Arquivo de Agosto, 2006

h1

Inédito: Os Coxos desafiam DinoFC!

Agosto 31, 2006

Após intensa discussão entre os elementos do plantel, da Direcção e do corpo técnico, a Instituição Coxeana torna pública a decisão de convidar o respeitável clube DinoFC para um jogo amigável. Depois de uma memorável e histórica vitória contra a equipa de Geologia, Os Coxos desafiam os seus rivais de sempre para um jogo que se espera renhido, durinho, rasgado e com muito público a assistir!…

———-

Desejando desde já evitar as mais estapafúridas desculpas por parte do adversário em caso de derrota, a Instituição deixa ao critério do adversário o local, a hora e o estilo de partida (jogo de futsal, Hell in a cell, partida de andebol, o que quer que seja). A única condição que a Instituição impõe é que o desafio se realize na primeira semana de aulas – que começa no dia 11 e termina no dia 15 de Setembro. Curta menção apenas para o facto de, à data de saída do post, a Instituição ainda não não ter recebido qualquer resposta por parte do DinoFC.

———-

Departamento de Comunicação de Os Coxos

h1

Retumbante vitória no primeiro amigável da época

Agosto 30, 2006

Foi bonito de se ver. E o cenário até nem era dos mais favoráveis: Daniel Silva, jogador consagrado e de nível técnico elevado, apareceu, à última hora, como reforço do adversário. A tarefa era difícil mas, à boa moda do futebolês, Os Coxos tornaram-na fácil. Com empenho, suor, garra e, porque não dizê-lo, muita qualidade. O 15-5 final é um reflexo da dedicação com que os jogadores se entregaram à partida; e, ao mesmo, tempo, um tributo a todas as horas de treino, a todos os sacrifícios, a todas as noites sem dormir a gizar a táctica, a todos os fritos e salgadinhos de que os jogadores abdicaram ao longo das férias.

———–

A história do jogo é curta mas um exórdio exige-se. De um lado, a poderosa equipa de Geologia: Zézé – defesa possante e de bom sentido posicional -, Irmão do Zézé (desculpem mas não captei o nome) – guarda-redes de gabarito -, Luís Filipe Malaínho (ou «Mâla», ou até «Lipe») a comandar o centro da defesa, João (óptimo executante), e os reforços Sousa Carvalho e o já referido Daniel Silva; do outro lado, a imponente turma Coxeana: Rui na baliza, Pedro Romano, Phillipe e «Tricky» na defesa, municiando Zé Pedro e Marcos, os atacantes de serviço.

———–

E o jogo até começou de feição para a turma Coxeana: ainda o jogo não tinha aquecido e já Pedro Romano furava pelo lado esquerdo e desfeiteava o guarda-redes, após jogada de entendimento com Zé Pedro. Dois minutos depois, os mesmos protagonistas, jogada similar e resultado idêntico: Zé no meio, finta um e finta dois, faz passe em profundidade e aparece Pedro Romano a chutar com convicção. Nestes primeiros minutos era fácil de ver que o entrosamento entre os dois atletas – trabalhado durante anos a fio – poderia fazer miséria nos relvados rodovianos.

———-

Contudo, e quando tudo faziar esperar um avolumar do marcador, foi a equipa de Geologia/CS que ripostou. Primeiro, com um cruzamento-remate ao qual Sousa Carvalho viria a dar o melhor seguimento; depois, com uma jogada individual de Daniel Silva, que o mesmo jogador finalizaria com um golo de belo efeito.

———-

Feito o empate, veio ao de cima o já lendário brio Coxeano. O brio Coxeano reificou-se nos pés de Tricky – remate de pé esquerdo e golo na baliza – e, posteriormente, no instinto felino do ponta-de-lança Sabino: grande passe longo de Zé Pedro e Marcos a chutar com categoria. Este foi, aliás e porventura, o melhor período da equipa Coxeana: minutos depois, mais uma grande abertura e… novo golo de Marcos Sabino. O próprio Zé viria a molhar o pincel pouco depois: grande jogada pela direita, bola puxada para o meio e golo. Mas as coisas não ficaram por aqui; ainda antes do intervalo, Rui Rocha – de súbito transformado em atacante – faria, com simplicidade e muita mestria, o 7-2: bola recebida de costas para a baliza, simulação de remate, rotação, finta e chuto potente e colocado. Um pormenor brilhante, que seguramente não passou despercebido ao treinador Coxeano.

