Numa altura em que as contratações agitam o defeso, Os Coxos reafirmam a intenção de manter o plantel da época passada. Contudo – sosseguem adeptos, sócios e apoiantes -, não há-de ser por aí que a valorosa Equipa Coxeana há-de fazer má figura. De facto, e para confirmar a extrema qualidade dos jogadores Coxeanos, o nosso blogue convidou o renomado comentador desportivo Rui Santos a fazer uma análise dos seus jogadores. Uma análise imparcial, desapaixonada e rigorosa. Aqui ficam as conclusões do jornalista da SIC Notícias, após observação intensa e afincada dos treinos d’Os Coxos. (Para complementar as informações recolhidas nos treinos, Rui Santos recorreu ainda a filmagens da época passada, gentilmente cedidas pelos empresários de cada jogador Coxeano).
———-
Alberto Teixeira: É o maior! Guarda-redes versátil, com uma grande elasticidade e de tamanho assombroso, é mundialmente conhecido pela facilidade com que faz a «mancha». Corajoso e temerário, não foge ao confronto físico e não tem medo de dar o corpo à bola quando a situação o exige (mesmo que por vezes as consequências de tamanha valentia lhe saiam bem caras – como no ano passado, quando se lesionou gravemente numa mão). Será, sem dúvida, um dos esteios de uma defesa que, a confirmarem-se as indicações, se revelará intransponível. Um guarda redes mãos-de-ferro para uma defesa de betão!
———-
Phillipe Vieira: É o maior! Capitão Coxeano, actua como uma voz de comando no centro da defesa, a partir da qual lança os ataques da sua equipa – quer conduzindo a bola de forma sublime, quer em passes longos para os atacantes. Apesar de não ser muito veloz, consegue compensar essa falha com um sentido posicional extraordinário, facto ao qual não serão alheios os anos passados nas escolas do S.C. Braga. De forma geral, compará-lo-ia ao central inglês John Terry – força, valentia, voz de comando e sentido posicional. Um verdadeiro defesa actual e moderno!
———-
Daniel Mesquita: (dado que este jogador não compareceu aos treinos, a análise não pôde ser efectuada; ainda assim, também é o maior!).
———-
Rui Rocha: É o maior! Muito criticado no início, Rui Rocha deu uma bofetada de luva branca aos seus detractores quando, em plena época, se afirmou como um defesa polivalente, capaz de entrar duro na defesa e de rematar forte no ataque. O seu remate potente e colocado foi, aliás, uma das razões que levaram o treinador Coxeano a entregar-lhe o monopólio das bolas paradas – aspecto em que Rui Rocha se mostrou importante. Poderá ser uma das revelações da época futebolística, caso tenha mais hipóteses de jogar do que no ano passado. Como é trabalhador, bom jogador e bom rapaz, certamente que o treinador Coxeano não abdicará do seu valioso contributo. Rui Rocha: um jogador activo!
———-
Pedro Romano: É o maior! Jogador de fino toque de bola e de pulmão inesgotável, o sub-capitão Coxeano é, para muitos, o digno sucessor de Frank Lampard: fecha os caminhos para a sua baliza com mestria, tem grande facilidade na condução do jogo ofensivo e não tem problemas em chutar à baliza. Além do mais, é um jogador de drible fácil, técnica apurada e visão de jogo bastante evoluída, o que lhe permite assumir-se como playmaker quando as circunstâncias o exigem. Apesar de no ano transacto não se ter mostrado ao seu maior nível, os treinos têm mostrado que esta época Pedro Romano poderá ser um elemento desequilibrador – principalmente se o treinador o colocar na posição onde rende mais: como segundo defesa, a fazer a transposição defesa-ataque.
———-
Carlos «Tricky» Ferreira: É o maior! Apesar de ser um típico jogador de área, não tem problema em vir atrás buscar jogo – chegando ao ponto de ser uma preciosa ajuda na defesa – para auxiliar o desdobramento ofensivo da sua equipa. Dono de um remate invejável (que promete fazer estragos para o ano que vem) e de uma técnica evoluída, Tricky tem-se vindo a afirmar como um dos mais perigosos elementos Coxeanos, quer pelo que joga quer pelo que faz jogar. A sua colocação como segundo avançado é a solução mais acertada se o treinador Coxeano quiser juntar o poder de fogo de Tricky à velocidade do outro avançado (Marcos Sabino, previsivelmente), criando uma verdadeira dupla diabólica no ataque. É sobre os seus ombros, aliás, que recaem muitas das esperanças da Nação Coxeana: adeptos, simpatizantes, sócios e, naturalmente, colegas de equipa.
———-
Marcos Sabino: É o maior! Um verdadeiro homem-golo, Marcos Sabino foi, em tempos, comparado a Filippo Inzaghi. Hoje, mais maduro, mais astuto e mais completo, Sabino assemelha-se mais a Schevchenko: rápido, de pique fácil, forte no passe e certeiro no remate. No ano passado, os seus críticos argumentaram que o facto de não ser um jogador fisicamente muito possante (pesa 60 quilos) poderia constituir óbice de peso à sua colocação como homem mais avançado e referência de área. Ledo engano: como os jogos tão bem demonstraram, a velocidade do avançado da equipa Coxeana – aliada a um faro goleador sem igual – permitem-lhe escapar ao confronto físico dos adversários, furtando-se ao contacto e fazendo diagonais velozes. Se for devidamente apoiado pelos seus colegas mais recuados, Marcos Sabino poderá ser uma das revelações do próximo campeonato, assim o deixem os árbitros e as lesões.
———-
Pedro Romano & Rui Santos