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Cabazada à moda do Coxo

Maio 9, 2007

Após uma série de jogos menos felizes, os Coxos encontraram a vitória. A equipa Coxeana derrotou, sem apelo nem agravo, a equipa de LCC por uns contundentes 10-3.

Apesar do resultado, ficou-se com a ideia de que a margem de vitória poderia – e deveria – ter sido bem mais ampla. Os jogadores e a massa adepta ficaram contentes com o resultado, mas não deslumbrados. Há ainda trabalho a fazer.

O jogo foi transferido para os campos sintéticos no exterior do Complexo Olímpico da Universidade do Minho. Aí, debaixo do calor abrasador sentido às 16h00 da tarde, a equipa Coxeana equipou-se, aqueceu e preparou o jogo. Estava quase na máxima forma, já que Romano estava de volta e Sabino vinha a caminho de Gaia.

Sem Marcos, que não chegou a tempo de principiar a partida, a dupla técnica Phillipe Vieira/ Carlos Ferreira optou por apresentar o seguinte cinco inicial: Teixeira na baliza, Phillipe a líbero, Romano e Daniel a fazer o “2” do meio-campo com Tricky na posição de pivot.

Desde o princípio, os Coxos assumiram o domínio da partida criando, desde logo, várias oportunidades para finalizar. Com Romano a marcar bem o ritmo de jogo, Daniel e Tricky a deambular na área a equipa conseguiu fazer o perigo chegar por várias vezes à baliza contrária. Todavia, e como é costume, a bola não entrava. Alguns sinais de desespero começaram a ser evidentes.

Aos 5 minutos, Romano deu o lugar a Rui que, pouco depois, desperdiçou a primeira oportunidade flagrante de golo quando, com metade da baliza desimpedida, conseguiu atirar a bola por cima do poste superior. Quase inacreditável.

Mas, demonstrando a raça que os caracteriza, a equipa Coxeana não baixava os braços. Pouco depois, Marcos chegou de Gaia e entrou para o lugar de Daniel. Numa das suas primeiras intervenções, e após passe de Phillipe, desmarcou Tricky que com um remate enraivecido fuzilou o guarda-redes contrário e inaugurou o marcador.

A partir desse momento a vitória nunca esteve em questão. A seguir ao golo de Tricky, Marcos fez o 2-0 e Tricky voltou à carga com o 3-0. Os golos surgiam com naturalidade e fluidez, assim como a exibição se mostrava sólida. Sobre o inter valo, ainda houve tempo para Romano fazer um chapéu perfeito para estabelecer o 4-0 e Daniel, após primorosa assistência de calcanhar por Tricky, fazer o 5-0 com que se chegou ao intervalo.

Contudo, e ao contrário do que é normal, o intervalo não foi bom conselheiro. A equipa pareceu demasiado descontraída nos primeiros instantes e, depois de um lance de perigo dos adversários, acordou e voltou a tomar conta da partida. Romano fez o 6-0, após uma brilhante jogada individual e Daniel culminou um excelente lance colectivo para fazer o 7-0.

Essa marca foi fatídica para os Coxos que se desconcentraram e permitiram o crescimento da equipa de LCC. Os adversários acabariam por marcar um golo, mas só depois de Teixeira e Rui ficarem a olhar um para o outro na pequena-área e permitirem que um adversário contrário se intrometesse entre eles e encostasse a bola para o fundo das redes. Aí, Tricky e Romano – que se encontravam de fora – pediram imediatamente para entrar numa tentativa de restabelecer a ordem em campo. Tal foi conseguido, e os Coxos chegaram ao 8-1 por intermédio de Romano.

A equipa de LCC nunca abdicou de lutar pelo resultado, e conseguiu fazer o 8-2 com um remate de fora da área que Teixeira não viu partir e cuja penetração na baliza não conseguiu evitar. Os Coxos sofriam o segundo golo que, tal como o primeiro, premiava a insistência dos adversários e a desconcentração Coxeana.

Tal como após o consentimento do primeiro golo, os Coxos acordaram após terem sofrido o 2º e voltaram à carga tendo, por intermédio de Romano, marcado mais dois golos, estabelecendo a marca dos 10-2. Até que, a 10 segundos do final da partida, e na sequência de um canto, Phillipe aproveitou uma bola solta e visou a baliza contrária tendo, infelizmente, o seu remate sido defendido pelo guarda-redes que lançou de imediato o contra-ataque da sua equipa que viria a dar lugar ao terceiro golo da equipa de LCC, pois nenhum jogador Coxo cobriu a subida do seu capitão. Logo depois o jogo terminou com uma clara vitória dos Coxos.

