. Não há dúvidas que a equipa de arbitragem é influenciada ao mínimo protesto vindo de dentro do campo. Eu mesmo o referi na primeira crónica que fiz para o blogue africano, relativa ao jogo contra os Atoladinhos. Hoje, durante o jogo, sucederam-se os lances desse género, motivando um comentário meu acerca da lentidão nas decisões. Outro dos problemas, também salientados nessa brilhante crónica, é o excesso de preciosismos. A bola tem que estar na linha, estática, imóvel, empedernida, aquando das reposições de bola (entre outras paulabobonices do género, que não apetece referir agora).

    De um modo geral, as arbitragens têm sido péssimas. Sei, porque tenho apreço por eles, que não o fazem deliberadamente. Apesar das palhaças que escrevo, disfarçadas em ironias pseudo-facciosas, tenho a plena noção de que isto é um torneio amigável, em que, pese embora as rivalidades saudáveis entre as diferentes equipas, deveria imperar desportivismo (o contrário de portismo, literalmente).

    Já tive que me insurgir contra a minha equipa após alguns comportamentos desajustados. Muitas vezes, outra atitude por parte dos jogadores daria menos problemas. Mas isso é a minha maneira de encarar as coisas, que faz com que, ao fim de quatro jogos, não tenha cometido qualquer falta, pelo menos que me recorde. E não estou, com isso, a referir-me à vossa atitude. Com alguma pena, ainda não consegui assister a qualquer jogo vosso.

    Sugiro, também, que cada equipa envie um delegado à mesa de jogo para controlar e zelar pelos seus interesses. A questão da cronometragem e da contagem das faltas é muito importante – não me levem a mal, mas se a nós, jogadores, temos que repor a bola exactamente na linha, vocês não podem esquecer-se de contar as faltas ou de parar o tempo. Rédea curta com os prevcaricadores.

    Conselho: arranjem um RP como o nosso, que na véspera de cada jogo brinda os senhores noviços com umas moçoilas em trajes menores e uns Rolex banhados em ouro. Um homem da fruta faz sempre jeito! E que este comentário não sirva de pressão para o confronto de quinta-feira.

    Paulo Paulos

    PS: Não percam, brevemente, no blogue da africans team, tudo sobre a categórica vitória dos caloiros sobre o até agora impatível campeão em título – os Torpedo.


  3. Peço desculpa pelas gralhas presentes no comentário acima – a hora já vai avançada e ainda pesa em mim o êxtase da vitória desta tarde. Até terça.


  4. Hugo,

    “a queda até pode ter doído, mas foi devido ao porte do Phillipe”

    devido ao meu porte? Há alguma mensagem subliminar nesse trecho? :)

    “na 2ª parte foi a única falta do Tunes, n era motivo para amarelo.”

    Na minha modesta opinião de retirado árbitro de CS, qualquer que seja o número da falta, se for falta para amarelo marca-se e mostra-se o cartão. Não há contabilidades. Pelo menos no meu tempo, era assim.

    “O Phillipe revoltado pela queda, levantou-se e “empurrou” o Tunes, com o jogo parado, era motivo para amarelo em qualquer canto do mundo.”

    Segundo me recordo, creio que não o empurrei. Houve um encosto, mas não houve empurrões. Como se diz em França, houve um ‘tête-a-tête’.

    Bem, reafirmo o que disse no anterior comentário ao Delfim. Todos sabemos que não é por mal, mas para quem está a jogar é terrível ver faltas marcadas a pedido, ao contrário ou 4,5 segundos depois. Mata a moral, o ânimo e o ritmo de um jogo.

    Vocês não fazem por mal, bem o sei. Mas fazem-no. E isso chateia toda a gente. Nós – Império Coxeano – poderemos ser os mais audíveis nas críticas, mas elas vêm de todos os lados.

    Saudações Coxeanas.


  5. E eu reafirmo que qualquer um se podia ( E PODE) voluntariar para arbitrar qualquer jogo. Digo, com orgulho, que prefiro arbitrar mal por incompetência mas voluntariar-me para o fazer de forma a ajudar o curso na realização do torneio, do que ficar a mandar bocas por trás através de blogues quando não mexi uma palha para melhorar a qualidade do torneio.

