Arquivo de Março, 2007

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Um toque, de Hugo Torres: a estreia

Março 24, 2007

E toma lugar aqui a primeira crónica do inimitável Hugo Torres. O primeiro de uma longa série, esperamos. O nome já foi avançado, repetimo-lo agora: um toque. As crónicas serão colocadas directamente no blogue devido – Um Toque – e reproduzidas aqui, para ficarem acessíveis a toda a imensa e interminável Nação Coxeana. Ao Hugo Torres, um forte abraço.

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Levei o pé ao chão. Com pouco que me empurrasse, vesti a gravata da razão, detive-me, voltei ao carro. Fechei a porta e liguei o ar condicionado. Acendi calmamente o cigarro que o Fernando me plantou nas mãos há já anos e dediquei-me à filosofia possível sobre um jogador de pés tortos. Pior: de um jogador de futebol.

É sempre difícil – senão impossível – precisar berço e alvo das nossas primeiras paixões. Esta caneta não escreve diferente.

Para quem não necessita de um metro para se declarar em números de altura, o quintal lá de casa é imenso. (Mas que a cada Inverno ficava inexplicavelmente mais curto.) Não é simétrico: não é um rectângulo. Tem umas escadas que dão para o 1º andar, onde moram uns tios (que também ficaram mais curtos com os anos), mais um pequeno relevo na ponta mais afastada da casa e um anexo sem grande relevância, dois muros de cada lado e, compondo-se assim o tapete de cimento.

Um par de jogos: o remate simples – ao comprimento, um de cada lado, um a chutar e outro a defender – e o ‘futebol de um toque’ – esquema complexo de tabelas, em que cada jogador, como é fácil notar, só pode tocar uma vez na bola até que o adversário o faça igualmente, e assim sucessivamente. E o que importa é esta última. Esta herança única da infância do meu pai, que manteve durante anos a destreza da matemática de bilhar nos pés, fazendo autênticos brilharetes nas arenas que eu e o meu primo agilmente montávamos.

O objectivo era introduzir uma pequena bola – de um tipo de borracha que não voltei a encontrar – numa caixa de fruta de boca aberta para o terreno de jogo. Foi o encanto mais esgotante que alguma vez me enlaçou. Baldes de suor até aos berros de jantar de minha mãe.

Escusado será dizer que o par de janelas que existiam em cada ponta do quintal sofreu gravemente por mais de uma dezena de vezes. E que isto não e um ponto final, que terá continuidade periódica.

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Hugo Torres

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Hugo Torres n’Os Coxos

Março 23, 2007

Hugo Torres tem 22 anos e lidera o portal cultural Rascunho, de audiência vasta e de renome internacional. Hugo Torres nasceu na Póvoa de Varzim e criou o ComUM online, jornal digital em plena ascensão rumo aos píncaros das audiências. Hugo Torres frequenta o 4º ano de Comunicação Social da Universidade do Minho e lidera o GACSUM – grupo dos alunos de comunicação social da Universidade do Minho. Hugo Torres mantém o blogue Sozinho a Desenhar e, finalmente, juntou-se a’Os Coxos.

Foi num assomo de virilidade bravia que Torres se aventurou por este carreiro – penoso, cravejado de escolhos e obcstáculos de monta mas, ainda assim, de sabor doce e refinado aroma. O teor da parceria – parceria embebida em amizade – escrever-se-á por linhas direitas num toque torto: uma crónica semanal com saída agendada para os domingos. A cada prosa Torres desvenderá um pouco daquilo que, para ele, representa ser-se um Coxo; ou, então, o que é a bola para ele; ou, até, que relação estabelece com ela. O conteúdo variará mas, seja ele qual for, trará sempre o paladar irresistível dessa cadinho onde se fundem a sua ingenuidade primaveril, o seu saber enciclopédico, a sua presença incontornável, o seu humor refinado e os seus pêlos púbicos frondosos (que, aliás, inspirou o url do seu blogue: http://www.florestas.wordpress.com).

O primeiro tento ensopado em letras sai já no domingo. Desse sublime decalcamento da alma Coxeana disse Torres, atónito, desvairado, num assomo quase orgásmico de palpitações Coxeanas: «Cá vai. Não estou certo dela, do seu objectivo, da sua capacidade de continuação, do caminho escolhido…» Em cada palavra se sente o pulsar das letras em vibrações várias, o vigor da pulsação livresca, a pujança dessas veias sedentas de cultura.

