
We Shall See FC dá lição a’Os Coxos FC
Maio 14, 2007Uma hora de jogo, 12-11 no marcador. Foi pela margem mínima que os ICS Docentes All-Star – que à última da hora mudaram da nome para We Shall See Football Club – bateram Os Coxos, em jogo amigável. O serviu para a valorosa equipa Coxeana ganhar mais alguma experiência, treinar algumas movimentações, dar conta das suas limitações e, até, ganhar mais um jogador: o médio-ala Luís Santos fracturou o pé e abandonou o recinto… a coxear.
A lesão foi especialmente importante por dois motivos. O primeiro é que a equipa Docentina, que havia restringido a convocatória a cinco nomes – Manuel Pinto na baliza, Fernando Jesus e Luís Santos na defesa, Pedro Portela e Alberto Sá no ataque –, ficou sem o número mínimo de elementos.
O segundo é que isto obrigou a um jogador Coxeano a trocar de lado – e esse papel coube a ‘Tricky’, que estava a ser um dos melhores Coxos por essa altura. No final, o peludo jogador acabou por ser um dos grandes artífices da vitória, com dois golos e muito futebol no cômputo final.
Um jogo mítico
O jogo era ansiado há muito tempo. E o público não faltou, acorrendo às em massa bancadas, que depressa se viram invadidas por ‘torcedores’ de ambas as equipas. (Contudo, e segundo informações de última hora, grande parte do contingente feminino ter-se-á apresentado com o único propósito de ver Pedro Portela de calções).
No balneário, o ambiente não era, contudo, tão festivo. Manuel Pinto marcou a sua entrada ironizando com a qualidade dos textos de Rui Rocha, editor do ComUM. Alberto Sá, também useiro e vezeiro nestas coisas dos golpes baixos, relembrou que Daniel ‘Desaparecido’ Mesquita continua com a cadeira de Informática por fazer. E até o próprio Fernando Jesus entrou na onda dos mind games: «Se perdemos este jogo nunca mais na vida empresto uma câmara aos gajos do 3º ano. Não que agora empreste muitas vezes, mas enfim…».
A tudo isto Os Coxos reagiram com tranquilidade. Marcos Sabino foi o único a dar troco, ‘minando’ devidamente a área de balneário dominada pelos docentes.
E a bola rola… finalmente
Os Coxos não se deixaram intimidar pela corpulência de Manuel Pinto na baliza, nem pela dureza das entradas de Fernando Jesus. Ainda o jogo não levava 5 minutos e já Marcos Sabino dava um ‘cheirinho’ da sua qualidade, com um remate de ressaca a fazer o 1-0. No minuto seguinte, Romano fazia o 2-0.
Os docentes não gostaram. Superiormente liderados pela magia de Pedro Portela, levaram o perigo até às redes adversárias. E, depois de um belo lance em que ultrapassou Phillipe em velocidade, o professor de Métodos de Investigação I fez o tento da sua equipa: com o 2-1, o jogo parecia querer animar.
Foi então que veio a lesão de Luís Santos. O jogador lesionou-se sozinho, num lance a meio-campo, e provavelmente terá de parar bastante tempo. Mas foi substituído convenientemente: ‘Tricky’ mudou de equipa, trocou de camisola e pôs-se pronto para marcar golos à sua equipa de coração.
Mas o perigo veio do outro lado. Romano pegou na batuta e fez mais quatro golos. Daniel também puxou dos galões e ‘molhou o pincel’ por duas vezes. Antes do intervalo Alberto Sá ultrapassou Phillipe em velocidade e marcou, de remate cruzado, o 7-2. O intervalo chegava com uma diferença de cinco golos e a certeza de que a’Os Coxos apenas bastaria acelerar um pouco para chegar à goleada.
A reviravolta
Este laxismo foi fatal para Os Coxos. Phillipe perdeu posicionamento, Rui não acertou com o jogo, Daniel foi progressivamente escondendo-se mais, Romano baixou de rendimento e Teixeira também esteve infeliz nalguns lances.
Não espantou, por isso, que a meio da segunda parte o jogo já estivesse… 8-5. Os Coxos, já muito cansados – e sem ‘Tricky’ a servir de ‘pivot’ – perderam muitas bolas na defesa e um inspirado Fernando Jesus aproveitou as benesse alheias para mostrar o porquê de ser considerado, na cultura ‘underground’ da produção e realização audiovisual, o Pavel Nedved dos pobres: cada tiro cada melro.
Nesta altura destacou-se também o guardião Manuel Pinto, que usou todos os seus recursos (entre os quais o ombro, a cabeça, a ponta dos dedos e até a barriga) para a manter a baliza inviolável.
Com tamanha solidez defensiva e uma tão feliz eficácia ofensiva, os We Shall See FC chegaram ao empate a cinco minutos do fim. E, perto do final do jogo, marcaram o golo que lhes deu a vitória: 12-11, obra de Alberto Sá, uma autêntica revelação.