A exibição da primeira parte foi muito bem conseguida. Os Coxos trocaram bem a bola e patentearam grandes momentos de futsal. A equipa defendeu bem, não permitindo espaços aos contrários, aproveitando para lançar rápidos ataques. Porém, a segunda parte foi muito mais atribulada, intervalada por grandes momentos de futsal e outros que pareciam ser resultado de uma tremenda e assustadora inércia colectiva.

Com este resultado, e faltando a realização do outro encontro da 2ª Jornada do Grupo B, entre os “Dez” e os “Mujhaidin”, os Coxos estão no 3º lugar com 3 pontos, 11 golos marcados e 8 sofridos. Independentemente do resultado da outra partida, apenas uma vitória Coxa no próximo jogo será suficiente para garantir a qualificação.

Avaliações Individuais:

Alberto Teixeira – 13: O guardião esteve mais seguro na definição da marcação defensiva assim como na defesa de remates de longa distância. Porém, o desentendimento com Rui e a lentidão de resposta a um outro remate deram 2 golos que teriam sido evitáveis. Este foi um daqueles jogos ingratos para um guarda-redes, pois teve pouco em acção mas, ainda assim, deveria ter estado mais concentrado no lance dos golos. Todavia, genericamente esteve bem.

Phillipe Vieira – 14: O capitão esteve intransponível nos lances individuais e na marcação aos contrários. Tentou ainda algumas subidas, coroadas com 2 bons remates, mas pouco mais fez fora da defesa. A sua lesão no pé direito condicionou algumas movimentações, e provocou uma reacção mais quente despropositada quando um contrário o atingiu nesse pé. Viu justamente o amarelo. Terá de rever esse tipo de comportamento no futuro.

Pedro Romano – 17: A equipa sentiu falta da sua batuta no jogo anterior e neste fez jus ao estatuto de que goza entre as hostes Coxeanas. Jogou e fez jogar, marcou cinco golos, dois dos quais autênticos hinos ao futsal. Intransponível na defesa, perigoso no ataque, Romano teve a exibição perfeita. Mostrou ser o capitão sem braçadeira de que a equipa precisa em certos momentos mais tensos da partida. Como disse um adepto da bancada, “estás perdoado”.

Daniel Mesquita – 14: Daniel é um caso especial. É aquilo a que na gíria se chama um falso-lento. Vê-se que sabe jogar, que tem empatia entre os colegas, mas mesmo assim falta-lhe sempre alguma coisa. Marcou dois golos, entendeu-se bem com Tricky e mostrou que está a melhorar os índices físicos. Mas, voltou a desaparecer do jogo em certos momentos e a falhar no capítulo da finalização. Se continuar o trabalho, poderá voltar a ser o jogador decisivo que foi em momentos da época passada. Se tiver mais calma no momento do remate, será um jogador muito mais útil à equipa. E perigoso.

“Tricky” Ferreira – 16: É, claramente, o jogador mais raçudo da equipa. Com ele, nunca se pode dizer que um lance está perdido. Ele encontra sempre maneira de ficar com a bola. Precioso no ataque, foi voluntarioso a defender. Marcou o primeiro golo – é sempre o mais difícil – e fez mais umas quantas assistências para Romano e Marcos. É um jogador importante e influente, de quem se espera sempre algo especial. No dia a seguir ao aniversário, mostrou que não havia cometido excessos na véspera. Prudente.

Rui Rocha – 13: Rui caracteriza-se por ser um jogador voluntarioso. Faz qualquer lugar com o mesmo empenho. O problema é que por vezes não consegue tomar as melhores decisões em capítulos tão determinantes quanto o remate, quando no ataque, e o corte, quando na defesa. Falhou um golo feito, e atrapalhou-se com Teixeira possibilitando o primeiro do adversário. Se conseguir melhorar os índices de leitura de jogo, e aumentar a velocidade de raciocínio, Rui será um jogador mais importante.

Marcos Sabino – 15: O melhor jogador Mundo com um só pulmão chegou atrasado ao jogo – trânsito na A3 –  mas rapidamente entrou no ritmo da partida. Fez duas assistências e assinou o segundo golo. As fintas saíram-lhe bem e foram várias as vezes em que pôs a cabeça dos adversários em água. A meio da partida o pulmão pregou-lhe uma partida e começou a procurar terrenos mais recuados, tendo perdido algum dinamismo na segunda parte. Ainda assim, uma excelente exibição.

4 comments

  1. pois, agora que ganhámos ninguém comenta as crónicas.


  2. Lol ninguém acreditou, se calhar ;)


  3. bom antes demais queria dar os parabens pela estronodosa vitoria coxeana. A cronica parece me muito boa, excluindo as notas. um ponto a rever… Abraço


  4. Neri, dá tu as notas aí no blogue. Só p’ra gente conhecer informação abalizada ;)



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