Domingo, portanto, o blogue d’Os Coxos acolhe o novo hóspede. Para ficar.

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Pedro Romano

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Resumo alargado do jogo Os Coxos x Selecção CS

Março 20, 2007

Finalmente, em vídeo, os melhores momentos do desafio que opôs os poderosos jogadores d’Os Coxos contra a Selecção de CS. Os Coxos aproveitam, ainda, para referir que a equipa em causa não cumpriu com o acordado no que diz respeito ao custeamento desta produção audiovisual. Uma situação a lamentar, até porque mesmo equipas fora do curso (como o Rossas FC) cumpriram sempre os seus compromissos com Os Coxos…

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Resumo da 1ª parte:

 

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Resumo da 2ª parte:

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Flash-interview:

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Pedro Romano

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Selecção de CS derrota Os Coxos

Março 19, 2007

Não havia, logo ao início, grandes dúvidas acerca da diferença de qualidade entre as duas equipas. E é também por isso que o 5-0 com que a Selecção de CS brindou Os Coxos acaba por saber a fel: porque sendo melhor, a Selecção de CS não precisava de ter tido um guarda-redes tão inspirado e, sobretudo, um avançado como Sarmento, autor de quatro golos e uma assistência – participação em todos os tentos, portanto.

A equipa Coxeana, sempre muito unida e jogando em contra-ataque, impressionou pela consistência que imprimiu ao seu jogo defensivo. Um sentido posicional notável e uma grande capacidade de sacrifício foram, neste período, as armas da equipa de uma só perna. A contrapartida foi a perda da posse de bola: Os Coxos praticamente abriram mão do ataque e concentraram-se em defender.

Claro que o golo de Sarmento mudou tudo. Num belo lance individual, o avançado tirou Romano do caminho e facturou com o pé esquerdo. Um golo que premiava o maior ascendente da equipa capitaneada por João «Del Neri» Santos.

Em desvantagem no marcador, Os Coxos – sempre impulsionados por Sabino e «Tricky» – foram lá à frente e tiveram, inclusive, boas oportunidades para facturar. Mas a sorte madrasta ditou o contrário: antes da primeira parte acabar, Sarmento facturaria mais uma vez, através de um remate portentoso após antecipação a Marcos Sabino. 

A segunda parte começou com um forte pressing d’Os Coxos. Remates, corridas, piques, carrinhos, tudo isto levou Os Coxos a quase atingir o tento de honra. Romano, por duas vezes, teve o golo nos pés – mas o guardião Luís Miguel esteve sempre em grande na baliza contrária.

Claro que quem não marca arrisca-se a sofrer – e foi precisamente isso que aconteceu. Sarmento, claro: o avançado dominou na área, sentou Daniel com uma simulação de corpo, tirou Teixeira do caminho e chutou por entre Sabino e Romano. Quatro (!) jogadores numa só jogada. É obra!

O golo, contudo, não fez Os Coxos baixarem os braços. Apreitando o maior relaxe dos adversários, bem como o peso dos minutos que já se fazia sentir nas pernas dos defesas contrários, Romano (bem melhor na segunda parte), Marcos e «Tricky» conseguiram levar o perigo à baliza de Luís Miguel.

Claro que a ineficácia ofensiva também teve os seus custos. E, a cinco minutos do fim, Os Coxos consentiram dois golos. Primeiro foi Sabino a falhar um passe, que Sarmento se encarregou de transformar numa assistência para golo. Depois, o mesmo Sabino perdeu a bola a meio-campo e Romano, completamente desnorteado, esqueceu-se da marcação ao poderoso Sarmento, que não teve dificuldades em facturar o 5-0.

No final, mais um jogo difícil em que a sorte não sorriu aos jogadores pernetas. Os atletas esforçaram-se mas a inspiração de Sarmento e de Luís Miguel ditaram um resultado final demasiado penoso: 5-0 é o que fica para a história.

P.S.- De salientar ainda que a equipa adversária não cumpriu com o previamente acordado, falhando no pagamento dos custos de realização do jogo (que seriam suportados a meias pelas duas equipas). Os Coxos lamentam o sucedido e consideram que novo amigável dificilmente terá lugar se esta Direcção se mantiver…

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Teixeira: 15 – O guardião esteve sempre muito atento e conseguiu ainda salvar vários golos. Sem hipótese nos tentos que sofreu, teve o seu momento grande quando, cara-a-cara com Sarmento, defendeu com o braço um remate à queima, desviando ainda, com o pé, a bola que já se aprestava a voltar ao avançado. Grande exibição.

