Arquivo de Novembro, 2006

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Os Coxos apresentam CoxAndWin!

Novembro 29, 2006

A majestosa Instituição Coxeana orgulha-se de apresentar a sua mais recente criação. De seu nome “CoxAndWin”, o passatempo, totalmente reservado aos sócios da equipa com as quotas em dia, consiste na aposta do resultado efectivo de um conjunto de dez jogos semanais. Por apenas 0,10€/semana, aqueles poderão, assim, competir pela totalidade do dinheiro apostado. Não havendo um prémio ‘por jogo’ nem a atribuição de segundos e terceiros prémios, será assim dividida a quantia apostada pelo(s) vencedor(es).

Sendo essencial a apostagem nos dez jogos, sob pena de anulação da subscrição, é também necessária a devida identificação do número de jogo e o resultado correspondente. Sairá vencedor quem acertar no maior número de jogos, desde que estes totalizem um número igual ou superior a cinco. Caso tal não se verifique, o dinheiro apostado será integralmente incluído no prémio a atribuir em seguida.

A escolha dos jogos será efectuada no início de cada semana após consulta da página da nossa sucursal UEFA e serão tidos em conta os melhores jogos – tendo em conta a tabela classificativa nacional – dos seguintes países: Alemanha, Bélgica, Croácia, Dinamarca, Escócia, Espanha, França, Grécia, Holanda, Inglaterra, Itália, Portugal, Roménia, Rússia, Sérvia, Suécia, Suíça, Turquia e Ucrânia. Absolutamente indispensável será a colocação dos jogos dos três grandes da Liga BWin portuguesa e dos melhores encontros da Liga dos Campeões.

Nota: o pagamento dos 0,10€ relativos à aposta deverá ser feito junto do Presidente da Instituição Coxeana, Phillipe Vieira, ou, em condições anormais, junto de um dos seguintes membros do plantel coxeano: Alberto Miguel Teixeira, Marcos Sabino Ferreira, Pedro Romano ou Rui Rocha.

E agora de que estão à espera? Cliquem na secção “CoxAndWin” e comecem já a apostar!

Rui Rocha

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Torneio de RI: não há duas sem três…

Novembro 29, 2006

…e Os Coxos não quiseram ir contra o velho dito popular, tendo “perdido mais uma vitória”. O jogo era apenas para cumprir calendário, uma vez que a equipa de uma só perna já estava arredada do apuramento para a fase final da prova. Não obstante esse facto, os coxeanos queriam mostrar aos seus adeptos (muitos estiveram presentes a ver o jogo) que não se deixam ir abaixo e que encaram todos os jogos de igual forma. O cinco inicial foi constituído por: Teixeira, Daniel, Sabino, Carlos “Tricky” Ferreira e Phillipe Vieira.

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O jogo não poderia ter começado da pior maneira para Os Coxos. Logo no primeiro lance da partida a equipa adversária faz golo. Os índices de confiança baixavam um pouco. Não demorou muito tempo para Teixeira ir buscar novamente a bola ao fundo da baliza. As coisas não saíam bem à equipa coxeana… grandes oportunidades desperdiçadas, maus domínios de bola, má sincronização na defesa, etc.

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Quando o marcador já estava nos 6-0 eis que o cérebro do guardião adversário tem uma pequena paragem no tempo e este deixa entrar pelo meio das pernas o cruzamento inócuo, quase sem ângulo,  de Pedro Constantino Romano. Os Coxos ganhavam novo ânimo. Do banco ouviam-se palavras de incentivo de Marcos Sabino “Vamos lá coxos, só está 6-1!”.

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Na segunda parte Os Coxos estiveram bem melhor… no que toca a perder bolas, a defender e atacar mal, etc. Pedro Romano voltaria a marcar, após canto de Tricky, quando o resultado já se encontrava em 7-1. Já se viram melhores coxos a jogar, com mais garra e determinação. Há certa passividade em certos jogadores que tem de ser certamente mudada. O jogo acabaria com o resultado em 8-2. Há que agradecer a claque o forte apoio que deu… não fossem eles o resultado teria sido certamente mais duro e pesado (como o pénis do Rui).

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Os Coxos despedem-se assim do torneio de RI, prometendo mais participações e vitórias em outros torneios vindouros. Fica a palavra de todos os jogadores: “Até ao final do curso prometemos ganhar um torneio”. Bluff ou não? O tempo e as pernas o dirão.

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Alberto Teixeira: 13 - O guardião coxeano esteve bem a fazer a mancha quando a defesa estava desfalcada. Na comunicação com a equipa também esteve bem. Falta-lhe um pouco de reverência, respeito e humildade aquando das ordens tácticas do mister Romano.

Phillipe Vieira: 10 –  O defesa pesado d’Os Coxos é bom e duro a defender, no entanto, ainda não sabe muito bem qual é o seu lugar em campo. Ataca em demasia e, por vezes, deixa a sua equipa em maus lençóis. Não se sabe até que ponto a agitação toda causada pelas eleições presidenciais que se avizinham poderá afectar o seu rendimento.

Marcos Sabino: 12 – A cada dia que passa joga com mais garra e vontade. Revelou alguns pormenores interessantes. Foi-se abaixo mais vezes do que o habitual, fruto do trabalho de ginásio realizado um dia antes do jogo, recomendado pelo fisioterapeuta d’Os Coxos. É o que dá empregar incompetentes.

