Arquivo de Junho, 2007

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Despedida de Phillipe Vieira já tem data

Junho 20, 2007

O jogo de despedida do capitão Phillipe Vieira vai ser jogado no próximo dia 2 de Junho (segunda-feira) às 17h00. Depois de alguns problemas relativos ao horário e ao terreno de jogo, o adeus do capitão fica finalmente agendado para o dia em que terminam os exames dos jogadores Coxeanos.

A equipa convidada dá pelo nome de Vómito excremental FC e já foi observada pelo gabinete de prospecção Coxeano. Os craques de uma só perna estão, assim, precavidos contra a formação dejectiva (de dejecto, claro está). Aqui fica um resumo dos principais perigos que poderão vir dos pés adversários.

Joel “Juvenal” Alves: ponta-de-lança aguerrido, muito forte no 1×1 e de uma velocidade temível. Um pouco individualista mas muito batalhador na frente de ataque, onde costuma facturar em lances individuais ou recargas por instinto. Contudo, é defensivamente pouco disciplinado e não tem estatura em termos mentais. Aconselha-se jogo psicológico e muita virilidade, dado que vem de lesão grave.

Zé “João XXI” Pedro: bem conhecido d’Os Coxos, jogará, desta vez, na linha. Técnica apurada, bom remate, visão de jogo e muita ratice são os principais atributos do jogador egípcio. Será marcado por Pedro Romano, que já afirmou que tenciona usar o dedo indicador para intimidar.

Ricardo Borralheiro “Borras”: jogador muito rápido, de cabelo volumosos e de baixa estatura, é um perigo constante pela velocidade e pela força do seu remate. Tapa bem a defesa e consegue fazer o vai-vem durante todo o jogo, ainda que persista em dizer que já está velho para o futebol. Tem um problema pessoal com testículos depilados.

Pedro Bastos “Rashid”: boa técnica e um remate colocado são os seus principais argumentos. Como não fala muito, poupa energias para o jogo. Será marcado pelo feroz Tricky, que certamente tirará partido da sua má forma física, por já não jogar há várias semanas.

João Alves “Esquilo”: não é grande coisa mas como havia uma vaga por preencher, chamaram-no. Tem os abdominais sempre flectidos.

O guarda-redes está em dúvida. Se o grandioso B.Rocha não estiver disponível, será Esquilo a fazer as vezes de guarda-redes (é o mais fraquinho, não tem personalidade, etc., etc.). Até lá, então.

P.S.- O responsável pelos vídeos Marcos Sabino assegura que os vídeos dos jogos contra o We Shall See Football e Gestão Desportiva não estão esquecidos e que em breve planeia colocá-los on-line. Falta pouco, diz ele. Os tomates já devem estar em sangue de tanto serem coçados.

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Coxos perdem nos quartos frente a Gestão Desportiva em jogo que marca a despedida do capitão, que ruma a Manchester

Junho 4, 2007

Os Coxos despediram-se hoje da época 2006/2007. Naquele que foi o último jogo oficial do capitão Phillipe Vieira ao serviço do emblema perneta – pelo menos até Fevereiro do próximo ano –, Gestão Desportiva venceu por cinco golos sem resposta, acabando com o sonho coxeano de conquistar o troféu da “Liga sempre organizada e sempre a horas do GAEB”.

Os Coxos entregaram desde o início o comando de jogo aos gestores. Sempre em contra-ataques, o conjunto de uma só perna rapidamente se lançava em trabalho ofensivo, na tentativa de apanhar a defesa desprevenida. Não foi de estranhar por isso que a primeira oportunidade de jogo tenha pertencido aos de “vermelho com colete verde”. Marcos Sabino recebe a bola no meio-campo adversário e já dentro da área de sete metros envia a bola à barra. O jogador de um só pulmão quase aplicava o eficaz Binhinho Inside. Sem êxito desta vez.