———-

Mas veio o intervalo e, com ele, novo golo do adversário. Sousa Carvalho – sempre ele – ganhou falta à entrada da área (muito discutível…) e, carregando sobre os seus ombros o fardo da responsabilidade, assumiu a marcação da bola parada. Resultado: golo de belo efeito. ´

———-

Mas o dia era d’Os Coxos. E o 7-3 foi apenas provisório. Uma grande abertura de Zé Pedro (sem dúvida um reforço de peso) deu a Marcos Sabino a oportunidade de facturar e assim colocar o marcador em 8-3. No seguimento, uma jogada de insistência de «Tricky» proporcionou a Pedro Romano a oportunidade de completar o hat-trick com um golo de recarga. O marcador assinalava 9-3 e a fome de golos d’Os Coxos deixava antever um resultado histórico (e, consequentemente, humilhante para o adversário).

———-

O resultado esperado verificar-se-ia; mas não sem que Daniel Silva marcasse mais um golo de belo efeito, reduzindo para 9-4. De seguida, Alex, entre três jogadores, rodava a marcava o 9-5. Claro que apenas os mais ingénuos podiam ver nesta recuperação incipiente um indício de que Os Coxos estavam a vacilar. Para consubstanciar tal conclusão, Rui marcou golo a passe de Zé; a este seguiram-se os golos de Marcos, de Phillipe, e, novamente, de Marcos Sabino. Aliás, o avançado fechou com chave de ouro o seu poker: remate de letra e guarda-redes batido. Momento sublime.

———–

E a estória acabou aqui. Zé e Rui dariam por encerrada a humilhação, selando o marcador com um entusiasmante (para apenas um dos lados, fácil de ver) 15-5, mas a vitória há muito que estava assegurada. Neste ponto, urge parar e pensar no que correu melhor, no que correu menos bem e nas causas do resultado.

———-

É óbvio que a preparação do jogo foi adequada: não só a táctica foi bem escolhida, como – muito importante – o mister Pedro Romano distribuiu, antes do jogo, pacotinhos de açúcar entre os seus jogadores, fornecendo-lhes ainda uma limonada energética caseira. O treinador teve ainda a sensatez de levar para o jogo um garrafão de 5L de água, que bastas vezes refrescou os jogadores. Mas explicar o resultado como causa directa de factores exógenos é redutor. Houve outras causas a actuar.

———-

A primeira terá sido a contratação temporária de José Pedro. O jogador revelou-se importantíssimo na manobra ofensiva da sua equipa, quer pelo que jogou quer pelo que fez jogar. Um reforço de peso que, infelizmente, não estará presente nos jogos vindouros. A equipa, no seu geral, revelou também uma óptima condição física. Por seu lado, a eficácia atingiu níveis raras vezes vistos no seu do clube Coxo: Marcos esteve imparável, Rui acertou finalmente com o seu potente remate e Pedro Romano foi menos perdulário do que no último treino. A nível ofensivo, de ressaltar ainda o desempenho de «Tricky» – provavelmente o jogador mais regular da equipa – e as movimentações colectivas. No capítulo defensivo, toda a equipa manifestou uma grande disponibilidade para ajudar o sector mais recuado; Phillipe Vieira e Rui Rocha estiveram bastante duros na defesa, manietando os avançados opositores; isto, claro, quando as veleidades destes não eram cortadas logo à nascença pelos médios: «Tricky», Pedro Romano e Zé Pedro (que viria, aliás, a fazer um pezinho como lateral direito).

———-

Os pontos menos positivos foram algumas desatenções defensivas que culminaram em golos algo ridículos, alguma tendência para relaxar quando o jogo parece controlado, uma por vezes injustificada fome de golos – principalmente quando as movimentações a que ela dá azo desguarnecem a defesa – e alguma falta de confiança nos remates de meia-distância (aspecto em que, hoje, nem «Tricky» – o homem do pontapé-canhão – esteve muito feliz). Aspectos a rever num próximo amigável.

