Ao terceiro jogo, a poderosa equipa Coxeana saiu de campo vergada pelos números: 7-5 foi o resultado final de um jogo em que os encarnados até começaram a ganhar; mas que, apesar da inesperada contratação de última hora, não foram capazes de dominar. Os Coxos venderam cara a derrota; mas evidenciaram algumas debilidades que apenas a inferior qualidade dos anteriores adversários foi capaz de disfarçar.
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O jogo começou bem para Os Coxos. Uma entrada auspiciosa, mesmo antes do apito inicial: com efeito, ainda as equipas se estavam a reunir e já o aparecimento de Hélder Beja causava furor entre os adeptos que se encontravam no exterior do recinto (a entrada foi vedada, por directiva da FIFA) e a raiva (e angústia) no seio da equipa adversária. Com esta estreia, Hélder Beja põe um ponto final na polémica em que se embrenhou nos últimos dias e dá o derradeiro «sim»: Os Coxos têm, finalmente, reforço assegurado.
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Quem pensava que o jogo seria tão fácil como os anteriores rapidamente mudou de ideias. Os VANMPLMD, extremamente rotinados e numa muito apreciável condição física (especialmente Pelayo e Del Neri, que fizeram duas grandes exibições), impuseram-se desde o início. Quem estava habituado a ver o carrossel Coxeano certamente que reparou na dificuldade dos jogadores em conseguir sair com a bola jogável – cirunstância para a qual contribuiu a enorme disponibilidade dos VANMPLMD; estes, sempre rápidos sobre a bola e com um jogo posicional invejável, manietaram os avançados contrários com alguma facilidade, e só em contra-ataque sofreram maiores calafrios.
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O início, contudo, foi promissor. Hélder Beja, puxando dos galões, iniciou o jogo com uma recuperação de bola que levaria Pedro Romano a desperdiçar uma das maiores ocasiões de golo de todo o encontro: passe rasteiro e Romano, voluntarioso mas trapalhão, atrapalhou-se com o esférico e deixou-o sair pela linha. Mas o elegante defesa viria, minutos depois, a limpar a honra: passe de Zé Pedro e golo pelo meio das pernas do guarda-redes.
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Foram momentos de ouro que a equipa desperdiçou. Após um falhanço que poderia ter colocado a vantagem da equipa Coxeana em 2-0, os VANMPLMD arrancaram para vinte minutos fulminantes: 5-1, incluindo um grande frango do guarda-redes Alberto Teixeira. Nesta altura se revelaram as fragilidades Coxeanas: falta de capacidade de resposta, troca de bola insuficiente quando sob pressão, um avançado desinspirado (Zé Pedro viria a justificar a sua exibição com o péssimo estado das suas sapatilhas, que lhe obliteravam as arrancadas) e uma finalização deficiente.
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É provável que o regresso de Marcos Sabino e Daniel permitam ultrapassar algumas destas pechas. Mas, mesmo sem estes dois jogadores (que falta fizeram), os Coxos foram inexcedíveis no empenho: em poucos minutos, Tricky – duas vezes (assistência de Zé Pedro e jogada individual) – e Zé Pedro (roubo de bola na defesa contrária) colocaram o resultado em 5-4, incrementando a incerteza do resultado final.
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Foi nesta altura que o jogo se definiu. A um golo do empate, os Coxos cairam um cima do adversário e apenas por manifesta má sorte não conseguiram o empate que premiaria o querer de uma equipa que, apesar de ter sido controlada durante quase toda a partida, conseguiu fazer um jogo assente nas suas capacidades mas consciente das suas limitações: marcando golos em contra-ataque e defendo com querer e com raça.
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O destino assim não o quis e acabaram por ser os VANMPLMD a marcar. Um 6-4 ditado por um erro clamoroso de Alberto Teixeira – que, refira-se, foi, ainda assim, um dos esteios da defesa em momentos mais apertados.
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O jogo não acabaria sem mais um golo para cada lado. Após Del Neri fechar a contagem para o lado VANMPLMDiano, Romano reduziria para 7-5, com remate fora da área. Um resultado final que, apesar de justo, deixa algum fel na boca daqueles que por mais que uma vez tiveram o empate perto dos pés. O que, repita-se, não tira mérito aos VANMPLDM, que desde cedo mostraram ser mais capazes, mais maduros e mais versáteis. O jogo foi mau pelo resultado mas bom pela experiência. Para a próxima há mais.
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Alberto Teixeira: 13 – Exibição atípica. ‘Abriu a capoeira’ em dois golos (sendo que o segundo assumiu capital importância, por ser numa altura decisiva) mas fez algumas saídas importantíssimas; de resto, as suas manchas salvaram os Coxos de um resultado ainda mais dilatado.
Hélder Beja: 14 – O portentoso defesa esteve irrepreensível atrás e, na frente, remou sempre contra a maré. Apesar de ter estado muitas vezes desapoiado, Beja conseguiu transmitir a sua raça aos companheiros. A realçar ainda as suas fortes arrancadas, que causam sempre trabalhos à defensiva contrária.
Phillipe Vieira: 10 – Incapaz de de ajudar o ataque, o capitão Coxeano deixou várias vezes a defesa desguarnecida quando subia demasiado; uma situação que, felizmente, foi mal aproveitada pelo adversário (quando não foi o guarda-redes Teixeira a resolver a questão). Esteve atento na defesa (apesar da marcação que moveu a Alex nunca ter sido tão eficaz como noutros jogos) e teve inclusive uma oportunidade para marcar.
Pedro Romano: 12 – Defensivamente, cumpriu; o problema foi quando foi necessário constuir jogo; aí, esteve sempre pouco afoito (e, num lance, acabou por perder a bola para Del Neri, que, com a baliza escancarada, facturou). Compensou o falhanço inicial com dois golos, um dos quais de remate de fora da área (capítulo em que não costuma ser muito feliz).
Rui Rocha: 9 - Esteve pouco tempo em jogo; quando foi necessário atacar, foi inócuo; quando foi preciso defender, não comprometeu, embora sem revelar a agressividade de outras alturas. A exploração de que tem vindo a ser vítima poderá ter tido impacto na condição física com que se apresentou.
Carlos «Tricky» Ferreira: 14 - Começou mal mas subiu de produção. Apesar de não ter conseguido fazer a ligação defesa/ataque, foi perigoso nos últimos metros. Chegou, aliás, a marcar dois golos (um dos quais em bela jogada individual). «Tricky» assume-se, cada vez mais, como o jogador Coxeano mais regular, sobre o qual recaem grandes expectativas. Se conseguir aprimorar o passe pode ser um caso sério.
Zé Pedro: 12 – Desinspirado, foi incapaz de fazer a diferença. Preso à bola e sem capacidade de aceleração, o seu pé esquerdo nunca esteve em grande nível. Queixou-se das sapatilhas (que realmente estavam em estado deplorável) e quando trocou de calçado o seu rendimento subiu mas sem atingir os níveis já patenteados. Ainda assim, um golo e duas assistências a apontar.
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Pedro Romano