Não revelando qualquer indicador de esquizofrenia, escrevo este posto encarnando três personalidades distintas mas fundamentais para a vida Coxena: Presidente, Co-treinador e capitão. Sem contar com a segunda dessas funções, desempenho as outras duas desde o primeiro dia de vida Coxeana. Por tudo isso, se compreenderá ainda mais a minha dificuldade em abdicar de qualquer um dos lugares.
Como toda a nossa vasta massa adepta estará consciente, o Presidente, treinador e capitão Coxo estará ausente durante os próximos meses. Essa ausência implica uma necessária passagem de testemunho nas diversas funções inerentes ao quotidiano de uma instituição como a nossa. Por outras palavras, urge redistribuir os cargos para assim garantir a sobrevivência do clube e instituição.
Antes de dar a conhecer a vontade Presidencial, e apresentar a nova estrutura orgânica do clube, é importante sublinhar que estas alterações serão válidas de 13 de Setembro de 2007 a 29 de Fevereiro de 2008.
Todavia, uma dessas alterações será permanente. Como muitos estarão recordados, a minha promoção a co-treinador Principal deveu-se, apenas, à desistência do anterior ocupante do cargo, Pedro Romano. Ora, em função dessa situação foi necessário encontrar uma solução rápida e eficaz. Essa passou pelo estabelecimento de uma junta técnica, composta por dois treinadores: Phillipe Vieira e Carlos ‘Tricky’ Ferreira.
Porém, com a reintegração de Romano no grupo e a minha saída parece claro que seja ela a ocupar o meu lugar. No entanto, para evitar futuros ‘vazios’ na função, decidi que a solução de uma dupla técnica deverá ser mantida. Assim, Pedro Romano e Tricky Ferreira serão a nova dupla técnica do clube, sendo-lhes entregue no imediato o dossier transferências e preparação do plantel para a próxima época desportiva.
Como acima digo, esta alteração é permanente. Aquando do meu regresso, é minha vontade que essa dupla técnica se mantenha em exercício. Se for necessário qualquer ajuste, nessa altura lidaremos com a situação.
Os outros cargos são de mais difícil atribuição, essencialmente porque os venho desempenhando desde os princípios do tempo e, por via disso mesmo, a sua delegação em terceiros torna-se mais complicada. Claro está que, também, são posições fulcrais e basilares em qualquer estrutura e organização desportiva. São precisos determinados predicados para exercer qualquer um dos postos, atributos que não se encontram em todo o lado.
Felizmente que nos Coxos várias são as possibilidades para a ocupação desses dois lugares. O que, apesar de me dar mais garantias na atribuição dos mesmos, traz mais dificuldades de escolha.
Mas, essa é inegável e inadiável. Por isso, para o posto de capitão de equipa, decreto a promoção de Carlos ‘Tricky’ Ferreira. O capitão precisa de ser o jogador raçudo e com maior mística no grupo. Deve ser um exemplo de competitividade e desportivismo dentro e fora do campo. Tricky parece-me ser uma escolha natural.
Como o nosso nº11 vinha ocupando o cargo de sub-capitão, é preciso encontrar um novo jogador para assumir esse posto. Neste caso, o meu critério, para além do já mencionado, foi a regularidade e participação nos jogos dos Coxos. Sendo eu o único totalista absoluto na história dos Coxos, é preciso encontrar o segundo jogador mais usado. Nesta categoria encontravam-se dois jogadores: Rui Rocha e Alberto Teixeira. A minha escolha para sub-capitão recai sobre o segundo essencialmente porque ocupa uma posição no terreno que lhe permite estar mais tempo em campo, assegurando que a equipa nunca deixe de ter pelo menos um capitão a jogar.
Assim sendo, Tricky e Teixeira serão os novos capitães da equipa a partir de 13 de Setembro, devendo liderar a equipa nessa condição já a partir dos primeiros jogos da nova temporada.
Para a presidência da equipa a decisão é mais complicada. Aliás, a magnitude da decisão acompanha a grandeza do cargo. Ser Presidente d’Os Coxos Futebol Clube não é algo para tomar de ânimo leve. É uma função de incomparável grandeza e de necessário trabalho. Escolher um sucessor não é só premiar o trabalho de um camarada, mas também colocar um enorme peso sobre os seus ombros.
Talvez por ter consciência disso mesmo, não consigo entregar tamanha responsabilidade nas mãos de uma só pessoa. A meu ver, se a nossa Instituição se preza por ser o resultado de uma desinteressada reunião e comunhão de amizade, o trabalho de gerir e administrar a mesma deverá caber a todos.
Por isso, delibero que a partir de 13 de Setembro de 2007 e até 29 de Fevereiro de 2008 os Coxos Futebol Clube serão governados por uma junta presidencial composta por Pedro Romano, Alberto Teixeira, Marcos Sabino, Carlos ‘Tricky’ Ferreira, Rui Rocha e Daniel Mesquita. Estes deverão ter a sabedoria de governar o clube na linha e direcção que mais o interesse e sirva. Terão de garantir a sustentação do Império e encaminhá-lo para novas conquistas, sendo toda e qualquer decisão tomada aprovada por maioria democrática.
Aos meus colegas reafirmo que sem uma sólida liderança e um evidente espírito de entreajuda não haverá caminho possível para a evolução do nosso clube. Por isso, eles terão de ser fortes, sinceros e capazes de defender e garantir a sobrevivência e crescimento do nosso clube.
Desejo que o nosso clube seja capaz de enfrentar os desafios futuros. Sublinho ainda a minha crença de que temos os agentes necessários para o conseguir. Reafirmo a minha eterna disponibilidade para auxiliar na gestão e crescimento da Nação Coxeana. Poderão estar certos que desde Manchester irei acompanhar os progressos e as vitórias dos nossos bravos soldados.
Aos adeptos lanço o repto: continuem a apoiar os nossos jogadores, a abraçar as nossas causas e a compreender a necessidade de constante evolução d’Os Coxos Futebol Clube. Agora, que sou apenas um adepto normal, anseio pelo momento em que com todos vós puder celebrar as vitórias dos meus/nossos jogadores e o enobrecimento do nosso clube.
A todos, um forte abraço e um sentido bem-haja.