———-

Rui Rocha: 15 – Mexido no ataque, confiante e determinado na defesa, revelou melhorias em relação ao ano transacto. Teve hoje o seu primeiro treino oficial dado lhe ter sido negado o visto de liberdade laboral por altura do primeiro treino.

Phillipe Vieira: 15 – Melhorou na transacção defesa/ataque em relação às mini-peladinhas de segunda. Mostrou-se agressivo e com muita garra a defender , transmitiu confiança aos seus colegas, o que permitiu aos avançados Coxeanos mais liberdade ofensiva.

Pedro Romano: 16 – Esteve presente desde o início da época no estágio Coxeano e a sua preparação física mostrou-o bem. Com um Romano a este nível, a equipa d’Os Coxos ganha consistência técnico-táctica.

Carlos «Tricky» Ferreira: 17 – Sempre com muita raça, não falhou nenhum lance, meteu o pé a todas as bolas. Disputa todo o jogo sempre com a mesma energia e devoção. Nota-se ligeira melhoria na qualidade e rapidez do passe.

Zé Pedro: 18 – Sem dúvida uma aquisição a prazo de luxo. Com uma visão de jogo impressionante e um toque de bola invejável, deixou a cabeça dos defesas adversários em água. Boa ajuda defensiva a apontar também.

Marcos Sabino: 18 – A pré-época parece estar a fazer bem ao jovem avançado. Já aguentou melhor o jogo todo com uma velocidade e movimentações sem bola muito boas. Apontou 1/3 dos golos da equipa. Com um Sabino assim, Os Coxos podem muito bem tentar aspirar a voos mais altos.

———-

Pedro Romano (texto) & Marcos Sabino (notas e comentários individuais)

 

h1

Princípios tácticos para o jogo de amanhã

Agosto 29, 2006

Serve o presente post para fazer uma abordagem teórica ao jogo de amanhã – de uma forma sucinta, conceptualmente equilibrada e completa em termos tácticos. O objectivo é fornecer aos elementos Coxeanos um conhecimento mais aprofundado acerca das potencialidades do conjunto adversário e informá-los acerca daquilo que o mister espera deles. Passemos, então e sem mais demoras, ao desenvolvimento.

———-

1. ABORDAGEM AO ADVERSÁRIO:

1.1. individualidades e dinâmica grupal:

O gabineta de prospecção da equipa Coxeana não conseguiu, infelizmente, ter acesso a vídeos do adversário. A análise terá, portanto, de ser feita através de uma perspectiva menos integrada – e, consequente e necessariamente, mais fragmentada. Assim, e focando a lente nos jogadores mais importantes do adversário, há a destacar três atletas: Ricardo (também conhecido por «Ganza»), Luís Filipe Malaínho e Alexandre Augusto de Sousa Carvalho. «Ganza» é um defesa imponente, que gosta de carrilar jogo pela faixa direita e entrar na área para facturar. Em termos defensivos, é do melhor que o futebol rodoviano produziu nos últimos anos, juntando a força física à raça e à velocidade que o caracterizam. Mais lento, Malaínho é, ainda assim, um defesa igualmente pujante, que faz bom uso de um sentido posicional perfeito, ao qual alia um muito evoluído jogo de cabeça. Ademais, é ainda um grande perigo nas bolas paradas, circunstância na qual faz bom uso do seu potente remate. Mas o maior perigo que do adversário possa advir para as redes coxeanas será, sem dúvida, Sousa Carvalho. Avançado móvel, de recursos técnicos apreciáveis e com uma eficácia bastante elevada, Carvalho é um jogador que gosta de jogar de costas para a baliza, combinando com os médios (neste particular faz lembrar o jogador Zlatan Ibrahimovic); contudo, mal as tabelas e triangulações criam espaços, Carvalho não perde tempo: acutilante como é seu timbre, foge às marcações e factura sem apelo nem agravo. Decerto que será um perigo iminente.