    Penso que se está a fugir à questão, que não é o facto de haver árbitros bons ou maus, é o facto de haver ou não árbitros. O Alex arbitrou o nosso jogo contra os caloiros sozinho. Acredito que não tenha feito a melhor das arbitragens mas foi homenzinho para dizer “eu vou, eu ajudo-vos”.Sabendo que a arbitragem não ia ser perfeita por estar sozinho. O mesmo digo à Francisca (sim, uma mulher que teve mais t_o_m_a_t_e_s que muitos homensm pois arbitrou sozinha um jogo), ao Neri,ao Paulo, aos dois caloiros que prontamente prestaram ajuda e aos restantes árbitros do torneio. Pergunto eu:
    Qual de vós que agora critica já fez isso?

    Pois é….é muito fácil falar quando não nos dói as costas e não temos consequências das palavras/actos que dissermos nem estamos na realização do toneio.
    Não quero com isto especificar a vossa equipa. Não me importo que não queiram/possam arbitrar, agora também não critiquem se não fazem melhor (ou se não fazem nada). E com isto especifico (repito), não a vossa equipa mas todos aqueles que, não se disponibilizando para fazer melhor, insistem em criticar a minha (ou outras) arbitragens do torneio em causa. Quem não está bem muda-se, ninguém obrigou ninguém a participar no torneio.

    Abraços*


  6. Permite-me que discorde, Delfim. O argumento não pode ser esse. Não podes chegar e ilibar-vos de responsabilidades, refutando as queixas com um “vem cá tu fazer melhor”.

    A organização do torneio está a vosso cargo. Se sentem que não têm qualidade para arbitrar, ou que não conseguem arranjar mais gente para o fazer, há que fazer algo para mudar isso mesmo. Quem não arbitra não pode ser responsabilizado, e quem joga, e pagou por isso, tem toda a legitimidade para criticar.

    PS: Isto dos blogues não passa de um grande fait-diver. Nos jogos, por exemplo, nunca me viram contestar acertivamente uma decisão. E quando tenho queixas, digo-vos frontalmente. O que acontece é que nós queremos armar-nos em equipas de verdade. E toda a gente sabe que todas as equipas de verdade têm um blogue.


  7. Mais uma vez, esqueci-me de assinar o comentário anterior, que é da minha autoria.

    Paulo Paulos


  8. “na 2ª parte foi a única falta do Tunes, n era motivo para amarelo.”

    Isto tinha um seguimento lógico, a falta em si n era motivo para amarelo, mas por vezes qd um jogador recorre frequentemente à falta é mostrado amarelo, msm que a intensidade da falta n o justificasse. Entendes?

    Qts aos àrbitros, 2 caloiros apitaram a nossa derrota contra o Spartak, perguntem-lhes como correu? Nao há nada a fazer, n temos dinheiro para contratar árbitros profissionais, se bem que nem esses vos agradariam, por ex: Ontem o Neri fez um remate, um jogador adversário fez mão, mas a bola sobrou para ele que em posição frontal à baliza rematou ao lado com mt perigo, um jogador dos torpedos veio imediatemente reclamar por eu ter dado lei da vantagem!
    Mas nao haverá problema nenhum se as duas equipas chegarem a acordo para a escolha da equipa da arbitragem, a mim tiravam-me um peso das costas. Ainda ontem fui apitar às 14 horas, e tinha k entregar um trabalho às 16h, e esse trabalho ainda n estava terminado…


  9. o comentário do paulo paulos às declarações do delfim diz tudo


  10. Meus caros, tanto se crítica. O paulo falou muito bem?! falou! mas pensem, se n havia (nem há) mais ninguem que queira apitar, se nós n temos dinheiro para contratar árbitros, a solução só podia ser uma: Nao organizar torneio. E antes que concordem faço uma anologia ao ComUM (visto que todos os que criticam fazem parte), a publicidade no ComUM n devia ser “tratada” pelo director, editores, etc, tal como vocês sabem, mas como o Romano disse, n há ninguem que se ofereça para fazer esse trabalho, e ou faziam eles ou n haveria jornal impresso, e voces decidiram (mt bem)em fazer. tal como voces nós tb decidimos avançar com o torneio. E enquanto mais ninguem se oferecer para apitar, tudo vai continuar assim, quer queiram quer não (com cada árbitro a fazer o melhor que sabe). Assunto encerrado (espero)