Rui Rocha: 10 – Inconsequente. Precisa de apreender a atacar a bola com raiva. Precisa de ser mais duro no tackling, no dribbling, no sprinting e no passing. Aparte ter sido inconsequente, jogou bastante bem.

Pedro Romano: 13 – Após a fastidiosa lesão no tórax lombar da parte inferior da perna direita, Constantino já mostrou um pouco do futebol que o caracteriza. Marcou dois golos, um deles fruto de uma grande visão de jogo e de um poder de colocação de bola espantoso. Quando ninguém acredita, ele acreditou e marcou. O melhor em campo (o 13 dele é mais 13 do que o de Teixeira).

Daniel Mesquita: 10 – Mesquita é habilidoso, toda a gente sabe disso. Porém, ultimamente as coisas não lhe têm saído tão bem. Por alguma razão, não consegue facturar, mesmo quando a baliza está escancarada à sua frente. A finta não lhe tem saído como ele certamente queria. Melhores tempos virão… ou a subida de forma ou a dispensa.

Carlos “Tricky” Ferreira: 12 - Responsável directo por um dos golos da equipa adversária. Tirando isso, Tricky é uma peça fundamental no xadrez da equipa. Ele é o cavalo que come o peão, é o castelo da equipa.

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Marcos Sabino

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Torneio de RI: Segundo jogo, segunda vitória moral

Novembro 24, 2006

Os Coxos vão na sua segunda vitória moral consecutiva, em outros tantos jogos a contar para o torneio de RI. Hoje, frente a outra turma de engenharia de computadores – CCM, ou seja MCC-, a equipa de uma só perna voltou a perder, desta vez por 3-1. Com esta derrota, os Coxos estão de fora da próxima fase do torneio de RI.

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Depois de conhecer o fado triste que arrumou Beja deste torneio, a´Os Coxos só a vitória interessava. E já tinha dedicatória! No entanto, o pé coxo falhou, tropeçou e tombou para o pior lado, o da derrota.

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O jogo até não começou mal para Os Coxos. Apesar do ataque continuado do CCM, a defesa coxeana soube resguardar os portões do castelo do rei Teixeira; no ataque, ou melhor, no contra-ataque, as lanças nunca tinham acerto final, esquartejando sempre o corpo guarda-redes do CCM. A primeira parte findava com um nulo no marcador, justo, diga-se de passagem.

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A segunda parte ainda estava no começo, e a equipa dos ‘PC´s, sistemas operativos e memória de cache nível 1’ inauguravam o marcador. Tricky, mais conhecido no balneário por Tony Ramos, aventurou-se a fazer os 100 metros barreiras, e fod++-se! 1-0, que nada comprometia as aspirações coxenas de ganhar o jogo.

Se a jogar estavam alguns pernetas, a arbitrar estavam dois ceguetas

Em desvantagem, a turma perneta procurou forças para dar a volta ao resultado. E não foi difícil encontrá-las. Todos estavam concentrados no jogo, na vitória. No entanto, o grémio do CCM volta a festejar o golo, o segundo da partida. Os árbitros coçaram o olho no momento da recuperação da bola por parte do adversário e não marcaram falta sobre o “Golum” coxo. Foi duro!

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A desesperar, Os Coxos lançaram-se novamente no ataque, sempre pecando na finalização. Várias triangulações bonitas, futebol vistoso, ao primeiro toque, como mandam as leis do futebol. Mas, quem não marca arrisca-se a sofrer, é verdade! 3-0 para a equipa do CCM, e as esperanças em conseguir um bom resultado, já só nos fazia pensar em marcar o tento de honra.

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Com os três golos no bolso, a turma do CCM não se preocupou mais em jogar em bola. Qual padeira de Aljubarrota, qual senhor Joaquim da Padaria Pão Quente Pevidém! Os engenheiros começaram a distribuir cacetes acabados de sair do forno ao inimigo, e o inimigo, sem meias medidas, ia retribuindo ‘os favores’ que os padeiros prestavam.

O tento da nossa honra

A três minutos do final da partida, Tricky marca canto chegado à baliza, com corte de mão pelo jogador CCMiano. Fizeram-se valer os protestos dos pernetas para o árbitro marcar penalty. E assim foi. Tricky chamado a converter, não tremeu! Golo d´Os Coxos.

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Notas finais:

Alberto Teixeira: 13 – Primeira parte tranquila para o nosso guardião. Sem culpa nos golos, Teixeira esteve sempre interventivo quer a ordenar as tropas, quer a chamar a atenção dos árbitros. Foi um dos melhores em campo!

Phillipe Vieira: 13 – O americano esteve à altura dos acontecimentos. Um ponto a favor foi a não subida do capitão para o ataque; dois pontos a favor, foi o golo que marcou. Não contou, mas fica a pontaria afinada que faltou durante o resto do jogo. Foi um dos melhores em campo!

Marcos Sabino: 14 – Começou o jogo no banco, mas quando saltou para dentro das quatro linhas foi um dos mais combativos na linha da frente. Recuperado psicologicamente, Sabino não facturou mas podia ter fracturado as pernas ao adversário. Foi um dos melhores em campo.

Carlos «Tricky» Ferreira: 14 – O peludinho é sempre o mesmo. Joga sempre certinho, mas quando falha, resulta sempre em golo para o adversário. Ainda assim, foi um dos melhores em campo.

