A Direcção d’Os Coxos Futebol Clube vem por este meio manifestar a sua indignação face às cenas ocorridas no jogo de ontem, 16 de Abril, realizado no Pavilhão Universitário da Universidade do Minho, pelas 10 horas, que opôs a equipa de uma só perna ao Dinos Futebol Clube. Cenas estas que em nada glorificam a prática do desporto rei, devendo ser abolidas o quanto antes dos campos de futsal.
O jogo terminou com a derrota coxeana por 4-1. O resultado é enganador, falso, mentiroso. Foi construído de maneira incorrecta, através de lances ilegais que a equipa de arbitragem deixou, deliberada ou indeliberadamente, passar. Para além da “vista grossa” em lances capitais, a equipa de arbitragem cometeu juízos errados em vários lances da partida, não sendo de admirar o facto de ter perdido o controlo do jogo nos últimos 10 minutos da partida.
Vamos aos factos:
- O 2º golo dos Dinos FC é precedido de falta sobre o nosso jogador Tricky. Zé Carlos entra de pé em riste, recuperando a posse de bola de forma ilegal, e faz golo. O árbitro viu o lance a meio metro de distância mas nada assinalou.
- O 3º golo da equipa adversária foi conseguido através da marcação de uma grande penalidade inexistente. O nosso jogador Romano levou com a bola nos testículos em vão. O esforço até poderia ter sido bem conseguido, não fosse a visão super apurada do 1º fiscal, Delfim, a ver o que o outro fiscal da partida não viu. O lance é tão polémico que um dos árbitros assinalou pénalti e o outro assinalou canto.
- A partir da segunda parte, o nosso jogador Sabino foi constantemente agarrado e puxado por “Sailor”, jogador da equipa dinossáurica. Raro era o lance em que “Sailor” não utilizava a força que, normalmente, apenas é permitida no râguebi. Ontem foi permitida também no futebol. Num dos lances, Sabino iria conseguir isolar-se.
- Contudo, “Sailor” não foi o único a usar de força apenas permitida no râguebi. A agressividade com que Antunes, avançado do Dinos, disputou alguns lances da partida é inaceitável. Bem… seria inaceitável para qualquer árbitro mas não para os dois que apitaram o jogo de ontem. No lance em que o nosso capitão Phillipe vê o cartão amarelo, foi admoestado o jogador errado. Antes da falta de Phillipe, Antunes quase arrancou a perna direita de Tricky, deixando o peludinho em grandes dificuldades no terreno de jogo. O mesmo Antunes, mais tarde, teve uma entrada sobre Phillipe cujo propósito era apenas aleijar o capitão coxeano. Este acto vingativo do avançado do Dinos passou completamente em branco pela equipa adversária. Mais grave ainda, o 2º fiscal, Bola de Fogo, ia mostrar o cartão amarelo a Phillipe mas recuou quando soube que o mesmo já tinha sido admoestado. Porque é que o jogador que foi literalmente agredido ia ver o cartão e o agressor ia passar incólume? Fica a pergunta no ar, à espera que algum filósofo do futebol possa responder.
- Não poderíamos deixar de dedicar um ponto à equipa de arbitragem que dirigiu a partida. As hesitações constantes e as más decisões em vários lances representam o que seria de esperar de indivíduos sem formação técnica, sem qualquer certificado de competência no que toca ao desporto rei. A Direcção d’Os Coxos Futebol Clube só espera que os próximos sujeitos a apitarem os nossos jogos sejam homens com H maiúsculo e não sejam tão susceptíveis à pressão que vem dentro do campo. Nenhuma equipa de arbitragem deve decidir para o lado da equipa que mais barulho faz ao protestar. Nenhuma equipa de arbitragem deve demorar 3 segundos a ajuizar determinado lance. O que aconteceu no jogo de hoje foi uma vergonha. Nem as camadas jovens que representam o nosso emblema se depararam com situações destas. Sugiro que, caso não aguentem a pressão de jogos a sério, se inscrevam para apitar as escolinhas ou os infantis.
A Direcção d’Os Coxos Futebol Clube