Rui Rocha: 10 – Boa exibição do número 10 Coxeano. Jogando a central, Rui conseguiu preencher bem os espaços e nunca se atrapalhou com a bola nos pés. Pena não ter tido ocasião para aplicar o seu potente remate.

Phillipe Vieira: 9 – Exibição segura na defesa. Não esteve directamente ligado a nenhum dos golos e mostrou grande disponibilidade para corrigir posicionamentos. O problema é que em termos ofensivos acaba por ser uma unidade a menos, dada a sua falta de velocidade.  

Pedro Romano: 9 – O número 5 Coxeano não está em forma. Os sprints custam a sair, a bola não é soltada na hora apropriada, os remates não levam a melhor direcção. Teve o golo nos pés por três vezes e, na altura de facturar, fez Luís Miguel brilhar. Salvou-se o empenho e a parcimónia com que ocupou os espaços em termos defensivos.

Daniel «Desaparecido» Mesquita: 9 – Depois de uma boa exibição contra o Rossas FC, Daniel desiludiu. Não conseguiu fazer o empate quando estava isolado perante o guarda-redes e desperdiçou ainda mais alguns contra-ataques. Contudo, esteve bem no capítulo defensivo.

Marcos Sabino: 10 – Exibição atípica. Correu muito e criou algumas das melhores oportunidades da sua equipa mas no capítulo defensivo comprometeu por três vezes. Primeiro deixando-se antecipar por Sarmento, depois perdendo bolas que deram contra-ataques para golo. Deu ainda um golo a marcar a Daniel, que este desperdiçou.

Carlos «Tricky» Ferreira: 11 – Jogando como pivot, o peludinho nunca conseguiu fazer a diferença na frente. Contudo, foi a partir dele que a equipa Coxeana lançou os melhores contra-ataques. Se conseguir impor-se como referência atacante pode vir a ser um caso sério, até porque é um jogador muito raçudo (aliás, já foi convocado para a Selecção de CS, como noticámos em tempo devido).

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Pedro Romano

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Resumo alargado do jogo Os Coxos x FC Rossas (2ª partida)

Março 16, 2007

E aqui chega, enfim, o vídeo do jogo entre Os Coxos e o Rossas FC (segundo jogo), que terminou com um 4-3 tangencial. A edição sofreu (mais uma vez) alguns contratempos e pelo facto pedimos desculpa. Em todo o caso, pelo menos desta vez todos os golos foram filmados. Para mais tarde recordar.

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Resumo alargado da 1ª parte

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Resumo alargado da 2ª parte

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Declarações no flash-interview

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Tricky convocado para Selecção de CS

Março 15, 2007

O possante jogador Coxeano, Carlos André Vieira Ferreira, conhecido no Mundo do desporto simplesmente por Tricky, foi convocado pelo Seleccionador de CS, João Santos, para representar o curso no prestigiado Torneio do Reitor.

O jogador já confessou ao site Coxeano que se sente “muito bem” pela chamada e que a mesma vem premiar dois anos de bom trabalho n’Os Coxos.

O nº11 Coxeano fez questão de sublinhar a importância que os seus colegas tiveram na sua chamada à Selecção. “É fantástico jogar-se neste clube. A direcção e a equipa são muito acolhedores e dão-nos confiança para desenvolvermos o nosso trabalho. É uma verdadeira família. São a minha segunda família”.

O mister da Selecção de CS mostrou-se muito contente pelo facto de poder contar com Tricky: “É um tipo de jogador que não tínhamos. É rápido e técnico, mas não deixa de ser forte e raçudo nas bolas divididas”, sublinhou Santos. “Penso que com Tricky temos uma selecção mais forte e capaz de ir longe na prova. Basta muito trabalho e alguma sorte”.

O jogador, apesar de feliz pela chamada, assegurou que não vai deixar que esta convocatória afecte o seu rendimento nos jogos Coxeanos: “Os Coxos serão sempre a minha prioridade. Por muito feliz que esta chamada me faça, não significa tanto para mim como jogar pel’Os Coxos”.

Por isso, adeptos Coxeanos, não desesperem pois Tricky está para durar com a camisa do perneta!