1.2. mecanizações tácticas e automatismos posicionais:

Ainda segundo as informações do nosso gabinete de prospecção, o adversário de amanhã assenta grande parte do seu jogo sobre as jogada pelos flancos. Os avançados deambulam pela frenta atacante ao longo de toda a latitude do terreno na esperança de construírem triângulos e linhas de passe; então, os defesas metem a bola no espaço vazio e sobem pelo corredor à procura da tabela. Nesse momento, a bola é colocada na «zona de ninguém» e o caminho para a baliza está livre. Um ponto a ter em conta.

2. TURMA COXA NUMA PERSPECTIVA INTEGRADA:

2.1. reforço circunstancial:

Pela primeira (e única) vez, Os Coxos vão ter um reforço: José Pedro Bastos da Silva. Este jogador, que joga com Pedro Romano há sensivelmente 15 (!) anos, é um avançado tecnicista, de boa capacidade ofensiva e com movimentações bastante interessantes. O seu ponto forte é o pé esquerdo: quando joga encostado à banda canhota, este serve para cruzamentos milimétricos e passes longos fatais; quando joga pela faixa direita, ele usa-o para fintas mirabolantes para o centro, que culminam com remates potentes e colocados; quando joga no meio, o pé esquerdo combina-se com uma notável visão de jogo para criar fluido futebolístico e inventar jogadas de golo; quando joga na frente, o pé torna-se uma arma de eficácia elevadíssima, com a qual Zé desfaz muralhas defensivas e destroça guarda-redes.

2.2. Funcionalismo e enquadramento táctico:

A disposição táctica das peças far-se-á segundo o seguinte esquema. Baliza com Rui Rocha (esquema de rotatividade); defesa com Pedro Romano, Phillipe Vieira e «Tricky»; ataque com Zé Pedro e Marcos Sabino. Nos desdobramentos ofensivos, será pedido a Phillipe Vieira que acompanhe as subidas (pelas faixas) de Romano e «Tricky», proporcionando linhas de passe. Estes dois terão de fazer, alternadamente, o papel de transportadores de jogo – um pouco ao estilo do típico regista italiano. Na frente, Marcos Sabino jogará nas costas de Zé Pedro. Mas este posicionamento será meramente ilusório: quando o jogo começar, e a bola se aproximar da frente, rapidamente Sabino aproveitará os espaços criados por Zé Pedro – que então descairá nas faixas ou recuará no terreno para receber a bola – para entrar nas costas da defesa e ficar isolado frente ao keeper adversário. Simples e eficaz.

2.3. jogo parado e jogadas ensaiadas:

A este nível, de referir alguns aspectos que foram já bastante estudados durante os treinos: os cantos curtos – em que um jogador vem tocar a bola para o marcador, que remata de pronto – e os livres indirectos, em que o rematador toca para o lado, um jogador simula e outro jogador coloca a bola por cima da barreira, onde aparecerá o eficaz Marcos Sabino.

3. CONDICIONALISMOS EXTERNOS

A temperatura prevista é de 28 graus. O índice de humidade é de 32%, podendo atingir os 37% ao longo do jogo. A relva está cortada mas não está suficientemente segura. Um cenário que convida, portanto, ao jogo pausado, com troca de bola constante (para evitar grandes correrias, que causam sempre grande cansaço) e e jogo eficaz na frente.

———-

Está assim feito o intróito táctico. Amanhã contamos já ter on-line os resultados do jogo, bem como as análises indidualizadas e as notas pessoais. Tudo isto pela pena do escriba Marcos Sabino, também jogador da equipa Coxeana. Até lá!

———-

Pedro Romano

h1

E começa a época!

Agosto 29, 2006

E começou a época. Após um defeso em que o nosso clube foi oficialmente lançado, o organigrama definido, os estatutos publicados, o regulamento interno alinhavado e os objectivos plasmados, chegou, enfim, o momento do plantel entrar em campo para mostrar o que vale. Sim, decerto que o treino de hoje não foi mais do que um escasso aquecimento para aquilo que aí se avizinha; mas não é menos verdade que é nestas pequenas coisas que se vêem os grandes clubes. Convém matizar o assunto.

