Arquivo de Setembro, 2006

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Código de Conduta da Instituição Coxeana

Setembro 16, 2006

Foi aprovado em Assembleia-Geral o Código de Conduta da Instituição Coxeana. O Código vincula todos aqueles que se encontram de alguma forma ligados à Instituição – seja por contrato laboral (jogadores, por exemplo), seja por transferências monetárias (a claque, por exemplo). O Código de Conduta soma-se assim aos Estatutos (já publicados); e ligar-se-á, mais tarde, ao Regulamento Interno e ao Código de Disciplina (ambos por votar e publicar), fornecendo os quatro documentos um apanhado geral do comportamento que a Instituição deseja ver respeitado. Por enquanto, aqui ficam os dez princípios do Código de Conduta da Instituição Coxeana.

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I. Nas vésperas de jogo os jogadores têm de se deitar até às 4h00 (quatro da manhã); excepto quando os jogos em questão são jogos do torneio do GACSUM, situação na qual a prescrição não é compulsória.

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II. Durante os estágios é pedida abstinência sexual a todos os jogadores, desde o mais potente machalhão ao mais inocente dos mancebos.

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III. O doping é expressamente proibido; quem se aventurar por tão sinuosos caminhos deverá estar pronto para responder por si próprio.

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IV. Durante os jogos, os jogadores estão proibidos de falar; as reclamações ficam ao cargo do treinador. As agressões, violações, insultos e mutilações ficam ao cargo da claque.

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V. É sabida a apetência de alguns membros Coxeanos pela masturbação desregrada. No sentido de evitar abaixamentos físicos em virtude de tais práticas, a masturbação de certos elementos será supervisionada pelo fisioterapeuta Coxeano.

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VI. Os únicos órgãos de comunicação aos quais é possível fazer declarações são: o blogue Coxeano e o jornal digital ComUM. Tudo o mais é expressamente proibido e, nalguns casos, passível de multa a definir no Código de Disciplina.

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VII. Os jogadores Coxeanos têm de abdicar da presença nas aulas quando tal entrar em conflito com jogos oficiais, semi-oficiais, amigáveis ou simples peladinhas. É a vida.

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VIII. Qualquer dos vinculados pelo presente Código deverá respeitar o nome Coxeano, o nome do projecto The Codice e seguir o Coxeano way of life.

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IX. Quando for dado o grito Coxeano, antes do começo das partidas, todos os presentes se devem levantar. A posteriori, um aplauso faz sentido e fica bonito. Só unidos poderemos ganhar.

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X. Visitar o blogue semanalmente é condição indispensável. Que ninguém deixe de aparecer pelo blogue Coxeano; quem comentar será bem-vindo e respondido sempre que tal seja possível.

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Departamento de Comunicação de Os Coxos

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Lançado cartão de sócio!

Setembro 16, 2006

E chegou o cartão de sócio. Aficcionados, adeptos, apoiantes, ou simplesmentes parentes, amigos ou namoradas dos jogadores: agora é a vossa hora; o cartão de sócio saiu, fresquinho, bonito, aprumado e num toque sedoso de cores carmim e cinzenta. Não há que enganar: o cartão é bom, chegou para ficar e vai durar. Nas mãos de todos, esperamos.

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(protótipo do cartão temporariamente retirado; agradecemos a compreensão, tentaremos ser breves)

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Olhem bem para o protótipo. A suavidade das cores, o design do corte, o contraste das letras, a força do símbolo, a categoria da impressão. Desculpem a foto, que de facto é grotesca – mas Os Coxos não discriminam quem quer que seja e até apoiam a entrada do inimigo nas suas fileiras de sócios. Sigam, portanto, para os telefones; ou para o estádio Coxeano; ou até para um balcão do BCP, BPI ou Banco de Portugal: em todos estes lugares poderão fazer a inscrição e acabar o dia como sócios Coxeanos.

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Mas passemos a coisas mais sérias. O preço é modesto, em conta e não faz rombo na carteira: 1,5€ por semestre. Ou seja, 3€ por ano – uma pechincha. Mas uma pechincha para quê?, perguntam vocês. E nós respondemos: o cartão de sócio permite ter acesso a um sem número de regalias, benesses e prebendas, que estão fora do alcance de qualquer outra agremiação desportiva. Vamos a eles.