  11. Paulo, és um dos jogadores do torneio que eu admiro pois acho que compreendes que a posição de árbitro não é fácil, e isso nota-se dentro de campo (não se nota pelo facto de não te insurgires, nota-se pelo facto de não faltares à educação a ninguém dentro de campo – virtude rara nos dias de hoje, diga-se) E concordo que deitar as culpas em quem não arbitra é fácil, mas mais fácil é deitar as culpas em quem arbitra. E eu não culpei ninguém por nós arbitrarmos mal (se bem te lembras)….simplesmente disse que quem nos critica que nos ajude. Não critico as minhas criticas, peço que nos ajudem a melhorar a qualidade do torneio, percebes onde quero chegar?

    Se todos criticássemos e não quiséssemos arbitrar nenhum jogo como iriam ser os jogos dos atoladinhos que fazem parte da organização do torneio? Se fosse um árbitro da nossa turma, e mais nosso amigo que do adversário, à mínima coisa era logo um roubo! Se já assim é com árbitros isentos….

    A minha chamada de atenção significava que nós não podemos criticar e quando chega a nossa vez/oportunidade de fazer melhor ou ajudar assobiamos para o lado. E que não venham com questões de indisponibilidade, senão começo a pensar que os dias do Alex e do Neri têm 30 ou 40 horas. A organização tem como função também a de arranjar árbitros, mas se todos disserem “não” e nós tivermos de arvitrar a cukpa é nossa? Nós fazemos o melhor que sabemos e podemos.

    Abraços*


  12. Aproveito, já agora, para me voluntariar para arbitrar um ou outro jogo, desde que não coincida com horário de aulas. Só exijo uma coisa: apitos esterelizados.


  13. Todos os anos a mesma coisa.

    No dia em que os coxos ganharem um jogo talvez não existam críticas em massa à arbitragem!

    Pontualmente, as equipas normais e civilizadas tem diferentes perspectivas sobre a arbitragem de certo jogo. Nos jogos dos coxos é sempre a bater no ceguinho. Enfim.

    O DinoFC foi superior. Foi penalty. Perguntem ao Sabino porque motivo pediu desculpa ao Sailor. Philipe, és um actor. Se de cada vez que um jogador levasse um encontro como tu levaste e reagi-se de igual forma, os jogos nunca acabavam.

    Delfim, por mim (e julgo que falo pelo DinoFC) podes manter o critério alargado, desde que coerente. É necessário coragem admitir todos aqueles erros. O DinoFC estava a ganhar. Soubeste gerir a situação. Os árbitros fazem isso.

    Só mais um apontamento. Philipe, nunca foste árbitro. Nem apito tiveste na boca. Acompanhavas as equipas nas linhas… Como tu todos aqueles que “apitaram” no ano em que vocês organizaram o torneio.

    ps- apitei no 1º ano. Apitei todos os jogos menos os meus no ano passado. Este ano não apito. Porque as pessoas que mais se queixam são as que menos sabem e menos querem saber.


  14. lol

    O comentário anterior é de Zé Ribeiro. Estava com outra conta do wordpress e nem notei.


  15. A equipa com mais razoes para se queixar sao os atoladinhos, tal como podem verificar no nosso blog. Estamos msm a ponderar fazer do nosso próximo encontro o último, tal é a “rouvalheira”


  16. Com zero pontos, vai ser certamente o último x)


  17. “Perguntem ao Sabino porque motivo pediu desculpa ao Sailor.”

    Eu pedi desculpa ao Sailor porque estava mesmo a fazer entradas mais agressivas do que o permitido. Mas isso só aconteceu porque a água entrou em ebulição, tal eram as constantes cargas de Sailor à margem da lei que os árbitros deixavam passar. E não é que resultou? Os árbitros não marcaram faltas às minhas entradas mais duras, tal como não tinham marcado anteriormente.



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