Rui Rocha: 12 – Fez jus ao nome que tenha – Rocha. Consistente a defender, Rui ainda tentou a sua sorte ao marcar os vários livres de que dispôs. Sem êxito, mas um dos melhores em campo.

Pedro Romano: 13 – Um dos melhores em campo. Romano deixou tudo em campo: a entrega, o empenho e o esforço…se durante os trabalhos para as aulas  não faz nenhum, nos jogos ele é outro Romano.

Daniel «Desaparecido»: 13 – Está a subir de forma, sem dúvida; mas, ainda não foi desta que fez o gosto ao pé. Para não fugir à regra: foi um dos melhores em campo.

Hélder Beja: 20 – O escalabitano não joga no torneio. Ainda assim, foi preponderante no jogo, já que todos os Coxos lhe queriam oferecer os três pontos. Não pudemos dedicar a vitória, mas fica na memória o jogo em que fomos todos os melhores em campo.

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Alberto Teixeira (texto e comentários individuais) Phillipe Vieira (notas finais)

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A queda do guerreiro

Novembro 22, 2006

Quando rubricou contrato com a Instituição Coxeana Hélder Beja sabia ao que vinha. A aguardá-lo estavam companheiros esforçados mas incompetentes, um clube nobre mas de palmarés duvidoso, uma claque pouco activa, um mister ignorante, um guardião limitado e um capitão que não nasceu para o futebol. Nem assim o bravo Beja vacilou – e, na hora de selar a transferência, cerrou os dentes, benzeu-se (e fechou os olhos…) e assinou.

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Comprometido de alma e coração com Os Coxos Futebol Clube, de imediato Beja provou o seu valor. Jogou como um leão, remou contra a maré, batalhou pelo sacrossanto nome Coxeano, deixou a pele em campo, aguentou as derrotas e regozijou-se com as vitórias, acarinhou os companheiros e por eles foi aceite; entrou em campo lesionado, com as costas debilitadas e com os músculos em água, aguentou todas as agruras que um jogador pode aguentar – entre as quais a visão confrangedora do Rui Rocha a jogar e os remates de meia-distância aos pés de Teixeira (mas que esta cuidadosamente se encarregava de deixar entrar) – e deu tudo o que tinha a dar.

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Agora, acabou. As costas cederam ao esforço e a hora da pausa é chegada. A equipa fica amputada do seu membro mais experiente e a lesão poderá, inclusive, precipitar o fim de carreira de Hélder Beja – recorde-se que o jogador tinha previsto retirar-se do futebol em Fevereiro, com a entrada para o Expresso FC, clube de reformados.

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Neste momento doloroso – e de eventual despedida – Os Coxos e a sua massa associativa agradecem o empenho (e o desempenho) de Hélder Beja ao serviço da equipa. Os golos, jogadas e momentos de futebol sublime com que nos brindou a todos são dignos de figurar nos compêndios de ‘Como jogar bom futebol’ e por certo entrarão nos Anais Coxeanos. A ele endereçamos os mais vigorosos agradecimentos e as mais sentidas condolências. Aliás, Os Coxos estão fortemente motivados para o próximo jogo, na esperança de poderem dedicar a vitória ao timoneiro Beja. Hélder, estamos contigo!

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Alberto Teixeira, Carlos «Tricky» Ferreira, Daniel Mesquita, Marcos Sabino, Pedro Romano, Phillipe Vieira e Rui Rocha

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Torneio de RI: A LEI do mais forte…

Novembro 21, 2006

Primeiro jogo no Torneio de RI – a estreia, portanto. Equipa reunida, regresso de um lesionado, moral em alta e, last but not least, uma dose extra de confiança (injectada pelos 8 golos do último jogo do Torneio Interno de CS). Tudo se conjugava – até a aparente falta da qualidade do adversário – para permitir um jogo à Coxo; e mesmo a sorte, que nos últimos meses tem sido madrasta, deu um ar da sua graça quando, com o resultado a zero, enviou uma bola do adversário ao poste e outra à mão do guarda-redes, numa grande penalidade. Ainda assim, e porque a sorte não durou todo o jogo e a inspiração nem ao início marcou presença, Os Coxos foram, mais uma vez, derrotados. Um 5-1 conclusivo, aos pés da equipa de LEI.

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No cinco inicial que entrou em campo notaram-se as ausências de Hélder Beja, lesionado (e que falta ele fez!) e Pedro Romano, ainda a recuperar ritmo competitivo. A defesa da honra Coxeana ficava assim ao cargo de Phillipe (central), Marcos Sabino, Carlos «Tricky» Ferreira (defesa) e Daniel «Desaparecido» (ataque); no banco sentava-se o eterno suplente Rui Rocha.

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Foi um início atípico – Os Coxos surgiram descomplexados e, curiosamente, tiveram a sorte do jogo: como já foi dito, aos cinco minutos já o adversário tinha desperdiçado uma grande penalidade e um remate rebentara no poste. Mas a sorte não dura sempre – e Os Coxos, que não souberam aproveitá-la quando ela deu a cara, lamentaram o seu sumiço quando sofreram um golo depois da bola ter saído do terreno de jogo.