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Para valorizar o cartão, Os Coxos estabeleceram duas parcerias proveitosas – com a PT, com a Lacatoni e com a famosíssima banda The Codice (em fase de expansão). Assim, o cartão de sócio permitirá:

  • direito a ver os jogos de borla;

  • direito a assistir aos treinos de borla;

  • bilhetes grátis para os concertos de The Codice (incluindo o muito esperado Live at Rui’s house, The Codice feat. Hugo Monteiro);

  • descontos (até 35%) no próximo álbum dos The Codice;

  • descontos (até 35%) nas próximas realizações da TheCodice Productions;

  • descontos (até 50%) nas pré-ante-estreias dos filmes Coxeanos, realizados pela TheCodice Productions.

  • entrada livre em sessões de autógrafos exclusivas para os sócios;

  • descontos nas lojas Lacatoni (entre 15 a 42%, consoante o produto);

  • direito a receber a Newsletter digital, emitida pelo Departamento de Comunicação d’Os Coxos;

  • free-pass para as festas Coxeanas (a ter lugar na sede do clube);

  • lugar cativo nos jantares da equipa, com direito a comer do mesmo prato que o atleta Marcos Sabino;

  • chamadas grátis para a rede 98 (a criar nos próximos meses) aos sábados e domingos, entre as 4h e as 4h45 (ou seja, entre as quatro da manhã e as cinco menos um quarto da manhã);

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Só benefícios, portanto. Que mais poderia um sócio querer? Não perca tempo: corra até ao primeiro balcão BCP que encontrar e registe-se como sócio. Os Coxos Futebol Clube: só pode ser sócio quem é bom chefe de família.
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Departamento de Comunicação de Os Coxos

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Apresentada claque oficial para 2006/7

Setembro 16, 2006

Foi ontem apresentada a claque oficial d’Os Coxos para 2006/7. A claque, que conta com o apoio incondicional da Direcção e restantes Órgãos Sociais, chamar-se-á SS Coxos – um nome que diz muito acerca daquilo que todos esperamos que a claque seja: uma força da natureza, que apoia a equipa nas horas boas e nas horas más (e que propicia à equipa adversária poucas horas boas e muitas horas más), que torna o relvado um inferno, que grita, puxa e apoia, que mata, esquarteja, ameaça, viola, bombardeia – em suma, uma claque a sério.

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À cabeça do gangue – aliás, da claque – está Alberto José Teixeira. Alberto, que foi – como já referimos noutro post – colega de prisão de Mário Machado, disse, na sua apresentação, que espera liderar uma claque «pacífica e que não traga distúrbios; a não ser que Os Coxos percam – nesse caso admitimos reeditar o saque a Roma do século V».

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Mas nem só do sodomita Alberto se faz a claque. Secundando o tenebroso ex-terrorista está Carla Lameira, vice-líder e Primeira-Dama. Além de ajudar Alberto José nas diligências necessárias à manutenção da claque, financiamentos e comunicação interna, Carla está ainda encarregue de liderar o departamento de interrogatórios – um inovador departamento que rapta os jogadores mais influentes das equipas adversárias e os exorta a dizer quais são os pontos fracos das suas equipas. No sentido de respeitar as Convenções de Genebra, as SS Coxos estão prestes a assinar um tratado com George W. Bush, de forma a ter acesso à prisão de Guantanamo, onde decorrerão os interrogatórios. Carla foi, nesse ponto, taxativa: «Respeitamos os direitos humanos. Tortura só em último recurso».

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Seguem-se Cláudia Lomba, João Santos, Sílvia Pereira, Anabela Peixoto e Vânia «Tricky» (apelido de casada). Em dúvida estão ainda dois nomes que a seu tempo – a confirmarem-se – serão anunciados.

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Contudo, e porque não há claque sem genocídios, as SS Coxos têm ainda uma facção ultra: o Correctivo XXI, que integra, por enquanto, apenas Alberto José e João Santos. Mais dura que as SS Coxos, a facção Correctivo XXI dispensa Guantanamo: os inquéritos são feitos numa poçilga, onde pululam sapatilhas de Marcos Sabino e queijo camambert a rodos. Os instrumentos de tortura são medievais e a educação é dispensada. Inquirido acerca do nome escolhido, Alberto foi taxativo: «A nossa inspiração não foi o Directivo XXI mas sim o Hezzbollah».

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Os Coxos desejam as maiores felicidades à claque, na certeza de que esta tudo fará para apoiar a equipa e lutar pelas suas vitórias. Um bem-haja a todos.