———-

Eram 18h00 quando a equipa se reuniu no complexo desportivo da rodovia. Toda a equipa? Nem tanto: apesar de Marcos Sabino, Pedro Romano, Carlos «Tricky» Ferreira e Phillipe Vieira não se terem furtado ao compromisso, as hostes Coxeanas repararam nas ausências do guarda-redes Alberto Teixeira (lesão por debelar), do defesa/médio Daniel Mesquita (carinhosa e adequadamente apelidado de «O desaparecido») – de fora numa moratória veraneante que esperamos bastante breve – e do portentoso defesa Rui Rocha, que, após uma entusiasmante incursão no mercado laboral, viu ser-lhe derrogado o prazo para a apresentação. Era, portanto, uma equipa debilitada – ainda que seguramente não fragilizada – aquela que se apresentou para o primeiro treino oficial da época.

———-

O público, esse compareceu em peso. Nas bancadas as crianças pululavam, os bons chefes de família torciam pela equipa Coxeana enquanto lhes cantavam loas, as mulheres solteiras maneavam-se licenciosamente e clamavam pelos seus jogadores favoritos – em determinada altura um «Tricky, faz-me um filho!» cortou o ar, embalado pela força dos pulmões de uma jovem de peito proeminente – e as jovens wannabe enviavam furiosamente sms’s umas às outras, trocando opiniões acerca de qual dos jogadores Coxeanos era o mais esbelto, o mais lindo, o mais galante, o mais perfeito.

———-

Mas deixemo-nos de fantochadas laterais. O treino – verdadeiro assunto sobre o qual versa o presente post – não se deu segundo as linhas gerais orientadoras normalmente seguidas pela maioria dos técnicos do futebol. Assim, em detrimento do aquecimento, alongamentos, treinos de posse de bola, finalização, apuramento físico e etc., a equipa Coxeana optou por um sistema de treino integrado, que compatibilizou as vertentes táctica, física, técnica, psicológica, mental, sociológica e económica num único esquema intensivo: jogo, jogo, jogo, jogo! Com efeito, o treino do valoroso conjunto Coxeano consistiu, nada mais nada menos, em seis jogos seguidos (distribuídos por dois opositores diferentes). Mais tarde, o mister Pedro Romano viria a justificar a opção pelo facto de apenas em situações de jogo se poder encontrar «a fibra da luta, o estilhaçamento do carácter, a dor do embate entre tíbias, o suor a escorrer em bicas e a entrar para dentro dos olhos depois de um sprint, o medo da derrota, o sangue das chagas abertas por pítons alheios…». Muito poético, de facto.

———-

Quanto aos jogos em questão, pode-se dizer, de forma imparcial, que se saldaram num rotundo sucesso. Seis jogos, cinco vitórias e uma derrota (pela margem mínima). Nada mau, para começar a época. Numa análise mais minuciosa podemos, contudo, retirar importantes ilações do treino de hoje. Em primeiro lugar, torna-se óbvio que os índice físicos da equipa não estão famosos. Carlos «Tricky» Ferreira foi o elemento que se apresentou em melhor forma, mostrando que a raça e capacidade física que o notabilizaram continuam intactas, bem como o seu poderoso remate. Marcos Sabino voltou a evidenciar um dos seus grandes defeitos: os pequenos pulmões, que não chegam para o jogo todo. Ainda assim, a velocidade, o pique e a acutilância continuam lá. Pedro Romano esteve bastantes furos abaixo do habitual (muito embora tenha feito questão de marcar a sua presença com um golo de belo efeito: um chapéu ainda atrás do meio campo, que só por manifesta má-sorte não foi repetido minutos mais tarde), evidenciando nítidas dificuldades na aceleração e travagem (facto ao qual não será alheia a corrida de uma hora e meia que o dito jogador levou a cabo no dia anterior). Phillipe Vieira esteve sempre forte e decidido lá atrás, mas, como aconteceu no ano transacto, em termos ofensivos revelou-se pouco lesto a apoiar os colegas; ainda assim, marcou, também ele, um golo de antologia: remate de fora da área, com a bola a embater na junção do poste com a trave, a ir ter com a grama por debaixo do ferro, a subir e a bater de novo no poste, até, finalmente, se anichar junto das reconfortantes redes adversárias…