No final da partida, Luís Santos afirmou que ainda alguém irá «pagar caro» a sua lesão. O Presidente da Instituição Coxeana, Phillipe Vieira, preferiu, por seu lado, olhar para o resultado através de outro prisma: «É verdade que perdemos, mas quem olhar bem verificará que, na verdade, ficámos a ganhar. Sofremos mais golos mas… foram eles que pagaram o aluguer do campo!». (Contudo, o Presidente confessou mais tarde que a sua equipa pretende acertar contas com os adversários logo que possível).
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Alberto Teixeira: 11 – Não teve muito trabalho na primeira parte. Mas no segundo tempo cometeu alguns lapsos em alturas decisivas do jogo, particularmente no lance em que deixou a bola passar pelo meio das pernas. Ainda assim, algumas boas defesas a apontar.
Phillipe Vieira: 11 – O capitão não fez um mau jogo, mas nos lances de um-para-um foi algumas vezes ultrapassado por Alberto Sá e Fernando Jesus. Refreou as subidas ao ataque mas acabou muitas vezes a distribuir jogo pelo meio do terreno, o que facilitou a marcação adversária.
Rui Rocha: 11 – Jogo pouco visível. Na primeira parte esteve discreto mas certinho; na segunda não conseguiu transportar jogo nem fazer uso do seu remate. Falta-lhe confiança e agressividade.
Pedro Romano: 13 – Cinco golos e muito futebol na primeira parte, mas um eclipse inacreditável no segundo tempo, altura em que esteve sempre muito marcado pelo seu amigo ‘Tricky’, que já conhece bem as manhas. As três horas de sono terão contribuído para o facto de ter dado o ‘estouro’ tão cedo.
Daniel ‘Desaparecido’ Mesquita: 12 – Continua bastante cerimonioso na hora de chutar à baliza. Ainda assim, facturou por três vezes. Tem de ficar mais agressivo na defesa e pedir mais a bola quando ataca pelas linhas.
Marcos Sabino: 13 – o mais constante da equipa. Soube atacar e defender bem, e ainda teve tempo para marcar dois golos. Como o resto da equipa, primeira parte bastante mais conseguida do que a segunda.
Carlos ‘Tricky’ Ferreira: 14 – Estava a fazer um bom jogo na equipa Coxeana, até que a lesão de Luís Santos o obrigou a mudar de farda. Aqui evidenciou-se ainda mais, impondo força no ataque e bravura na defesa. Marcou o golo da tarde, num remate de ressaca quase do meio-campo.
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(Desta vez, e a título excepcional, a equipa adversária também será classificada)
Manuel Pinto: 14 – O professor associado foi um muro na baliza. Marcou a agenda, fez sempre um bom enquadramento para os remates e, se a baliza era um portão (‘gate’), Pinto foi um fantástico ‘gatekeeper’ (ok, esta foi fraquinha…). Muito interessante também a forma como gritava a plenos pulmões de cada vez que fazia uma defesa.
Luís Santos: 11 – Estava a ser dos melhores da sua equipa até que o terreno o atraiçoou. A lesão pode ser grave mas Santos demonstrou a sua raça quando recusou ajuda para subir as escadas que davam para o posto médico improvisado. O Enterro da Gata poderá ter perdido um dos seus mais entusiastas participantes.
Pedro Portela: 13 – confirmando as boas referências, Portela fez mossa com o seu toque de bola de qualidade. Foi o pesadelo de Phillipe Vieira quando jogava de costas para a baliza e chegou a marcar dois golos. Com um bocado de treino físico pode ir longe.
Alberto Sá: 13 – Revelou-se um rematador portentoso, com vários golos obtidos pela faixa direita. Notava-se que estava a jogar com raça, depois de ter sido inicialmente preterido da pré-convocatória (que foi, como sabemos, alterada há uns dias). Teve o rigor do Excel, a simplicidade do Powerpoint e a versatilidade do Word.
Fernando Jesus: 16 – o homem do jogo, sem dúvida. A raça que empregou em cada lance, que chegou a roçar a violência, intimidou os adversários. E os remates – sempre de pé esquerdo, sempre fortes, sempre colocados, sempre temíveis – puverizaram as mãos do ‘keeper’ Teixeira. Jesus, que demonstrou muitas parecenças com Roberto Carlos, chegou, aliás, a dedicar o último golo a Ângelo Peres, que não pôde estar presente.
P.S.- Para os próximos dias está previsto o lançamento do vídeo do jogo, que foi filmado completamente. Aguardem.