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Departamento de Comunicação de Os Coxos

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Acta da primeira Assembleia-Geral

Setembro 16, 2006

Teve ontem lugar a primeira Assembleia-Geral d’Os Coxos Futebol Clube. A reunião decorreu num dos anfiteatros da Universidade do Minho e serviu para discutir e votar quatro propostas plasmadas na ordem de trabalhos. Servindo o presente post de mero registo para arquivo interno e divulgação externa, optaremos por fazer apenas uma breve resenha daquilo que se passou, remetendo para posts posteriores (mais extensos e completos) o desenvolvimento dos temas que, pela sua importância, exijam maior aprumo e tratamento.

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Assim, e segundo a ordem de trabalhos, foi votada a consistituição da claque, respectivo nome, e entronizado o seu líder. A claque chamar-se-á SS Coxos e à sua frente estará Alberto José Teixeira – que está ainda integrado na facção ultra, o Correctivo XXI. O nome da claque e do seu líder reuniram 100% dos votos a favor.

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O segundo ponto em discussão foi o lançamento do cartão de sócio Coxeano. O lançamento público ficou, assim, agendado para a próxima semana, estando a compra do mesmo subordinada ao pagamento de uma quota semestral de 1,5€. Uma vez mais, a votação a favor reuniu a unanimidade dos sócios.

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No terceiro ponto, e por moção apresentada por Alberto Teixeira, ficou agendada uma nova Assembleia-Geral, a ter lugar em data a definir (mas que nunca será depois de 15 Outubro). A Assembleia-Geral servirá para rever os estatutos e eleger – agora com a presença dos sócios – os novos Órgãos Sociais: Mesa da Assembleia-Geral, Conselho Fiscal e Direcção. A marcação fez-se com 68,34% dos votos a favor, 8% votos contra e 23,66% de abstenções.

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Por último, foi redigido o novo (e absolutamente inovador) Código de Conduta da Instituição Coxeana, no qual participaram os sócios, os jogadores e os Órgãos Sociais. A proposta foi inicialmente chumbada – com 54,3% de votos contras – mas, após remodelação, reuniu a aceitação de 96,45% dos presentes (3,55% de abstenções e zero votos contra).

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A sessão terminou às 12h47.

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Pedro Romano

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DinoFC/VANMPLMD empatam Os Coxos

Setembro 14, 2006

Foi um jogo emotivo, aquele que Os Coxos ofereceram ontem aos seus associados, nos campos relvados da Universidade do Minho. No jogo de apresentação aos sócios – sócios que, aliás, compareceram em massa, puxando pela equipa durante todo o jogo – Os Coxos demonstraram, mais uma vez, que a ingenuidade de épocas passadas, bem como a inépcia na frente de ataque, já são águas passadas. E, num jogo duro, rasgado e disputado sob intensa chuva, conseguiram manter a invencibilidade de pré-época. Esta foi, aliás, o primeiro empate, depois de várias peladinhas na rodovia (5 jogos vencidos, ao todo) e do retumbante 15-5 do último amigável.

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O jogo teve algumas nuances a registar. O terreno, em primeiro lugar. Escorregadio, lamacento e estranhamente polvilhado com areia, não era, de todo, o mais indicado à prática desportiva. A bola corria rapidamente e os piques e travagens dos jogadores não eram fáceis de efectuar, o que levou a inúmeras perdas de bola. Uma dificuldade que não surgiria sozinha: com efeito, o jogo não foi contra a pura equipa dos DinoFC, mas sim contra um misto DinoFC/VANPLMD, dado que A. Sousa Carvalho e João «Del Neri» Santos jogaram pela equipa dinossáurica.

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Com um terreno pouco recomendável, num campo desconhecido e contra um adversário reforçado, a valorosa equipa Coxeana não tinha a tarefa facilitada. Em tempos remotos, a situação daria azo, quem sabe, a monumental goleada. Mas estes não são os antigos Coxos. São a nova e poderosa equipa Coxeana.

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O jogo encarregou-se de provar isso mesmo. Ainda as equipas estavam a aquecer e já Marcos Sabino facturava. O mesmo jogador viria a fazer o 2-0 e o 3-0 subsequentes, numa altura em que Os Coxos dominavam completamente. Apesar dos DinoFC/VANMPLAD terem reduzido por intermédio de A. Sousa Carvalho, seriam os Coxos a reafirmar a vantagem: grande golo de Tricky para o 4-1.