———-

Em termos tácticos importa realçar que a equipa foi coesa a defender mas que, por longo período de inactividade ou por inépcia que transitou da época passada, em termos ofensivos a organização não marcou presença. As transições defesa-ataque foram lentas, a eficácia não foi muito elevada, as movimentações ofensivas foram descoordenadas. Sabino, por exemplo, usou e abusou das desmarcações para as costas da defesa – o que, não sendo, per se, motivo de acusação, obrigou a que o avançado Coxeano estivesse demasiadas vezes alheado da construção de jogo, abdicando das movimentações pelas faixas laterais e das tabelinhas que tanto foram ensaiados no ano transacto (isto, claro, para não referir o desgaste que os piques sucessivos criaram nos pequenos e depauperados pulmões do atacante). Pedro Romano também foi incapaz de ser assumir como condutor de jogo, ao passo que Phillipe Vieira jogou sempre demasiado longe dos seus colegas para poder participar na manobra ofensiva como construtor de jogo. «Tricky», sempre solícito, teve, muitas vezes, de recuar para vir buscar jogo, servindo de imulsionador do carrossel Coxeano. Claro que, apesar de todos estes problemas, olhando para o resultado – 5-1 – não podemos escamotear o óbvio: o treino foi muito positivo.

———-

Ainda assim, o empenho com que os jogadores jogaram provocou alguns transtornos. Destes, o maior terá sido, provavelmente, a lesão contraída por Sabino: um violento entorse no pé direito. O número 5 Coxeano, Pedro Romano, também abriu uma ferida no dedo grande do pé esquerdo. Mas estas maleitas não constituirão, segundo o corpo médico Coxeano, entraves à participação destas duas unidades no próximo amigável. Aliás, e segundo a mesma equipa médica, são lesões que serão facilmente debeladas em menos de 24 horas.

———-

E por falar no próximo jogo: atenção, adeptos, sócios e simpatizantes – o jogo tem início às 10h00 de quarta-feira, próximo dia 30 de Agosto, e terá lugar no campo nº3 do complexo desportivo da rodovia. O craque Rui Rocha já irá participar e, nesse sentido, apelamos a todos para que compareçam. Ainda não será o jogo de apresentação oficial aos sócios, mas já se espera um grande show de bola por parte dos elementos Coxeanos. Até lá, então!

———-

Pedro Romano

h1

Aviso importante

Agosto 27, 2006

Com o jogo marcado para a a quarta-feira de manhã, torna-se imperioso agendar um treino de conjunto para ganhar entrosamento, apurar movimentações, sistematizar processos defensivos, treinar lances de bola parada, combinar desdobramentos ofensivos, perder os quilos que se foram acumulando ao longo das férias e gozar com o Barbosa. Após intenso debate com o capitão Coxeano, o treino ficou marcado para amanhã, segunda-feira dia 28 de Agosto, nos campos da rodovia, às 6h00. É do meu conhecimento que a comissão de praxe de Comunicação Social está a organizar uma reunião para tratar de assuntos relativos ao ano vindouro; aquilo que peço é que toda a equipa compareça no treino, como é expectável. A reunião começa às 4h00; desse momento até à hora de jogo vão duas horas – tempo mais que suficiente para debater tudo quanto haja a debater. Caso a reunião ainda não tenha acabado por essa hora, espero que a equipa Coxeana tenha a presença de espírito necessária para se retirar, sob pretexto de compromissos inadiáveis e de superior importância. Eventualmente, talvez seja de bom tom comunicar esta questão ao presidente da comissão, Sousa Carvalho, antes do início da reunião. Portanto, lembrem-se: rodovia, 6h00, com os equipamentos Coxeanos. Poderemos aproveitar também para tirar algumas fotografias para a apresentação da equipa aos sócios e para a apresentação dos equipamentos oficiais.

———-

P.S.- O treino é aberto ao público; os sócios têm opção preferencial pelos lugares da bancada central. Esperamos que compareçam em massa.