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Estava feito o mais difícil. A partir daí, passou um filme conhecido. «Tricky» e Phillipe repartiram culpas num lance de perda de bola a meio campo – foi o 2-0 – e, no ataque, o mesmo «Tricky», Romano e Daniel repartiram com o guarda-redes adversário os zero golos com que a equipa Coxeana chegou ao descanso. A falta de eficácia – que coincide curiosamente com uma aparentemente inexplicável inspiração do keeper alheio – ameaça, aliás, tornar-se um verdadeiro Cabo das Tormentas para os valorosos coxos. Ora são postes, ora o guarda-redes, ora a azelhice; mas a verdade é que as bolas não entram. Caso esta pecha não seja colmatada, dificilmente Os Coxos poderão aspirar a algo mais do que esforçadas mas deprimentes prestações.

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O intervalo trouxe uma equipa desejosa de dar a volta. O cinco inicial voltou a entrar em campo e, do banco, recebeu incentivos. Os dois golos eram uma diferença (relativamente) curta e recuperável – «Um golo e a gente vira o jogo», ouviu-se da bancada; era a claque, que não deixou de marcar presença.

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Claro que é mais fácil falar que fazer; e a verdade é que a vontade era muita mas as pernas não ajudavam. Apercebendo-se do cansaço do adversário, não foi difícil à equipa de LEI trocar a bola na defesa, gerindo o jogo e desgastando o adversário. A páginas tantas, havia dez jogadores para cinco valorosos Coxeanos – isto porque Rui saiu lesionado e Sabino, incompreensivelmente, deixou o jogo a meio. Por esta altura, também Pedro Romano (vindo de lesão) deu o estouro.

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Foi, aliás, pelo lado do (estourado) sub-capitão Coxeano que o adversário chegou ao 3-0. Num lance de puro contra-ataque, o atacante de LEI encarou Romano, iludiu-o com uma finta pelo meio das pernas e, aproveitando-se da lentidão do defesa, ganhou espaço e… facturou.

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Com o 3-0, os dez minutos seguintes foram para cumprir calendário. A bola circulou de pé para pé (na posse de LEI, claro) e os jogadores de uma só perna mais não fizeram que correr como fantoches atrás do esférico. Dificilmente se poderia imaginar um cenário mais desgraçado: cinco jogadores extenuados a correr para não sofrer mais golos; uma tarefa que nem assim foi alcançada: com efeito, os contra-ataques valeram ainda dois golos à equipa de LEI – e apenas um golo de «Tricky», já perto do final (numa altura em que Romano sucumbiu ao cansaço e teve de trocar de posto com… Teixeira, o guarda-redes), permitiu amenizar a derrota.

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Alberto Teixeira: 13 – Inspirou confiança aos colegas quando defendeu um penalty à guarda-redes de andebol: braços e pernas abertos e bola a estourar no pulso. Sem hipótese de defesa nos cinco golos, teve ainda boas intervenções que impediram adiaram o 3-0 e impediram o avolumar do resultado.

Phillipe Vieira: 10 – Um dos jogos mais seguros do capitão. Não subiu mas atrás conseguiu manietar os avançados que lhe apareceram pela frente. Um punhado de bons cortes e um apurado sentido táctico valem-lhe o dez, num jogo em que uma subida extemporânea precipitou ainda o segundo golo do adversário. Fez ainda a falta que permitiu a Teixeira brilhar no penalty.

Marcos Sabino: 8 – Sem o fulgor de outros jogos, Sabino revelou-se um defesa certinho mas pouco acutilante. Um bom remate de pé esquerdo não chega para fazer esquecer dois momentos menos bons. No primeiro, uma tentativa de agressão foi punida com um cartão amarelo; no segundo, e num momento em que a equipa necessitava desesperadamente dele, desapareceu subitamente pelos balneários adentro – tinha ido tomar banho. Não se faz…

Carlos «Tricky» Ferreira: 12 – Regular, como é seu timbre. Longe de rubricar uma grande exibição (culpas evidentes no segundo golo, um lance parecido com aquele que valeu aos Spartak o seu segundo golo na Liga Interna de CS) «Tricky» foi, apesar de tudo, o único que conseguiu chegar ao final dos quarenta minutos ainda capaz de correr. Ao longo de todo o jogo, e principalmente quando Marcos desapareceu, Rui saiu lesionado e Romano «morreu», «Tricky» esteve sempre disponível para levar jogo para a frente (mesmo que muitas vezes de forma pouco esclarecida). O golo aligeirou o resultado e marcou-lhe a conta pessoal neste primeiro jogo.

Rui Rocha: 8 – Saiu por lesão. Até essa altura não foi capaz de imprimir pressão no ataque. Tentou tabelar (com pouco sucesso) mas a posição de pivot não parece indicada para as suas características.

Pedro Romano: 10 – Nitidamente fora de forma depois de paragem prolongada, Romano ainda disfarçou na primeira parte com alguns pormenores e movimentações interessantes. Obrigou o guarda-redes a três boas defesas e assistiu ainda «Tricky», mas, na segunda parte, fez figura de corpo presente, completamente esgotado (teve culpas no terceiro golo, em que foi batido no 1×1). Não obstante, foi protagonista de um momento de rara beleza quando, após sofrer uma entrada na condução de um contra-ataque, deu 27363 cambalhotas no chão, gritou 12 vezes, urrou em 826 alturas diferentes e ainda conseguiu ganhar falta. José Miguel Braga, que lhe elogiou os dotes representativos (e lhe atribuiu um 17) estará seguramente orgulhoso.