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Foi nesta altura que o adversário reagiu. De súbito, a equipa Coxeana vacilou: as movimentações pararam, Marcos Sabino deu o estouro, e Pedro Romano e Tricky, até aí bastante activos, baixaram de rendimento. Ao mesmo tempo, João «Del Neri» Santos abria o livro e incentivava a equipa a subir com poderosos raides pela esquerda (nem sempre bem sucedidos mas sempre perigosos), A. Sousa Carvalho acertava com as movimentações e revelava eficácia frente à baliza, Sailor subia de acordo com as indicações do treinador «Del Neri» e Borlido revelava cada vez mais dotes defensivos. Com um ataque cada vez mais morto, uma defesa muito pressionada e o inconveniente de não terem um suplente no banco para rodar, Os Coxos consentiram o 4-4 e, mais tarde, o 5-4.

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Pela primeira vez em desvantagem, Os Coxos foram ao fundo do saco buscar forças para reagir. Marcos Sabino revelou-se, nesse particular, fundamental. É aliás abissal a diferença que a actividade de Sabino consegue fazer no jogo Coxeano: quando Sabino está em baixo, a equipa perde linhas de passe, desgasta-se em termos ofensivos e torna-se mais pressionável; quando Sabino se mexe pela frente de ataque, a equipa cria automaticamente espaços, gera triangulações e consegue pressionar alto. Foi pelos pés do franzino atacante que Os Coxos viriam a chegar ao empate. E o cadavérico avançado viria ainda a participar na jogada mais bonita do encontro: jogada de entendimento na frente de ataque, com a bola a transitar a alta velocidade de Romano para Marcos, deste para Tricky, deste para Marcos que, por fim, devolveria a bola a Tricky para este facturar.

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Os golos suceder-se-iam em ambas as balizas. E, a dois minutos do fim, o marcador assinalava 8-7 para a equipa Coxeana. Parecia que Os Coxos estavam prestes a ganhar o segundo amigável da época e a vingar a humilhação sofrida no ano transacto às mãos dos Dinos. Ledo engano: quando já ninguém esperava, a equipa jurássica conseguiu marcar o golo que lhes garantiu o empate. Um empate suado, já ao cair do pano, mas que premeia a atitude combativa que a equipa demonstrou – ainda que a repartição de pontos acabe por ser castigo demasiado penoso para Os Coxos, que se bateram como guerreiros mesmo quando as adversidades do marcador surgiram e ameaçaram sujar a até agora imaculada folha de registo de jogos da época 2006/7.

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Alberto Teixeira: 15 – Seguro, o keeper coxeano revelou grandes capacidades a fazer a mancha. A lesão e as férias não fizeram mossa na condição do guarda-redes, que continua atento nos remates de meia distância e ágil nos remates dentro da área. A apontar apenas algumas debilidades no jogo com os pés.

Phillipe Vieira: 14 – Phillipe Vieira não é, todos sabemos, um jogador de grande qualidade técnica. Ainda assim, impõe-se pela raça com que se atira a cada lance, com a força que transmite aos companheiros e com a sua capacidade defensiva. Ontem, esteve seguro a defender e chegou, inclusive, a marcar um golo.

Pedro Romano: 13 – Fustigado por uma lesão muscular, e estranhando o terreno, Pedro Romano não conseguiu mostrar as suas melhores capacidades. Lento no ataque, pouco acutilante na hora de rematar, Romano salvou a sua exibição com a consistência com que enfrentou cada duelo individual. Na frente fez ainda um bonito passe entre dois jogadores que isolou Marcos Sabino – e por pouco marcava um golo de antologia, a encher o pé ao segundo poste, num remate que o guarda-redes viria a defender.

Carlos «Tricky» Ferreira: 15 - A raça de sempre, desta vez condimentada com 3 golos e boas movimentações. Como já foi salientado, a partir de certa altura quebrou fisicamente; mas a verdade é que, jogo após jogo, «Tricky» se revela uma unidade extraordinariamente regular, capaz de facturar, dar a marcar e defender com garra e precisão. Mais uma boa exibição.

Marcos Sabino: 16 – Sabino é, cada vez mais, o goleador de serviço. Ontem foram 4 – mas poderiam ter sido 5 ou 6. Movimentações , fintas, golos, assistências – de tudo isto é capaz o ossudo avançado. O único senão é mesmo a sua insuficiência pulmonar, que não lhe permite manter o rendimento ao longo de todo o jogo, e os seus problemas alimentares, que mantêm a sua massa muscular a níveis incompatíveis com uma das mais importantes funções do ponta-de-lança: segurar a bola de costas para a baliza.