PS: Na sua estreia pela Selecção de CS, vitória por contundentes 10-1 sobre o Rossas FC. Tricky com exibição segura.

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Phillipe Vieira

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O Beja mudou-se; o Beja é Público

Março 10, 2007

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O regresso

Março 9, 2007

A CoxAndWin está de volta! As condições de trabalho são melhores, as parcerias são frutíferas – humana e materialmente – e o motor de pesquisa coxeano foi modernizado. Os funcionários viram as suas reivindicações atendidas e a aposta da Instituição Coxeana no melhor jogo do mundo é agora paralela à sua qualidade.

As novidades marcam este regresso: as apostas deverão ser feitas através de e-mail, dada a profissionalização que impede que o Presidente do Departamento Recreativo (DRC) – Rui Rocha – tenha contacto frequente com os apostadores.

O DRC convida os fãs coxeanos a visitar regularmente o remodelado espaço online da CoxAndWin

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Rui Rocha

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Por uma unha negra: Coxos perdem pela margem mínima.

Março 7, 2007

Chovia cá fora. As bancadas, repletas, expiravam futsal. Queriam ver o jogo. Que jogo? O jogo. O “rematch” entre Coxos e Rossas. O jogo dos jogos.

Os sócios Coxeanos fervilhavam. O jogo nunca mais começava. Lá dentro – no balneário – os jogadores incentivavam-se e motivavam-se para o jogo. Teixeira pedia ajuda a S. Jorge, Marcos meditava no chuveiro e Daniel calçava as sapatilhas ao som do hino Coxeano. Enquanto isto, Romano, Phillipe, Tricky e Rui discutiam a táctica a apresentar.

À saída do balneário a primeira salva de palmas. A massa adepta, histérica, aplaudia de pé os seus heróis. Os bravos Coxos começaram o aquecimento, mas antes foram agradecer o apoio das bancadas. Depois, olharam em frente. Olharam nos olhos dos seus opositores. Sem medo. “É pra ganhar”, ouvia-se da bancada. O aquecimento terminou. Hora de jogar.

Os Coxos entraram em campo com Teixeira na baliza, Rui no vector mais recuado, apoiado por Romano à esquerda e Marcos à direita. Numa inovação táctica Tricky foi colocado como homem mais avançado. A consciência defensiva da equipe coxeana era evidente. Num estilo 1X1, os Coxos não davam espaço de manobra aos Rossas e aproveitavam cada abertura para semear o perigo na área contrária. Exemplo disso são algumas triangulações entre os elementos mais avançados que Tricky, primeiro, e Marcos, depois, desperdiçaram.

Porém, a meio da primeira parte o primeiro balde de água fria. Após canto na esquerda do ataque rosseano, a bola fica presa entre Romano e Rui e este, pouco lesto a aliviar, permite que um jogador contrário ganhe possessão da bola e fuzile Teixeira. Estava feito o 0-1, mas a equipa não podia desanimar.

Os Coxos mantiveram a cabeça fria e partiram em busca do empate. Contudo, pouco depois do primeiro, o rosseano Quim fez questão de marcar dois golos. O primeiro, num remate de belo efeito de fora da área, com algumas culpas para Teixeira. O segundo, num livre directo em que a barreira Coxeana estava mal formada.

Foi nesta altura que o mister Coxo mudou a disposição táctica da equipa. Antes do 0-3, Daniel rendera Romano, ocupando a posição mais adiantada no terreno, enquanto que Tricky caiu para a direita e Marcos para a esquerda. Após o bis de Quim, entrou o capitão Phillipe para o lugar do desinspirado Rui.

Nessa altura a equipa estabilizou e conseguiu a coesão tão necessária. O capitão passou a fechar sobre o rosso mais adiantado, ao passo que os restantes passaram a deambular na linha ofensiva, causando o pânico na defesa contrária. Tanto pânico causaram que, pouco antes do intervalo, Daniel, após tabelinha com Marcos, inaugurou o marcador para os Coxos. Era o prenúncio de que as coisas iam mudar após o intervalo. E mudaram mesmo.

Com um cinco assente em Teixeira, Phillipe, Romano, Tricky e Marcos os Coxos entraram com personalidade na segunda parte. Phillipe marcava em cima o nº88 rosseano, enquanto que os três restantes Coxos ganhavam espaços na frente e criavam oportunidades atrás de oportunidades de golo. A bola, mais uma vez, não queira entrar.