O primeiro golo acabou mesmo por aparecer poucos minutos depois, mas na outra baliza. O time-out pedido pel’Os Coxos foi melhor aproveitado por Gestão Desportiva, que logo na retoma abre o activo no pavilhão da UM. Lucas (nome fictício) passa pelo meio de dois defesas pernetas e, no frente-a-frente com guarda-redes, remata para o fundo da baliza.

A resposta coxeana não se fez esperar e novamente num rápido contra-ataque, por intermédio de Tricky, quase empatava o jogo. O número 11 rematou forte de fora da área, mas o guarda-redes adversário conseguiu desviar a bola por cima da trave.

No entanto, a desconcentração na defesa d´Os Coxos voltou a revelar-se fatal para a baliza à guarda de Teixeira. Marcos perde a bola em zona proibida e Lucas, outra vez, faz passar a bola à saída do guarda-redes em direcção à baliza.

Gestão aplica matéria prática

Depois do segundo golo, os gestores souberam aplicar em jogo a matéria de aula. Investir com risco controlado e gerir recursos foram tarefas fáceis para Lucas e companhia. Assim, com a tropa desmoralizada, Os Coxos consentiram o terceiro golo de uma forma inacreditável. Através da marcação de um canto, Lucas aparece sozinho na pequena área e eleva a contagem para os 3-0, tirando qualquer hipótese de reacção aos coxeanos.

Na segunda parte, o fôlego perneta apenas deu para algumas investidas no ataque. Nada de perigoso para Gestão, que continuava a fazer do meio campo adversário o seu centro de operações.

Aos 10 minutos, a contagem sobe para 4-0, todas na conta pessoal de Lucas e já bem perto do final, quando o conjunto coxeano procurava o tento de honra, Gestão Desportiva chega aos 5-0 final. Os Coxos despedem-se do ano desportivo de 2006/7 com uma derrota pesada num torneio em que podiam ter feito muito mais… nao fosse a figura de Lucas, que acabou por ditar o resultado depois de ter estado em dúvida. Para o ano há mais.

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Alberto Teixeira: 13 – Não foi por ele que Os Coxos perderam. Aliás, até consegui evitar mais alguns golos da equipa de Gestão, com saídas a tempo e horas. Não deu o frango da praxe e a atenção que patenteou durante todo o encontro leva-nos a esperar que a próxima época marque o regresso do good old Teixeira…

Phillipe Vieira: 12 – O capitão esteve sempre atento e fez uma primeira parte impecável. Agora que conseguiu controlar os seus impulsos ofensivos, Phillipe revela-se, finalmente, o esteio defensivo de que Os Coxos necessitavam. Logo agora, que vai para Manchester…

Pedro Romano: 10 – Futebol seguro mas sem rasgos. Jogou sempre muito longe da baliza e apenas conseguiu driblar quando se encostou à linha. Continua a faltar alguma coisa…

Marcos Sabino: 11 – Felino na frente, levou o perigo à baliza contrária com um remate que estourou na barra, estava ainda o jogo em 0-0. Sempre raçudo e furioso, Sabino podia ter feito um jogo memorável mas um falhanço defensivo deu o golo ao adversário e a partir daí o fedorento avançado perdeu algum discernimento.

Carlos ‘Tricky’ Ferreira: 12 – A raça de sempre. Foi a referência ofensiva durante muito tempo, rematando imenso e sempre que podia – num remate quase marcava um golo de antologia, depois da linha de meio campo. Saiu por lesão num lance de coragem mas ainda foi a tempo de voltar para ajudar a equipa.

Rui Rocha: 8 – Infeliz. Entrou para marcar Lucas e logo no primeiro minuto foi batido no lance que deu o 1-0. Nos quatro minutos seguintes deixou ainda o seu adversário directo facturar mais duas vezes, o que não abona em favor da sua prestação. Melhorou na segunda parte, mas aqueles cinco minutos em campo foram fatais…

Daniel ‘Desaparecido’ Mesquita: 8 – O que se passa com Daniel?, é o que apetece perguntar. Na segunda parte passou ao lado do jogo, com uma lentidão exasperante no passe e com um sentido posicional pouco esclarecido. Está a anos-luz do jogador que encantou na época passada.