———-

Pedro Romano

h1

O regresso esperado

Agosto 23, 2006

Voltei! É verdade. Após umas merecidas férias na costa de Aveiro, o sub-capitão Coxeano volta às lides bloguísticas. Gostaria de aproveitar o regresso para trazer à colação dois temas que urge discutir – o primeiro relativo à vida interna da família Coxeana e o segundo relativo à vida desportiva da mesma agremiação desportiva. Mas vamos por partes.

———-

Ressalta aos olhos que neste período de férias o blogue tem andado bastante «murcho». Os últimos dois posts têm apenas um comentário e o post anterior a estes dois últimos data já do mês passado. As visitas têm vindo a decair, a linkagem externa noutros blogues não tem crescido ao ritmo devido e mesmo a nível de impacte Os Coxos não têm deixado a sua marca – cada vez menos o nosso nome é referido nas tertúlias dos intelectuais da metrópole e da invicta, e tem-se tornado recorrentemente monótono passar os olhos pelos diários nacionais e constatar que as referências ao Nome Coxeano são praticamente nulas. Triste, mas é verdade.

———-

Quem conhece o meio sabe que o sucesso é efémero e transitório; mas nós, Os Coxos, não podemos resignar-nos a desaparecer – não seremos mais um Dani, mais um Paulo Torres, mais um Mantorras. O sucesso espera-nos – e para isso teremos de batalhar. É pois nesse sentido que apelo a toda a Nação Coxeana para que participe activamente no desenvolvimento deste blogue. Todos juntos conseguiremos.

———-

De salientar ainda que, lamentavelmente, o Os Coxos Futebol Clube tem-se atrasado na divulgação de certas actividades e iniciativas. Assim, e ao contrário daquilo que havia sido previamente anunciado, não se encontram ainda on-line as fotos do plantel Coxeano; ao mesmo tempo, o equipamento ainda não foi oficialmente apresentado aos sócios e o cartão de sócio também ainda permanece no segredo dos deuses. Uma situação pouco edificante para o Departamento de Comunicação, Marketing e Publicidade dos Coxos, mas que imperativos das mais variadas ordens não permitiram ultrapassar. A todos os adeptos e apoiantes, as nossas desculpas. Aqui fica a promessa de que tudo está a ser tratado no sentido de agilizar a burocracia interna e, muito rapidamente, publicar as fotos Coxeanas, apresentar o equipamento e lançar o cartão de sócio – iniciativas às quais se acrescentarão, muito brevemente, o lançamento das músicas oficiais dos jogadores, da claque e do clube, bem como a apresentação da constituição da claque oficial. Aguardem ansiosamente.

———-

O segundo ponto de que gostaria de falar tem que ver com a recente proposta de jogo amigável que este vosso escriba recebeu da parte de uma conhecida equipa de Geologia. Pela mão do seu capitão, a equipa em causa veio solicitar junto de mim a marcação de um jogo de pré-época a ter lugar na próxima semana. O local, bem como o horário, estão ainda por acertar, mas serve este post para recolher as reacções dos elementos Coxeanos, bem como dar a conhecer aos adeptos o primeiro jogo da época 2006/7. O jogo afigura-se complicado – a equipa é bastante conhecida entre os habitueés dos torneios académicos e possui um central de reconhecida qualidade (o seu nome será revelado mais tarde) – mas é nestes jogos se demonstra a fibra de que somos feitos. Antes do fatídico jogo, julgo, aliás, que seria inteligente reunir as tropas e ensaiar previamente algumas movimentações tácticas, ver alguns powerpoints e debater questões técnico-tácticas. Homem prevenido vale por dois.

———-

À parte da preparação física e táctica propriamente dita, é de salientar o facto de ter sido a equipa de Geologia a vir ter com a equipa Coxeana e não a equipa Coxeana a ir ter com a equipa de Geologia. Tal constitui evidência óbvia, inelutável e insofismável da fama galopante e do reconhecimento crescente que a turma coxa tem vindo a granjear ao longo dos seus poucos meses de vida. Nestes momentos não há que ser parcimonioso nas palavras ou contido nos laudos: os Coxos estão em forma, recomendam-se e… são grandes! Que o respeito com que a equipa de Geologia se abeirou de nós para, respeitosamente, aferir das possibilidades da marcação de um jogo amigável sejam um prenúncio auspicioso para o que aí se avizinha. A todos os Coxos, adeptos, fãs, apoiantes e futuros sócios, um grande abraço!