Daniel «Desaparecido»: 10 - Jogo interessante. Algumas boas fintas, passes acertados e uma acutilância que não revelou nos jogos anteriores. Continua a falhar no aspecto físico; não na resistência propriamente dita mas na capacidade de reacção em situação defensiva e nos lances em que é preciso força (mais que precisão) no remate ou nas bolas divididas, quando apenas os mais fortes se impõem. Também fez os últimos dez minutos muito diminuído fisicamente.

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Pedro Romano

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Os Coxos entram no Torneio de RI!

Novembro 21, 2006

A Universidade do Minho está eufórica. Os Coxos, também conhecidos pelo sacro nome de venerável, respeitável e honrada Instituição Coxeana, aceitaram o convite do curso de Relações Internacionais para entrar no Torneio RI 2006. Após uma participação sofrível na Liga Interna de CS, Os Coxos lançam-se assim em mais uma aventura, desta feita fora de portas. No Torneio de RI – o próximo jogo é já hoje, segunda-feira, pelas 10h00 – o mister Pedro Romano vai despir o fato de treino e calçar as chuteiras para dar o seu modesto contributo; veremos em que forma se irá apresentar depois de mais de um mês de paragem. Lamentavelmente, Hélder Beja não vai poder ajudar os seus novos companheiros pelo menos no primeiro jogo – a lesão nas costas que desde há muito o atormenta impôs uma paragem que desejamos curta mas proveitosa. Agora, vamos a eles! Coxos!

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Pedro Romano

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Balanço da participação na Liga Interna de CS

Novembro 21, 2006

Acabou a Liga Interna de CS. Os nossos heróis Coxeanos descansam, enfim; e agora, em plena recuperação de forças, com os músculos ainda tensos (ou ossos, no caso de Marcos Sabino, o Emile Heskey Coxeano) e as lembranças dos golos sofridos e das vitórias conquistadas ainda bem vivas, o valorosos jogadores Coxeanos só querem mesmo é descansar. O que deixa algum tempinho livre para fazer um balanço. Vamos a isso, então.

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Primeiro a análise quantiativa. Cinco jogos, três derrotas e duas vitórias. O que dá 40% de vitórias e 60% de derrotas. Precisando a análise, vemos um défice de 11 golos: 15 marcados e 24 sofridos. O que dá uma média de 3 golos marcados e 4,8 golos sofridos por jogo. Pecúlio fraco ao qual não será alheia a falta de sorte que ao longo de todo o torneio acompanhou de perto a poderosíssima Nação Coxeana.

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Individualmente, aqui ficam também alguns pontos. Alberto Teixeira teve uma média de 11,2 – saiu prejudicado pela fraca exibição no primeiro jogo. O capitão Phillipe Vieira ficou-se por um redondo 10, tendo marcado um golo ao longo do torneio. Por seu turno, Marcos Sabino obter a segunda melhor média – 13,6 – e foi o melhor marcador, com 5 golos. Uma prestação um pouco melhor que a de «Tricky», que ficou-se pelos 11,6 (mais um golo), e superior ainda à de Rui Rocha, que chegou à média de 10,6 (mas que conseguiu facturar três golos). No sector ofensivo, Hélder Beja teve uma média de 14, um número bonito ao qual somou um golo; de referir que Beja não jogou no último jogo. Por último, Daniel ficou com uma média de 10,8 e facturou por duas vezes.

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Feitas as contas, vamos às palavras. Findo o torneio, retiram-se as seguintes conclusões. Em primeiro lugar, Sabino deve jogar na defesa. Depois de grandes exibições conseguidas no sector recuado, tornou-se óbvio que é a correr de trás para a frente que a velocidade de Marcos mais calafrios pode causar. A sua participação marcou o torneio e, esperamos, marcará ainda mais os próximos jogos Coxeanos.

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Mas se Sabino se destacou, atrás dele não terá ficado Hélder Beja. O lendário jogador, ex-Marzápio na folha de registo mas Coxo de coração, trouxe a’Os Coxos aquilo que lhes faltava: força e técnica na frente, voz de comando nos momentos difíceis e… mais uma opção. Com ele o ataque ganhou nova acutilância. Podia ter brilhado mais se Daniel – que teve uma participação discreta – tivesse percebido melhor a sua forma de jogar.

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Continuando pelo sector defensivo – que foi, a par da falta de eficácia, o maior problema nos dois primeiros jogos – encontramos, além dum renascido Sabino, Phillipe Vieira, «Tricky», Rui Rocha (que a espaços jogou no ataque) e Teixeira. A traseira da equipa esteve muitas vezes insegura e capitulou em alturas decisivas. No primeiro jogo foi Teixeira – embora se tenha redimido nos jogos seguintes – e, mais tarde, foram vários falhanços individuais (Sabino, «Tricky», Phillipe) a fazerem as honras da casa. Uma situação a rever.

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Pontos a melhorar: a eficácia na frente; a concentração defensiva nos momentos mais importantes; a capacidade física. Coisas positivas: Hélder Beja; a nova posição de Sabino; o tiro de Rui, que quando bem aplicado resolve; a união Coxeana; a claque; a beleza dos jogadores; outros. No próximo Torneio as coisas serão seguramente diferentes. Esperamos. 

