Jornada de glória para a lendária e mítica equipa Coxeana. Quando ninguém acreditava que a qualificação ainda fosse possível – para mais com Tricky e Daniel ausentes… – a equipa de uma só perna entrou em campo contra os Mujaidins e… ganhou. A qualificação, claro está. Estão de parabéns os cinco valorosos – Teixeira, Romano, Phillipe, Rui e Sabino – que souberam aguentar 40 minutos ao mais alto ritmo num terreno destruído e numa partida sem suplentes.
Neste altura em que os corações Coxeanos estão ao rubro – a tropa vai agora jogar contra Gestão Desportiva – será importante ter em atenção três aspectos. O primeiro é que a qualificação só foi possível devido ao grande empenho de todos os jogadores (excepto o Daniel que não aparece – mas que, à sua maneira, também se empenha). O segundo é que no próximo jogo a equipa estará, finalmente, em toda a sua força. E o terceiro é que no alcançar deste objectivo não podemos deixar de referir a absolutamente estonteante, completamente inimitável e absurdamente magnífica organização deste torneio – a eles, o nosso obrigado pelas condições que nos proporcionaram.
Mas vamos ao jogo. De início, foi complicado. Complicado porque faltavam Tricky, peça fundamental, e Daniel, peça quase-fundamental. Os Coxos começaram portanto com Phillipe a líbero, Rui a defesa e Romano e Sabino nas alas, alternando como pivot. Já a equipa dos Mujaidins apoiava o seu jogo rápido e de boa troca de bola na velocidade do nº 6 e na técnica do ‘loiro que corre p’ra caralho’ (não decorámos o nome, refugiamo-nos na alcunha que granjeou durante o jogo).
Não demorou muito até que o 1-0 aparecesse. Bola nas costas da defesa, grande toque do avançado e tiro para o fundo da baliza. A este golo seguiu-se outro e o intervalo chegou com o resultado a 2-0. Os jogadores Coxeanos tinham, por esta altura, a quase certeza de que estavam qualificados.
Na segunda parte, a marcha do marcador foi idêntica. O guarda-redes repôs mal a bola e o 3-0 chegou com naturalidade; minutos depois, um 4-0 de fora da área punha um ponto final neste jogo em que Os Coxos garantiram a classificação – um momento histórico que, infelizmente, o repórter de imagem Alberto José Teixeira não conseguiu gravar em vídeo por indisposição intestinal.
No final, 4-0 para os Mujaidins, portanto. Sim, Os Coxos sairam derrotados. E como é que se classificaram? Por causa de um passo em falso da equipa Os Dez, que não compareceu num dos jogos. Mas não se pense, contudo, que Os Coxos ganharam a qualificação na secretaria. Longe disso; na verdade, até ganharam a qualificação dentro de campo (embora não propriamente nas quatro linhas), quando o fantástico elemento da organização lhes comunicou ao intervalo (lembram-se que foi durante o intervalo que Os Coxos tiveram a certeza da qualificação) que por via de uma falta da equipa Os Dez, Os Coxos estavam automaticamente apurados para a fase seguinte por razões de goal-average.
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Alberto Teixeira: 10 – Um grande frango no segundo golo e uma reposição que deu o terceiro mancharam uma exibição que até foi marcada por duas saídas corajosas em que tirou o pão da boca aos avançados contrários. Grande defesa a remate de um adversário já na pequena área.
Phillipe Vieira: 10 – Boa exibição. Cumpriu lá atrás, nunca se aventurando demasiado, algo em que falhou em jogos anteriores. Se se limitar à posição de pivot defensivo, distribuindo e fazendo boa cobertura, pode ser uma mais-valia para Os Coxos.
Rui Rocha: 10 – Não deslumbrou mas também não comprometeu. Alguns bons remates e segurança na defesa valem a Rui Rocha a nota positiva. Também melhorou a concentração, apesar de alguns lances em que aparentemente a massa encefálica ainda tem paragens abruptas. No primeiro golo deixou o avançado rodar para tiro de dentro da área.
Pedro Romano: 10 – Não era jogo para ele. Conseguiu fechar o ataque adversário bem adiantado no terreno, quando tinha a bola segurava o jogo convenientemente e ainda tentou muitos remates mas… quando era preciso acelerar notava-se que o terreno não lhe é favorável. Deu um golo a Sabino que este desperdiçou.
Marcos Sabino: 10 – Abnegado. Lutou muito – até esgotar o seu único pulmão – mas foi um esforço inglório. A técnica está lá mas, como o terreno estava demasiado escorregadio, acabava sempre por ter algumas dificuldades em acelerar. Ainda assim, teve duas boas oportunidades de golo, ambas de pé esquerdo. Numa delas, tirou um adversário do caminho, fintou o guarda-redes e… atirou ao lado. Falhou a marcação no quarto golo.