———-

P.S.- Dada a proximidade do jogo, bem como um historial de lassidão embriagante nos últimos tempos (facto ao qual não será alheia a minha actual situação – férias), entrei, a partir de sábado, em treino intensivo. As minhas visitas à rodovia têm-se tornado cada vez mais frequentes e as ruas de Braga têm contado, cada vez mais, com a minha passagem regular. Tudo isto para, na hora da verdade, estar em boa forma e pronto para dar o meu contributo. Àqueles que se quiserem juntar a este plano intensivo de treino sugiro que me contactem por telemóvel – de salientar que tenho agora um 91 (apesar de ter mantido o 96). Saudações Coxeanas.

———-

Pedro Romano

h1

Teixeira não sai!!!

Agosto 22, 2006

Após várias e longas horas de negociações intensas, a intransigente Direcção d’Os Coxos Futebol Clube decidiu vetar a transferência de Teixeira para os Dick’s Confrary por considerar a proposta por eles apresentada totalmente irrealista e inaceitável. Em declarações ao jornal O JOGO, O Presidente Phillipe disse: “Pensam que por esta Instituição existir há menos de um ano os seus membros são estúpidos ou ingénuos. Onde já se viu quererem comprar-nos o fenomenal Teixeira, guarda-redes de 6 estrelas, por apenas 4 milhões de euros e ainda por cima tendo a lata de oferecer um jogador que só sabe correr!”. O Presidente encontrava-se indignado e até revoltado com a situação aquando das afirmações. Afirmou ainda que as boas relações entre Coxos e Dick’s iriam tremer um pouco, mas nada que o tempo não curasse.
————————-
Quem se encontrava muito feliz com o ocorrido era o próprio Teixeira que tinha dito há poucas horas que estava de pedra e cal n’Os Coxos e não queria sair de maneira nenhuma, nem que tivesse clubes como Barcelona e Chelsea atrás dele. Como prova disso, Teixeira renovou contrato com a sua actual equipa por mais 3 épocas.
————————-
Fica assim resolvida a novela “Teixeira”… com um final um pouco diferente das novelas actuais em que a relação acaba sempre por funcionar.
————————-
Marcos Sabino

h1

Dick’s Confrary quer Teixeira

Agosto 17, 2006

O talento do guardião que transpira confiança não é segredo para ninguém e já seria de esperar que mais cedo ou mais tarde os jogadores d’Os Coxos começassem a ser cobiçados. Teixeira é o primeiro jogador vítima dos olhares esfaimados de equipas que provavelmente estarão no caminho da equipa coxeana.
———————-
Os Dick’s Confrary avançaram com uma proposta tentadora de 4 milhões de euros mais a possível cedência de Domingos, talentoso cabo verdiano, em troca do guarda-redes coxeano. A direcção d’Os Coxos não se dispôs a fazer qualquer declaração sobre o assunto tendo o presidente do clube, Phillipe, apenas lançado as palavras “Depois falamos” enquanto se dirigia para a sua viatura. As negociações decorrerão nos próximos dias sempre sob o acompanhamento curioso dos colegas de equipa.
———————
Quando questionado, Teixeira afirmou que “se sente muito bem n’Os Coxos, é acarinhado pela massa adepta e tem uma boa relação com os seus companheiros de equipa” e que, portanto, “o mais provável é a Direcção declinar a proposta” ainda que 4 milhões de euros dessem muito jeito à equipa segundo palavras do próprio tesoureiro do clube. A notícia também não caiu bem a alguns jogadores d’Os Coxos que declararam estarem preocupados com a possível saída do guardião. Rui Rocha afirmou: “Se a transferência se consomar ficaremos numa posição um pouco frágil e instável pois a equipa já se encontra bem entrosada e a saída do Teixeira iria fazer com que alguns pilares tremessem”. Por outro lado, “onde irá a equipa arranjar um novo guarda-redes melhor ou pelo menos tão bom como Teixeira em tão pouco espaço de tempo?”.
——————–
Desenvolvimentos da notícia nos próximos dias.
——————–
Marcos Sabino