Mas, como a defesa se mostrava sólida, a equipa continuava motivada e em busca do segundo golo, que viria a conseguir por intermédio de Tricky – após excelente jogada colectiva e belíssima conclusão individual. Os Coxos estavam inspirados e aguerridos, entrando em cada lance como se fosse o último.

Porém, tamanha disposição física acaba por causar alguns danos e a Nação Coxeana pagou por isso quando, a pouco mais de cinco minutos do final da partida, os Rossas fizeram o 2-4 em boa jogada colectiva que contou com a inspiração de tanto Ibrahim Zé como de Ricky. Os milhares de adeptos ficaram desolados, mas mantiveram o seu apoio firme à causa Coxeana.

Já sem Phillipe e Tricky, mas com Daniel e Rui os Coxos voltaram a reduzir. Marcos, sobre o final da partida entrou na área e foi derrubado pelo 88 rosseano. Rui, sempre ele nas bolas paradas, fez questão de bater a penalidade e da linha dos seis metros fez o 3-4 com que viria a terminar o jogo.

Em suma, pode-se dizer que a sorte nada quis com os Coxos que, mais uma vez, lutaram imenso e viram a vitória escapar por entre os dedos. Num bom e disputado jogo de futsal, os Rossas FC escaparam-se com uma vitória (4-3) num confronto que poderia, em abono da verdade, ter pendido para qualquer um dos lados.

Os Coxos denotaram inúmeras melhorias em relação à última partida, nomeadamente no sector defensivo. Porém, deverão melhorar na finalização e procurar manter a postura aguerrida na defesa durante períodos mais longos da partida. Jogo agridoce: boa exibição, mau resultado.

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As notas:

Teixeira: 10 - Sofreu 4 golos. Isso por si só não é anormal, mas o facto de não ter tido muito mais trabalho e ter culpas em 2 dos golos pesam na nota do guardião. Terá de melhorar no aspecto de construção da barreira e comprar umas lentes progressivas. Melhorou no aspecto da comunicação com a defesa.

Rui: 11 - Apesar do golo no cair do pano, a “rocha” da defesa Coxa nunca deu a tranquilidade necessária. Complicou no lance do primeiro golo e nunca cobriu eficazmente o seu adversário directo, dando muitos espaços nas suas costas. Porém, a penalidade foi muito bem cobrada.

Romano: 12 - O sub-capitão dá mostras de que quer voltar a patentear a qualidade que já demonstrou ao serviço dos Coxos. Muito mais disponível fisicamente, perdeu algumas bolas na defesa mas sem nunca comprometer seriamente a equipa. O seu maior pecado esteve no ataque em que foi demasiado perdulário. Teve duas ou três excelentes ocasiões para marcar, mas não conseguiu.

Tricky: 14 - O “raçudo” como é carinhosamente tratado pelos adeptos teve mais uma exibição positiva ao serviço da Nação. Marcou um belo golo e voltou a manifestar toda a disponibilidade física que o caracteriza, quer a atacar como a defender. Uma boa exibição.

Marcos: 14 - Se Tricky teve uma bela exibição, o mesmo poderá ser aplicado a Marcos. O 9 Coxo esteve irrequieto no ataque e foi uma autêntica carraça na defesa. Manteve sempre a posição e impediu diversos contra-golpes perigosos da equipa do Rossas. E sofreu a falta que originou o penálti. Terá de melhorar na finalização. De parabéns!

Daniel: 13 - Daniel voltou a fazer uma exibição ao nível do “velho” Daniel da época passada. Seguro e tranquilo a defender, rápido e incisivo a atacar, o “desaparecido” esteve em bom plano. Coroou a sua exibição com um golo de belo efeito.

Phillipe: 12 - O capitão teve uma boa exibição. Contra adversários valorosos não eve medo de impor-se pelo físico e assim ganhar os lances na defesa. Poderá ter sido o indício de um novo Phillipe para os próximos jogos. Mais seguro e autoritário, a dar segurança à defesa Coxeana. A acompanhar nos próximos jogos.

P.S.- Segunda-feira serão publicados os vídeos do encontro. Entretanto, as secções Estatísticas e Plantel já foram actualizadas. 

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Phillipe Vieira

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Antevisão jogo “Os Coxos” vs. “Rossas FC”

Março 6, 2007

Aqui fica a reportagem realizada pela The CODICE Productions sobre aquele que será outro grande jogo protagonizado pela Instituição Coxeana.