Tá grande crónica…excelente
crónica 5 estrelas lool tá grande mesmo
so pra corrigir… eu marquei 3 golos… lembrei-me agora e o video vai corroborar a minha posição
já agora a minha apreciação dos adversarios:
M. Pinto – grande
F. Jesus – grande tiro
P. Portela – grande
L. Santos – foi pena, tava a ser grande
A. Sá – pesadão camuflado, grande
Grande jogo! Foi pena a lesão…
Temos de organizar mais alguns. Ao perde-pagas
Quanto aos golos, creio que não estou errado se disser que houve 3 para cada jogador de campo da nossa equipa. O video e as imagens virtuais do “Domingo Desportivo” vão confirmar ou desmentir a minha memória…
Querem o nosso logo para colocar na crónica do jogo? Digam qq coisa que envio o ficheiro…
O logo já seguiu por e-mail…
Gostei muito…apesar de mal ter tido tempo para transpirar.
Imagino que, naturalmente, comigo em campo os 60 minutos, o jogo teria tido outro perfume…o perfume da derrota!
Enfim, coisas da bola.
Fica para a história um magnífico desempenho de ‘velhas glórias’ que mostraram ter ainda muito para dar ao futebol espectáculo.
Quem poderá alguma vez esquecer uma jogada rapidíssima entre Pedro Portela e Fernando Jesus que só não deu golo porque o guarda-redes adversário fez a defesa da sua vida?
E quem esquecerá as saídas destemidas de MP – algumas delas com perda de óculos e tudo? E quem pode não ficar surpreendido com a disponibilidade física do homem que Manuel Cajuda está a negociar para fazer, com o Vitória de Gumarães, o assalto à Europa no próximo ano?
Percebi na vossa equipa muito talento e raça, mas percebi na minha um espírito de entrega quase comovente.
E isso é o que faz uma equipa.
Um abraço a todos e até à próxima (para mim, nunca antes do Verão).
Grandioso desafio, uma recompensa merecida a todos aqueles, e foram bons, os que se deslocaram ao recinto desportivo – não é todos os dias que se assiste a uma lesão ao vivo idêntica à dos jogadores de topo.
Início de jogo estonteante dos “Coxos”, com trocas de posição e de bola constantes, a humilhar a postura mais contida, digamos cerebral, do adversário, a pedir intervalo sempre que conseguia desenvolver uma movimentação de ataque (“devia estar inclinado”, confidenciou-me, ontem o meu amigo “special one”, que já visionou a cassete, tendo comentado à boca fechada a palavra “reforços”).
Mas este jogo teve (longos…) 60 minutos, revelando-se acertada a escolha da data para a semana do Enterro: os “Coxos” sentiram dificuldades em ultrapassar a estratégia defensiva e o bom posicionamento do “Shal See”, que por vezes chegou a jogar com três trincos fixos (aquilo de ficar cá atrás e do “falso lento” era tudo tática, topam!?)! O relvado alcatifado revelou-se um adversário incómodo, estava alto e não foi regado previamente.
Julgo ter sido a primeira vez que um encontro desta natureza se realizou, nem entre nós se desconfiava do potencial existente, parabéns, portanto, pela iniciativa! A 2ª mão promete, três combóios especiais estão já esgotados.
Na equipa ganhadora, poucos celebram a vitória: uns queixam-se das costas, outros das pernas, outros da desilusão de terem pensado que ainda tinham 20 anos e um até ficou a coxear!
A sério: uns jogavam e outros rematavam. Uns foram pela táctica, outros pela estratégia.
Tudo somado, um excelente momento de … convívio. Ao fim e ao resto, o mais importante de tudo.
Bom, valeu o esforço. Mas um resultado de 12-11 fora no reduto adversário até nem é mau: uma bola a zero em casa e passamos a eliminatória. Contas para um próximo jogo…
Experiência
Meus caros “Coxeanos”;
Aqui deixo os meus sinceros parabéns pela vossa disponibilidade, entrega e lealdade ao jogo.
Com tamanhos predicados relatados e com a distinção com que me brindaram (excepção à minha “delicada” dureza), o empréstimo das câmaras está desde já assegurado e garantido: não até ao final do ano lectivo, antes sim, até ao final do Curso!…
Um abraço a todos e parabéns por esta maravilhosa jornada de convívio.
Só reparei agora numa coisa: Os Coxos não têm sorte com a religião. Primeiro apanhamos somos goleados por Deus ( http://oscoxos.wordpress.com/2007/04/28/coxos-perdem-contra%e2%80%a6-deus/ ) e agora sai-nos ao caminho o próprio Jesus. É muito azar…
Meus caros “Coxos”: vocês ousaram disputar um jogo contra o “Filho do Homem”?
Pois então, reparem no destino que “Ele” vos ajudou a traçar!…
Uma religião sem crença, jamais se orientará apenas e só pela sorte!
não percebo o entusiasmo docentino. este foi apenas o jogo da 1ª mão. a segunda vem já aí e será no Inferno Coxeano. lá, nem os mais crentes se safam.:)
O que é, o que é, que perde sempre por margem mínima, empata de forma injusta e vence espectacularmente?
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