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Pedro Romano

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Liga Interna de CS: Coxos despedem-se em grande

Novembro 21, 2006

Os Coxos venceram o seu último jogo no torneio de Comunicação Social 06. As vítimas foram os CS Newells, que sucumbiram ao poder Coxeano, cambaleando até ao 8-2 final.

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Em causa estava o 4º lugar na prestigiada liga de CS. À partida para a última jornada da competição, tanto os Coxos como os Newells tinham amealhado 3 pontos e ambicionavam evitar o penúltimo lugar, pois a último há já muito que estava atribuído aos Atoladinhos.

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Todavia, e não obstante a importância desta partida, e num claro sinal de confiança para o plantel, a equipa Coxeana apresentou-se diferente para esta partida. Hélde Beja não foi convocado em virtude da sua participação num Congresso de Bilhar; Pedro Romano continuou impedido de dar o seu contributo à equipa graças a uma gravíssima lesão nas virilhas.

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Assim sendo, a equipa mais sexy da UM entrou em campo com Teixeira na baliza, o capitão Phillipe Vieira e ainda Tricky a segurar atrás, e a dupla Daniel/Rui na frente de ataque.

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Do outro lado estava uma equipa forte mas sem os argumentos técnicos necessários para atemorizar a nação Coxeana. Contudo, foram mesmo os Newells a inaugurar o marcador. Zé “Psssst Cala-te” Carlos entrou em drible pelo flanco direito e encontrou João na área que, liberto de marcação, fez 0-1 para os Newells.

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Porém, os Coxos não desanimaram e voltaram à carga. A equipa estava confiante e, desde o banco de suplentes, o craque Sabino incentivava os seus colegas, principalmente o “10”, Rui Rocha. Foi, quiçá, motivado por estas palavras de motivação que o vendedor 4 estrelas da PT se emancipou e, após passe de Daniel, penetrou na área, iludiu Zé Carlos e fuzilou o guardião Sanny. Rui restabelecia, assim, a igualdade no marcador.

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Este momento foi o início dos melhores 5 minutos da vida desportiva de Rui, que marcou mais 2 golos nesse período – o último dos quais fruto de um magnífico pontapé de fora da área, com a bola a entrar no canto superior da baliza dos Newells.

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A partir do 3-1, tornou-se evidente que os Newells não mais ofereceriam resistência aos Coxos. Com Phillipe a segurar atrás, Sabino a fazer a transição defesa/ataque e a dupla Rocha/Daniel a trocar as voltas à defesa contrária, os Coxos facilmente chegaram ao 5-1 – com 2 golos de Marcos – resultado com que se chegou ao intervalo.

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Para o segundo tempo a vontade de vencer manteve-se e a nação coxeana – com Rui no banco – entrou determinada a dar ainda mais provas da sua superioridade.

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Após um lance infeliz em que Sanny lesionou Tricky com um golpe de relógio, os Newells colocaram a bola fora para o valente Coxeano ser assistido. No reatar da partida, Marcos deu a bola ao seu capitão que pretendia devolvê-la, no gesto de maior fair-play, aos seus adversários. No entanto, o guardião dos Newells, o rapaz de Alpendroada, Zé Carlos, foi vítima de uma paragem cerebral e deixou a bola entrar. Estava feito o 6-1.

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Daniel e Sabino marcaram ainda mais dois golos para os Coxos, enquanto que os Newells ripostaram com um tento em que se aproveitaram da miopia de Teixeira.

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Até final, destaque ainda para a troca de guardiões na equipa Coxeana, com Teixeira a deslocar-se para a frente de ataque e…. Rui a mostrar os seus dotes na baliza. Enquanto que Teixeira incomodou os defesas contrários, Rui fez uma valente defesa ao cair do pano.

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Jogo terminado, Coxos no 4º lugar do Torneio e a despedirem-se da prova com uma vitória significativa. De realçar ainda que a nação Coxeana reentra em campo já na próxima terça-feira no Torneio de RI.

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Notas finais:

Teixeira: 13 – O guadião coxeano teve um dia diferente. Não fez defesas vistosas, sofreu apenas dois golos e jogou na frente de ataque! Teixeira teve uma performance em crescendo durante a competição e as gentes Coxeanas podem depositar total confiança no seu nº1.

Phillipe: 14 – O velho capitão teve, provavelmente, a sua melhor exibição no toreio. Cumpriu grande parte dos jogo, algo que demonstra os efeitos do seu treino com o preparador físico, João “RKO” Santos. Não comprometeu a defender, marcou um golo e deu estabilidade. Uma exibição pela qual há muito esperava.

Tricky: 13 – O raçudo jogador Coxeano – não confundir com outros “raçudos” – teve deu mostras da sua, já tradicional, entrega sem limites ao jogo. Contudo, os dribles não saíram tão bem assim como os remates. Teve ainda o azar de levar com o relógio do Sanny nos dentes, o que dificulta sempre a realização de uma boa exibição.

Rui: 14 – O “10” da nação Coxeana teve cinco minutos brilhantes: marcou 3 golos!! Foi, talvez, o maior feito da sua vida desportiva. Porém, desapareceu após o terceiro e deu sempre mostras de alguma apatia na pressão ofensiva. Aspecto a rever.