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Pedro Romano

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Jogo de apresentação contra DinoFC

Setembro 12, 2006

A resposta tardou mas veio: quase uma semana depois de lançado o desafio, a equipa DinoFC deu o «sim» – e, nesta próxima quarta-feira, dia 13 de Setembro, defrontará a poderosa equipa Coxeana no jogo de apresentação aos sócios da turma capitaneada por Phillipe Vieira.

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O caminho foi árduo e penoso; de início, temeu-se até o recuo da equipa dinossáurica. Mas eis que aí estão eles, prontos para serem solenemente sovados em pleno palco universitário – campos relvados da Universidade do Minho, se quiserem saber.

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O jogo tem início às 17h00 e a venda de bilhetes tem decorrido a bom ritmo. Os dirigentes Coxeanos esperam, aliás, casa cheia neste jogo de apresentação aos sócios. Um jogo que, diga-se de passagem, é certamente muito aguardado por todos aqueles a quem o futebol diz alguma coisa; com efeito, os atractivos são inúmeros: constatar as melhorias que a equipa Coxeana tem vindo a evidenciar desde o início da época; aproveitar os momentos de rara beleza futebolística que a mesma equipa é capaz de proporcionar; e desfrutar de um belo jogo de futebol, entre duas equipas profundamente motivadas e entre as quais a rivalidade está ao rubro.

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Antes que a bola comece a rolar (e os corações dos adeptos a saltar) está previsto um show musical, bem como uma sessão de fotografias – destinadas a ser integradas no álbum oficial da época e, mais tarde, a servir para a apresentação oficial dos equipamentos aos sócios.

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Antes de terminar o comunicado, gostaria apenas de mencionar dois casos respeitantes à vida interna do clube: 1) Zé Carlos, antigo aspirante a Dino, pediu a marcação de uma reunião de emergência para votar a sua entrada no corpo Coxeano (em cargo a definir, que tanto pode ser o de jogador como o de dama de companhia de um qualquer Coxo); 2) Alberto José foi já escolhido como líder da Claque Coxeana, devendo apresentar o nome e a constituição da mesma até ao fim da semana. Apesar de ser um homem notoriamente violento e bastante propenso ao crime, à agressão e à trafulhice (como convém a um líder de claque), a Direcção revelou hoje que tem total confiança no aloirado vimaranense. Como nota biográfica, diga-se que Alberto José foi parceiro de cela de Mário Machado em 2001. A causa do claustro é simples: em 2000, Alberto entrou num pacato parque da cidade de Braga e, vendo um casal de velhinhos, não resistiu – espancou-os, degolou-os e violou-os. Por esta ordem.

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Pedro Romano

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Conversa em Família

Setembro 5, 2006

Há essencialmente dois motivos que me levam a dirigir a vós, adeptos e simpatizantes d’Os Coxos Futebol Clube. O primeiro prende-se com a preparação da equipa de futsal para a próxima época desportiva; o segundo diz respeito a um assunto de índole mais emotivo e que diz respeito ao modo de vida coxeano.

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Começando pelo primeiro motivo, é sabido por todos vós que na pretérita semana a equipa oficial d’Os Coxos Futebol Clube deu mostras de se encontrar no bom caminho, tendo em vista a sua participação no próximo torneio/ campeonato de futsal organizado pelo curso de Comunicação Social.

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A equipa não só venceu os seus vários jogos amigáveis como também convenceu, nomeadamente no último jogo – vitória esclarecedora por 15-5.
Há, porém, um factor que persiste em assustar a equipa técnica liderada por Pedro Romano: a componente física. Foram registadas – ao longo dos jogos amigáveis – várias quebras físicas entre os jogadores coxeanos que necessitaram de bastantes “pausas para refrescar”.
Obviamente que esta é uma situação normal numa altura de pré-época, mas não será por isso que a equipa técnica descurará esse facto, até pelo facto de ser vontade do treinador que aquando do início da próxima época a equipa se encontre, em termos físicos, no seu estado óptimo. Exactamente por isso, todos os jogos marcados para esta semana foram cancelados, assim como os treinos com bola. A equipa foi levada para a mata do Bom Jesus onde irá passar a semana, treinando de dia – sessões bidiárias – e descansando à noite – no luxuoso Hotel do Elevador.