Daniel: 13 – O homem de Famalicão não está nos seus dias. As coisas não lhe saem bem e a equipa sente falta da sua magia. Terá de “aparecer” mais em jogo e reforçar os seus índices físicos, técnicos e tácticos. Os Coxos contam com ele!

Sabino: 15 – Marcos Sabino foi o nosso artilheiro no torneio e despediu-se em grande do mesmo. 3 golos num jogo é sempre algo a celebrar. No de hoje, começou no banco, incentivou os colegas e, após a sua entrada, esteve sempre em movimentação dentro do campo provando ser uma estrela em ascensão no panorama nacional.

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Phillipe Vieira & Marcos Sabino (directamente de Baião para o mundo)

 

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Para Coxo ler

Novembro 14, 2006

Por estes dias, todos os associados e simpatizantes d’Os Coxos Futebol Clube conhecem os resultados da nossa participação no Torneio de CS.
Até ao momento o saldo é, manifestamente, negativo. Em 4 jogos, ganhámos apenas um. É evidente que tal situação não é do nosso agrado e tudo faremos para deixar o torneio de cabeça levantada. Resta um jogo e podemos ainda ascender ao 4º lugar. Temos confiança que tal se venha a registar!
Porém, nem tudo é mau. Fizemos exibições em crescendo e demonstramos bastantes qualidades! O último jogo, contra a equipa mais forte, foi positivo em termos de atitude e garra mas a pecha da finalização manteve-se. Não tenho qualquer dúvida em dizer que, caso tivéssemos conseguido concretizar mais oportunidades de golo, estaríamos hoje em condições de lutar pelos lugares do pódio. Não tenho mesmo dúvidas a esse respeito!
Tal como também não tenho dúvidas acerca da proveitosa contratação de Hélder Beja. O veterano jogador deu mostras de ser uma efectiva mais-valia, dentro e fora do campo. A Direcção congratula-se por tal feito, ainda para mais tendo as negociações com o jogador e seu empresário sido tão longas e difíceis. Porém, está aos olhos de todos que esta é um efectivo reforço.

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Antes de terminar, caros amigos Coxeanos, gostaria de tecer algumas considerações em relação ao pretenso momento eleitoral pelo qual o nosso clube atravessa. É óbvio para mim que há, dentro da nossa Instituição, uma busca pelo protagonismo e projecção que o meu cargo fornece. Creio ser também perfeitamente evidente que, para se ser o Presidente desta agremiação é preciso muito mais do que ter alguns dons de retórica. É preciso ter-se amor ao clube; é preciso viver e respirar Coxos por todos os poros; é preciso chorar pelos Coxos; é preciso viver todos os momentos Coxeanos com a emoção e a dedicação que eles merecem.
E eu, vosso presidente fundador, sei que posso transmitir tudo isso aos Coxos. Senão, vejam o trabalho que foi desenvolvido neste último ano! Participações em torneios, protocolos de cooperação, emissão dos cartões de sócios, blog e a grande contratação do Beja! Claro que, não fui eu quem fez tudo isto: foi a minha equipa que, envolvida no verdadeiro espírito Coxeano, trabalhou em conjunto para levar a nau Coxeana a bom porto. E penso não ser falsa modéstia se admitir que tudo o que temos feito até hoje tem conduzido ao engrandecimento do nosso clube.

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Porém, das eleições e da campanha falarei mais tarde. Para já, despeço-me e desejo a todos vós uma óptima semana! E, já sabem… sexta-feira o vosso clube precisa de vocês!

Termino com esta reflexão adaptada à realidade Coxeana: “Não perguntes o que os Coxos podem fazer por ti, mas o que tu podes fazer pelos Coxos!”

O Gabinete Presidencial

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Liga Interna de CS: uma espinha na garganta

Novembro 12, 2006

Havia tudo: motivação a rodos – fruto de uma rivalidade quase milenar e de palavras ácidas trocadas ao longo de meses -, qualidade apreciável, um entrosamento crescente, uma confiança galopante (à qual não será alheia a retumbante vitória no último jogo), um momento decisivo. Tudo menos aquilo que, neste torneio, tem recorrentemente vindo a faltar: precisão no remate, atenção nos momentos-chave – e, sobretudo, sorte. Ponderados os os adversários e pesadas as circunstâncias, o resultado não surpreende: um (exagerado) 8-1, resultado madrasto para Os Coxos e honroso para os Torpedo.

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O jogo começou bem para Os Coxos. Ainda antes da bola rolar no pavilhão, o grupo reuniu no centro do terreno, reviu considerações tácticas e, aspecto importante, não deu o grito (uma superstição lateral, talvez, mas a verdade é que, quando o terceiro lugar está ainda ao alcance, toda a ajuda é bem-vinda). Superstição ou não, a verdade é que, frente a uma equipa de qualidade superior, a turma de uma só perna surgiu em campo descomplexada e confiante, disfarçando as limitações e explorando as potencialidades. Mas vamos a factos.

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Logo no primeiro minuto Os Coxos fizeram tremer os Torpedos: jogada de contra-ataque do defesa Marcos Sabino culminada com remate defendido pelo guarda-redes Luís Miguel. Minuto seguinte, jogada idêntica e… Luís Miguel a salvar. A sorte, a azelhice, o guarda-redes adversário – sempre algo ou alguém a preservar o marcador em branco. E como então os valorosos coxos já mereciam o golo! Quem esperava uma equipa amedrontada, tímida e tremelicante, encontrou um grupo coeso na defesa, parcimonioso na posse de bola, rápido no contra-ataque e acutilante nos despiques individuais; o que, em linguagem popular, quer dizer: autocarro à frente da baliza e correria para a frente. Simples; mas parecia resultar. 