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As sessões matinais serão reservadas a treino específico, sendo que cada “coxo” irá submeter-se a um plano físico especialmente desenhado para si. Na parte da tarde, o plantel reunir-se-á no hotel de onde irá partir para a etapa colectiva do apronto, dedicada à realização de exercícios de corta-mato e demais provas de resistência física.
Este programa será seguido por cada “coxo” durante toda a semana, sendo que na próxima sexta-feira, ao final da tarde, os jogadores reunir-se-ão no centro de estágio da Rodovia para discutir, com a equipa técnica, os resultados de 2 semanas de preparação, a primeira dedicada à componente técnico-táctica, e a segunda reservada ao físico.
Após a dita reunião os jogadores partirão para suas casas, voltando-se a encontrar na próxima segunda-feira, dia 11, para iniciar uma nova etapa na preparação tendo em vista a próxima época desportiva. Partidas amigáveis com Dino FC e VANPLMD estão previstas, mas a sua confirmação depende da vontade dos nossos adversários.

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Seria injusto deixar de referir o papel da nossa equipa técnica no decurso de toda esta preparação. O nosso treinador, Pedro Romano, a realizar a sua primeira pré-época à frente do nosso ilustre clube, demonstra um evidente conhecimento da matéria desportiva em causa e aptidão para ocupar o cargo – situação a que não deverá ser alheia a sua presença no seminário de verão presidido por José Peseiro – e por isso a direcção – e em particular o Presidente – desejam-lhe as maiores felicidades para esta época desportiva.
No entanto, esta prova de confiança não pretende insinuar que o nosso treinador se encontra acima da lei que rege a vida de todos os técnicos desportivos em todas as modalidades, ou seja, a lei dos resultados.

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Aliás, ninguém se encontra acima do Clube; nem os jogadores, nem os treinadores, nem os dirigentes nem, inclusive, o Presidente. Todas as decisões tomadas, todas as escolhas, todas as iniciativas apadrinhadas terão sempre de ser realizadas no âmbito de uma bem planeada e consertada política desportiva que vise um só objectivo – o bem-estar da Instituição Coxeana.
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E é aqui que eu gostaria de abordar o segundo motivo desta minha comunicação à nação coxena.
O nosso clube nunca poderá consentir com veleidades nem picardias. É sempre indispensável que a união em torno do projecto de vida coxeano se sobreponha a tudo o resto. Não toleraremos caprichos de vedeta nem desconsiderações entre companheiros. Os Coxos existem porque existe entre os coxos afecto, consideração, respeito, devoção e uma aliança que permite à nossa equipa ultrapassar os mais difíceis e improváveis obstáculos desportivos.
É através dessa coalizão que nós, coxos, podemos atingir os píncaros da actividade coxeana. Através dessa coligação e também do emprego de esforço e dedicação em todas as tarefas por nós levadas a cabo.

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Mas não se esqueçam disto, a identidade coxeana não se esgota no campo, ultrapassa-o! Não podemos só ser coxos dentro das quatro linhas mas também fora delas. É preciso que transportemos para o nosso quotidiano os ideais coxeanos de luta, ardor, audácia, companheirismo e amparo ao próximo.
Como Presidente desta jovem mas madura agremiação desportiva, caber-me-á sempre a responsabilidade de unir todos aqueles que dão vida aos Coxos; jogadores, treinadores, dirigentes e adeptos terão sempre de estar no mesmo barco e, caso haja algum elemento perturbador desta união, é tarefa do Presidente chamá-lo à atenção e adverti-lo para o perigo das suas iniciativas.

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Despeço-me reforçando a ideia principal deste texto: ninguém está acima da instituição coxeana e, exactamente por isso, valores como a humildade, o companheirismo e a amizade terão sempre de ser os baluartes da força coxena.

Que assim seja.

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Gabinete Presidencial

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Guarda-Redes de volta

Setembro 1, 2006

É com muito prazer que anuncio o meu regresso de férias, totalmente recuperado da lesão que me afastou dos treinos durante dois meses. O calvário chegou ao fim- que alívio!!

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De volta também às redes da bola, isto porque quanto às outras redes, as de pesca, elas estiveram presentes no meu período de “descanso”. Foi com elas, aliás, que pesquei alguns peixes, entre os demais, algumas sereias – o peixe mais fresco da zona :D -, mas também alguns caranguejos – incómodos, que tentavam “botar mão” a tudo que aparecia à frente.

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Apesar de tudo, não deixei de treinar, melhorar a minha condição físico-técnico-táctico-psicológica. Em momento algum o Espírito Coxeano foi esquecido. Quanto à integração nos treinos do clube, (des) espero por notícias. Reparei que a pré-época nos corre de feição e não quero perder o jogo com os Dinos, se caso acontecer.

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Sem mais a acrescentar, continuação de boas férias e até breve. Aguardo notícias.

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Alberto Teixeira