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Mas a sorte, já referimos, foi madrasta. E em poucos minutos o castelo de cartas Coxeano – que com o cuspo do empenho e da união foi consolidado – ruiu. Erros individuais, todos, sem excepção. No primeiro, um passe transviado de Marcos Sabino deu o golo a Pelayo; no segundo, uma má reposição de bola do guarda-redes permitiu a Del Neri isolar-se na lista dos melhores marcadores; e, no terceiro, foi um salto a destempo de Phillipe Vieira que deixou um avançado contrário a dois metros do golo. Até ao intervalo as oportunidades de golo Coxeanas sucederam-se – mas não há coragem, garbo ou valentia que resistam a uma eficácia quase total (do adversário). O desânimo instalou-se.

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Veio o intervalo e a terapia de grupo. O mister levou o grupo ao divã, os erros foram analisados e a catarse colectiva reanimou os craques Coxeanos. Ao entrar em campo, a má sorte da primeira metade estava esquecida e a turma de uma só perna preparada para lutar – se não pela vitória, pelo menos para a suavização da derrota.

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Mas o dia não era d’Os Coxos. A valorosa equipa levava com frequência o perigo à equipa adversária e, num lance em que levou a bola a embater no poste, o adversário apanhou a defesa em contrapé e… golo. 4-0, desanimador, desolador, entristecedor, aterrador, etc., etc., etc.

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Foi por esta altura que as coisas se decidiram. «Tricky», num lance de fúria, marcou golo. A equipa motivou-se. Galvanizou-se. Atacou. Beja, portentoso – que grande jogo, de raiva e de fúria, fez ele! -, passou por Alex e, cara-a-cara com Luís Miguel, estourou para grande defesa do guarda-redes dos Torpedos. «A bola não quer entrar!», confessaria, mais tarde, a contratação Coxeana, já prevendo o que viria a seguir: jogada de insistência e… golo dos Torpedos. A bola, por certo, estava comprada.

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O resto do jogo não tem história – ou, se tem, é monótona; com a equipa partida e os jogadores cansados, as substituições (algumas pouco pensadas) a sucederem-se, a resignação a instalar-se e o cansaço a fazer-se notar, os Torpedos chegaram sem dificuldade ao 8-1, com 3 golos marcados em pouco menos de 8 minutos. Um castigo demasiado duro para uma equipa que fez certamente a a sua melhor exibição da Liga Interna de CS. A última frase desta crónica devemo-la a Hélder Beja, que resumiu a prestação da equipa na Liga em geral, e neste jogo em particular: «A bola não entrar; a gente chuta, remata, estoira; e ela não entra! É incrível!».

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Alberto Teixeira: 12 – Depois de uma fase conturbada, Teixeira controlou os nervos e, num jogo complicado, esteve insuperável nos remates de longe, capítulo em que costuma revelar alguma fragilidade. A apontar, apenas as más reposições de bola, que deram dois golos ao adversário.

Carlos «Tricky» Ferreira: 12 – Um golo para a contabilidade. Rigor táctico na cobertura das costas dos avançados e uma apreciável capacidade de movimentação no ataque. Tem jogado lesionado – e isso nota-se – mas o seu labor é inestimável.

Marcos Sabino: 13 – Como defesa, Marcos é difícil de bater. Aliás, durante os minutos que esteve em campo conseguiu a proeza de «secar» Del Neri; esteve atento no corte e raçudo nas descidas. Desta vez, não conseguiu facturar mas, ainda assim, criou em variados lances momentos de grande perigo. A nota só não é mais alta porque ficou mal na fotografia do primeiro golo.

Phillipe Vieira: 9 – Pouco tempo de jogo; jogou mais nos últimos dez minutos, em fase de pleno desnorte. Borrou a pintura no terceiro golo, quando saltou fora de tempo. De resto, cumpriu atrás mas não causou mossa na frente. De qualquer forma, maior rigor táctico do que nos anteriores jogos.

Hélder Beja: 16 – Jogo grandioso. De início, foi um lutador que dinamizou a equipa e que a impulsionou para a frente; quando esta ameaçava desmoralizar com o primeiro golo, foi um capitão que soube segurar a bola e compassar o jogo, puxando pelos colegas; quando esta entrou na mó de cima com o golo de «Tricky», foi um guerreiro que levou a bola para cima do adversário e galvanizou os companheiros. Não merecia tamanha falta de sorte.

Daniel: 11 - Não está em forma, nota-se, mas soube tapar os espaços na defesa e lançar alguns contra-ataques, com fintas bem executadas. O que, contudo, não serve para apagar um elevado número de bolas perdidas e de remates pouco eficazes. O poder de explosão parece ter desaparecido.

Rui Rocha: 9 – Pouco aguerrido, não consegue pressionar na frente, o que, contra equipas deste calibre, se pode revelar fatal. Não comprometeu com maus passes (o que denota alguma evolução) mas também não fez a diferença. Falta-lhe ritmo e confiança para jogar a este nível – algo que o tempo, a experiência e um treino físico cuidadosamente aplicado poderão melhorar.

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Pedro Romano